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sábado, 10 de abril de 2021

Pela 1ª vez, jovens são maioria dos internados em UTIs no Brasil, diz levantamento

 

Em março deste ano, mais de 50% das internações por COVID-19 em UTIs no Brasil foram de pessoas com até 40 anos, o que aponta uma piora geral do quadro da doença entre os mais jovens.

Conforme levantamento publicado pelo jornal Folha de São Paulo neste sábado (10), em março o Brasil chegou pela primeira vez a uma maioria de internados por COVID-19 em UTIs com menos de 40 anos. O mês de março foi até agora o mais letal da pandemia no país, com cerca de 66,8 mil mortes.

Ao longo do mês, 52,2% das internações foram de pessoas com menos de 40 anos. Entre dezembro de 2020 e fevereiro deste ano, a taxa era de 44,5%, o que aponta um aumento de 16,5%. 

Já as internações das pessoas com 80 anos caíram 42%, sendo que agora este grupo representa 7,8% do total de internados, cerca de metade da proporção vista antes de março. Essa queda é atribuída à vacinação, mas também pela predominância de variantes mais agressivas do vírus SARS-CoV-2, que atinge pessoas jovens com mais gravidade.

Em Bragança Paulista, uma equipe de profissionais de Saúde trata de um paciente de COVID-19 em uma UTI do Hospital Universitário de São Francisco, em 2 de março de 2021
© FOLHAPRESS / EDUARDO ANIZELLI
Em Bragança Paulista, uma equipe de profissionais de Saúde trata de um paciente de COVID-19 em uma UTI do Hospital Universitário de São Francisco, em 2 de março de 2021

Nesse sentido, houve uma piora do quadro geral dos pacientes, sendo que 58,1% das pessoas internadas precisaram de ventilação mecânica. Esse dado aponta um aumento de 40% em relação ao ano passado.

O que também reforça o quadro de piora geral é que até fevereiro deste ano, um terço dos pacientes graves sem comorbidades precisavam de UTI, sendo que a taxa saltou para um a cada quatro pacientes.

Os dados foram colhidos na plataforma UTIs Brasileiras, da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), e trazem informações de 20.865 leitos de tratamento intensivo no país, cerca de 25% do total.

O retrato aponta um agravamento geral dos casos em meio ao pior momento da pandemia no Brasil. Até agora, o país acumula quase 350 mil mortos por COVID-19, sendo que apenas na sexta-feira (9), cerca de 3,5 mil pessoas morreram.

segunda-feira, 1 de março de 2021

Perfil da pandemia muda e pacientes mais jovens começam a ocupar UTIs

 


Doentes são pessoas cada vez mais jovens, com idades entre 30 e 50 anos, e que necessitam de dois a cinco dias a mais de internação em comparação aos internados no início da pandemia. Situação é alarmante, diz Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde de São Paulo

O crescimento da pandemia provocada pelo novo coronavírus está levando a uma mudança drástica no perfil dos pacientes internados com Covid-19 nas UTIs públicas e particulares de todo o país. Os doentes são pessoas mais jovens, com idades entre 30 e 50 anos, e que necessitam entre dois e cinco dias a mais de internação em comparação com os pacientes internados no início da crise sanitária. 

Segundo Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde de São Paulo, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes nesta segunda-feira (1), "a pandemia retornou com velocidade e característica clínica diferentes da primeira onda. São pacientes mais jovens, com condição clínica mais comprometida. São pacientes que acabam permanecendo por período prolongado na UTI. Esses aspectos fazem com que tenhamos ocupação crescente de leitos. 60% desses pacientes estão ocupando nossas UTIs. O que víamos era o contrário. 60% ocupavam enfermarias e 40% nas UTIs".

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, em muitas unidades os casos registrados nas UTIs superam os das enfermarias. Até pouco tempo atrás, a média era de dois internados por enfermaria para um na UTI. 

“Agora isso está invertendo em muitos locais. Sugere internações mais tardias, com pacientes mais graves. Talvez por confiança nesses ditos tratamentos precoces, que a gente sabe que não funcionam”, disse a presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), Suzana Lobo. 

Ente as hipóteses para a mudança no perfil dos pacientes estão a circulação de novas variantes do coronavírus, maior exposição ao vírus e a demora em buscar ajuda médica. 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Feira de Santana - Bahia: Com mais 90% de UTIs Covid ocupadas, prefeito diz que cidade vive 'pior momento'

 


Com praticamente 90% dos leitos destinados ao tratamento intensivo da Covid-19 ocupados na cidade de Feira de Santana, o prefeito Colbert Martins (MDB) diz que, se necessário, novas medidas de restrições de atividades serão aplicadas no município. O gestor atribui o início da vacinação contra a doença e o período de férias a um maior relaxamento das ações de combate ao coronavírus por parte da população. Ao Bahia Notícias, Colbert disse que a cidade vive o pior momento desde julho do ano passado, quando registrou os mais altos índices da pandemia.  Nesta segunda-feira (15), do total de 18 leitos de tratamento intenso (UTI) do hospital de campanha do município, estão ocupados 16. 

Até então, 446 pessoas já morreram pela doença. “Estamos com praticamente 90% de ocupação. Os leitos clínicos que são 35 estão com 20 pessoas internadas, coisa que não acontece há mais de sete meses. Então estamos com 36 pessoas internadas e muitas dessas pessoas que vão para leitos clínicos, quando agravam tem que ir para UTI, estamos com um risco muito grande”, disse. Com receio de esgotar a capacidade de leitos da cidade, o gestor disse que no passo em que os casos vem evoluindo, há possibilidade de se chegar em um nível de falta de capacidade de administrar a situação. “Nós estamos chamando atenção da população. Se for necessário fechar todas atividades para poder reduzir a quantidade de pessoas circulando, nós vamos fazer. Já fizemos algumas vezes e podemos ter que fazer novamente, desde a restrição das atividades noturnas, até durante o dia”, disse. 


 


Para o prefeito, há falta de entendimento por parte da população de que a doença ainda circula no município. Ele defende que houve  um relaxamento em razão do inicio da vacinação. “Isso fez com que muitas pessoas achassem que a vacina já chegou para todos, mas não chegou. A vacina está chegando para poucas pessoas, mas em razão disso, muita gente está se expondo. Também estamos em um período de férias, o que faz com que muita gente saia da cidade e volte depois aumentando o índice de contaminação”, disse. Lembrando que a cidade já teve que restringir atividades nos bairros do Tomba e do Sim, que continuam figurando com o maior número de casos registrados de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o prefeito fez um apelo. “Queremos que as pessoas possam se vacinar. Se as pessoas não se cuidarem, muita gente não vai ter nem a perspectiva de tomar a vacina, por tanto, nessa hora cabe a cada um preservar sua vida e a do próximo”, finalizou. De acordo com o boletim emitido neste domingo (14) pela SMS de Feira de Santana, desde o início da pandemia até então 24.161 pessoas tiveram a doença. Deste total, 22.426 pessoas se curaram, e outros 446 óbitos foram registrados. 

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Remanso e Senhor do Bonfim têm 100% de ocupação nas UTIs reservadas para Covid-19

 


Os hospitais São Pedro, em Remanso, e Municipal Dom Antônio Monteiro, em Senhor do Bonfim, ambos no norte do estado, não possuem mais vagas disponíveis nos leitos de terapia intensiva reservados para o tratamento de adultos com Covid-19. As duas unidades são as únicas em suas cidades com UTIs exclusivas para pacientes com a doença.


No Hospital São Pedro, metade dos 10 pacientes internados na UTI estão sob ventilação mecânica. Já no Hospital Municipal Dom Antônio Monteiro, sete dos 10 respiram com apoio de oxigênio.


De acordo com a divisão regional da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), quem precisar de terapia intensiva em Remanso e Senhor do Bonfim deverá ser encaminhado para as vagas disponíveis no Promatre de Juazeiro, no Hospital Regional de Juazeiro e no Hospital de Paulo Afonso.


A região norte do estado, como um todo, possui 75% de taxa de ocupação das UTIs para adultos. O número é igual ao do centro-leste baiano e melhor que os das regiões sudoeste (84%), extremo-sul (82%) e sul (82%).


Outras unidades pelo interior baiano também estão com 100% de taxa de ocupação, como o Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana; o Hospital São Vicente de Paulo, em Vitória da Conquista; o Vida Memorial, em Ilhéus; e o Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna. Entretanto, todos esses municípios possuem leitos disponíveis em outros hospitais.


Fonte: Bahia Notícias

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