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domingo, 30 de agosto de 2026

Candidata baiana Daniela Lacerda e ex-CEO do Corujão reage após internauta sugerir perfil no Privacy

 


A candidata a deputada federal e apoiadora de Augusto Cury, Daniela Lacerda, usou as redes sociais neste domingo (30) para rebater um internauta que a ‘orientou’ a criar um perfil na plataforma de conteúdos adultos Privacy, após ela anunciar sua candidatura ao cargo. “Melhor o privacy! Tem mais chance”, sugeriu o internauta, em tom de deboche.

No conteúdo, Daniela apontou que a posição do internauta não representa apenas uma divergência política, e sim uma tentativa de desqualificar a atuação de mulheres no por meio do machismo e hierssexualização. 

“A palavra, gente, dirigida a uma mulher, mas que revela muito mais sobre a pequenez intelectual de quem profere do que quem realmente é a pessoa que pretende atingir. Sugerir, minha gente, que lugar de uma mulher é uma plataforma de exposição sexual e não na política, não constitui argumento, não constitui apenas crítica ou divergência ideológica, constitui expressão rudimentar e uma mentalidade que ainda tem que reduzir a aparência ao seu corpo quando se sente incapaz de confrontar suas ideias, sua competência, sua capacidade de liderança.”, começou. 

“A nossa expressão feminina nos espaços de decisão não é uma concessão, não é ornamento ou favor institucional, é uma exigência democrática e por mais que essa mulher seja dona de si, mulheres precisam estar onde elas realmente querem estar, formulando leis. Sobretudo, onde se decide o destino de uma sociedade, onde ela também deseja fazer outras mulheres protagonistas.”, acrescentou. 

Depois disso, ela destacou o histórico de tentativas de limitação impostas ao público femiino que vai atrás de autonomia, destacando a importância de não tolerar condutas semelhantes na área política. “Durante demasiado tempo, se a gente observar, né, muitos tentaram imputar mulheres como eu, donas de si, a caminhos estreitos. E ainda hoje, quando uma mulher ousa ultrapassar essas fronteiras, a quem realmente recorra a sexualização, a misoginia, a desqualificar o seu lado pessoal, a gente não pode, quanto mulher, aceitar comentários quanto esse”, completou. 





Quem é Daniela Lacerda?


Daniela Lacerda é uma empresária de Feira de Santana que no ano de 2012 deu início ao seu empreendimento mais conhecido: o supermercado Corujão, que a princípio era apenas uma distribuidora de bebidas em funcionamento full time.

O sucesso foi tanto, que ela expandiu os negócios e o transformou em um supermercado em modelo 24 horas. Apesar do sucesso, a empresa enfrentou uma crise financeira no ano de 2024 e precisou fechar as portas. O Corujão chegou a ter sete unidades e um faturamento anual de incríveis R$ 285 milhões.

Seus primeiros passos foi vendendo brinquedos e doces ao longo da sua infância e adolescência. Mais tarde, Daniela ingressou no curso de direito, onde se formou pela UNIFAN. Durante o período universitário, ela empreendeu de maneira informal como sacoleira e chegou a ter um faturamento de R$ 100 mil reais vendendo roupas e acessórios.

Após o fechamento da rede Corujão, Daniela passou a investir no agronegócio. Nas redes sociais, ela também é bastante ativa, somando mais de 230 mil seguidores no Instagram, onde compartilha os bastidores do dia a dia no mundo empresarial e sua vida pessoal.



segunda-feira, 1 de março de 2021

Perfil da pandemia muda e pacientes mais jovens começam a ocupar UTIs

 


Doentes são pessoas cada vez mais jovens, com idades entre 30 e 50 anos, e que necessitam de dois a cinco dias a mais de internação em comparação aos internados no início da pandemia. Situação é alarmante, diz Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde de São Paulo

O crescimento da pandemia provocada pelo novo coronavírus está levando a uma mudança drástica no perfil dos pacientes internados com Covid-19 nas UTIs públicas e particulares de todo o país. Os doentes são pessoas mais jovens, com idades entre 30 e 50 anos, e que necessitam entre dois e cinco dias a mais de internação em comparação com os pacientes internados no início da crise sanitária. 

Segundo Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde de São Paulo, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes nesta segunda-feira (1), "a pandemia retornou com velocidade e característica clínica diferentes da primeira onda. São pacientes mais jovens, com condição clínica mais comprometida. São pacientes que acabam permanecendo por período prolongado na UTI. Esses aspectos fazem com que tenhamos ocupação crescente de leitos. 60% desses pacientes estão ocupando nossas UTIs. O que víamos era o contrário. 60% ocupavam enfermarias e 40% nas UTIs".

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, em muitas unidades os casos registrados nas UTIs superam os das enfermarias. Até pouco tempo atrás, a média era de dois internados por enfermaria para um na UTI. 

“Agora isso está invertendo em muitos locais. Sugere internações mais tardias, com pacientes mais graves. Talvez por confiança nesses ditos tratamentos precoces, que a gente sabe que não funcionam”, disse a presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), Suzana Lobo. 

Ente as hipóteses para a mudança no perfil dos pacientes estão a circulação de novas variantes do coronavírus, maior exposição ao vírus e a demora em buscar ajuda médica. 

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