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quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Prefeito eleito morre devido a complicações da Covid-19 um dia após eleição: “morreu sem saber”, diz irmão

 


O prefeito eleito de Itaguaru, Edilson Filgueira, conhecido como Didi Filgueira (PTB), morreu na segunda-feira (16) devido a complicações da Covid-19. Ele estava internado em um hospital de Goiânia tratando a doença. Segundo o G1, Didi foi internado no dia 1º de outubro, após começar a apresentar os primeiros sintomas da Covid-19. Dias depois ele foi entubado e transferido para o UTI. No dia 30 de outubro, foi retirada a ventilação mecânica e ele apareceu em um vídeo com uma máquina de oxigênio fazendo sinal de positivo. Porém, o estado de saúde dele acabou se agravando novamente. Irmão do político, o professor Eduardo Filgueira disse que Didi não chegou a receber a notícia da vitória no pleito. “Foi um choque total. A família está totalmente chocada. Sabíamos que era grave [o quadro clínico dele], mas esperávamos o retorno dele em 10 ou 15 dias. Só que a gente não sabe os projetos de Deus. Ele morreu sem saber que estava eleito”, disse ao G1. Didi teve 53,90% dos votos. Foram 2.368 votos no total. O candidato derrotou Chitão (PP), que ficou em segundo lugar com 44,07% (1.936 votos). Conforme jurisprudência de casos semelhantes julgados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o vice assume o posto. No caso de Didi, seu vice, que assumirá o cargo, é Fernando Araújo (PDT).


domingo, 18 de outubro de 2020

Irmão do vice-prefeito de Ribeirão Preto morre de Covid-19

 


José Roberto Barbosa deixa esposa, dois filhos e três netos

O aposentado José Roberto Barbosa, irmão do vice-prefeito de Ribeirão Preto, Carlos Cezar Barbosa, morreu no sábado, 17, vítima da Covid-19. Nas redes sociais, Barbosa lamentou a morte do irmão.


"Hoje você se foi meu irmão, depois de uma longa batalha contra o maldito Covid. Lamento não estar ao seu lado nos seus últimos momentos de vida – não lhe dar um abraço e nem poder apertar sua mão. Você foi um grande herói. Enfrentou adversidades severas em sua vida e se manteve firme. Torço, agora, para que meu ceticismo religioso seja um erro, e para que você possa se encontrar com nossos pais e com nossa avozinha. Você cumpriu seu papel. Grande beijo irmão", escreveu o vice-prefeito.


José Roberto deixa a esposa, com quem era casado há 44 anos, um casal de filhos e três netos. Até o momento, 811 pessoas morreram em decorrência da Covid-19 em Ribeirão Preto e quase 30 mil já foram infectadas. 


Foto: Reprodução Facebook

terça-feira, 7 de abril de 2020

'O ENXOVAL DO BEBÊ ESTÁ EM CASA', DIZ IRMÃO DE GRÁVIDA MORTA POR CORONAVÍRUS NO RECIFE

O bebê de Viviane sobreviveu e foi encaminhado à UTI do hospital Foto: Reprodução

Anderson Albuquerque relata o parto antecipado por equipe médica para tentar salvar a vida de sua irmã, a fisioterapeuta Viviane Albuquerque, que não resistiu ao Covid-19; o bebê sobreviveu e se recupera na UTI


"Não houve nenhum tipo de despedida, nem tocamos nela, isso deixou tudo ainda mais dolorido". Anderson Albuquerque ainda busca um caminho para lidar com a a perda de sua irmã, a fisioterapeuta Viviane Albuquerque, 33, no último domingo (5). Ela se tornou a primeira gestante morta por coronavírus no Estado de Pernambuco. Estava na 32ª semana da gravidez. Seu bebê sobreviveu após uma cesariana e segue internado na UTI do Hospital Unimed Recife.
Anderson passou o dia inteiro no hospital no sábado passado (4), quando a irmã foi submetida a uma cirurgia para retirada do feto ainda de madrugada devido à piora em seu quadro. A intenção dos médicos, segundo ele, era aliviar a respiração de Viviane, o que acabou não acontecendo de imediato. Ao contrário, a situação se agravou na parte da tarde.
"Os médicos estavam numa tensão enorme. A ideia era ter mais espaço no diafragma para ela respirar melhor, mas não teve efeito logo. Precisaram colocá-la de bruço, mesmo com a ajuda dos aparelhos de respiração", contou Anderson.
Foi nesse momento que ela iniciou o tratamento a base de cloroquina. Por estar grávida, não podia tomar a medicação inicialmente. À noite, veio a notícia de que apresentara melhora. Eram cerca de 21h quando Anderson, mais tranquilo, foi para casa descansar um pouco. Na manhã seguinte, informaram que Viviane seguia reagindo bem. De repente, tudo mudou.
Anderson descansava em casa na tarde de domingo (5) quando recebeu uma ligação do ex-marido da irmã, questionando por que o hospital ligara para a mãe dela para que fosse até lá. Às 16h20, Viviane faleceu.
"Ela teve três paradas cardíacas. O pulmão tinha melhorado, mas o coração estava muito fraco, não sustentou", disse Anderson. A forma como tudo aconteceu chocou ainda mais a família já que Viviane era ativa, saudável e não tinha histórico de doença. "Ela se cuidava, ia à academia, deu até aula de pilates. Tinha o corpo resistente. Eu e meu pai que temos diabetes e hipertensão. Fiquei muito assustado", afirmou o irmão da vítima.
Viviane deixou duas gêmeas. Desde quando foi internada, as filhas estão com o pai e ex-marido da fisioterapeuta. Até o momento, elas não sabem da morte da mãe. "O pai não sabe como explicar, está conversando com psicólogo para ver como vai fazer. Elas eram loucas pela mãe", disse Anderson.
Na segunda gestação, Viviane sequer conheceu o filho. O bebê prematuro ainda se recupera na UTI, mas tem reagido bem. "A respiração dele está melhor, já está mais forte. O que minha irmã deixou foi essa criança, e agora temos essa missão", afirmou Anderson.
Ela se formaria em Direito daqui a dois meses e traçava planos para comemorar o nascimento do filho e a conquista acadêmica. "Ela já vinha comentando da festa. Estava feliz. O enxoval do bebê está em casa, tudo arrumadinho. Ontem vi as roupas lá", contou o irmão, emocionado.
Viviane Albuquerque, de 33 anos, estava grávida de 32 semanas Foto: Reprodução

O CASO

Viviane apresentou sintomas de uma gripe leve e logo começou a espirrar com frequência. Depois, passou a sentir falta de ar. De acordo com o irmão, todos acharam que tinha relação com a gravidez. Tanto que, no primeiro contato com um médico, disseram que ela não estava contaminada.
A fisioterapeuta foi internada no dia 30, mas ficou apenas em observação no quarto. Na última quinta (2), veio o resultado do teste positivo positivo para Covid-19. No dia seguinte, ela foi para a UTI.
"Até então, ela estava consiente, sem febre, estável. Ela estava recebendo até visitas, mas sem contato", relatou Anderson. Segundo ele, a irmã se comunicava diariamente por telefone, embora temesse algo mais grave. "Disse que tinha medo de morrer e pediu que minha mãe cuidasse das filhas se acontecesse o pior", contou.
Dali em diante, o quadro se agravou rapidamente. A família não conseguiu sequer prestar suas homenagens e ter o último contato. O corpo de Viviane foi cremado nesta segunda (6) em Recife. "Eu não me cuidava direito. Depois do que aconteceu, estou muito assustado, em quarentena mesmo sem ter tido contato com minha irmã. Não é só um vírus. É muito sério e muito difícil passar por essa dor", concluiu Anderson.
Fonte: Época/Rodrigo Castro

sábado, 28 de março de 2020

Irmão de Bolsonaro é dono de casa lotérica, tipo de empreendimento que Jair tentou liberar de quarentena



A 1ª Vara Federal de Duque de Caxias (RJ) suspendeu a aplicação do decreto de Bolsonaro que classificava esses estabelecimentos como serviços essenciais e que, portanto, poderiam funcionar normalmente durante a quarentena.

“O acesso a igrejas, templos religiosos e lotéricas estimula a aglomeração e circulação de pessoas”, escreveu o juiz federal na decisão, que vale para todo o país.


Ele também determinou que o governo federal “se abstenha de adotar qualquer estímulo à não observância de isolamento social recomendado pela OMS e o pleno compromisso com o direito à informação”, sob pena de multa de R$ 100 mil.

As medidas de isolamento “são fundamentais para que o Sistema de Saúde — público e privado — não entre em colapso, com imprevisível extensão das consequências trágicas a que isso pode levar”.


Por que lotéricas seriam essenciais?

Segundo Flávio Bolsonaro, “são locais onde os mais pobres recebem os benefícios sociais do governo, contribuintes pagam suas contas e ajudam a não ter aglomeração ainda maior nas agências bancárias. Há cidades que sequer possuem bancos”.

Mas há uma coincidência, também.

O irmão mais velho de Jair, Angelo Guido Bonturi Bolsonaro e o sobrinho são os donos da casa lotérica Trilha da Sorte na cidade de Eldorado, no Vale do Ribeira, em São Paulo.

Deu na revista Época:
Em agosto de 2015, três anos e meio depois de seus familiares terem adquirido, por R$ 10 mil, a lotérica Trilha da Sorte, na frente da praça, o deputado subiu à tribuna da Câmara para defender permissionários lotéricos que tinham contratos ameaçados pelo governo Dilma Rousseff. “É um absurdo o que esse governo faz com os permissionários lotéricos”, disse. Apostador convicto, Bolsonaro diz jogar na Mega-Sena, toda quarta-feira e todo sábado, os mesmos sete números há mais de 20 anos.
Casas lotéricas são locais onde os mais pobres recebem os benefícios sociais do governo, contribuintes pagam suas contas e ajudam a não ter aglomeração ainda maior nas agências bancárias. Há cidades que sequer possuem bancos, apenas lotéricas. É um crime fechá-las.
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