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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Incompetente, Bolsonaro diz que Brasil pode superar inflação e desemprego com orações

 


Sem propostas para a economia e preocupado apenas em provocar conflitos desnecessários, Jair Bolsonaro fez uma proposta inusitada ontem contra o desemprego recorde de seu governo e inflação descontrolada: reza brava.  "Com muitos problemas que temos enfrentado e que não estavam previstos: a pandemia e seus reflexos, uma crise de falta d'água como não visto na história do Brasil. O povo tem sofrido com isso: tem inflação, tem desemprego. Tem dias, realmente, angustiantes. O que posso dizer aos senhores? Com fé, com vontade, com crença, nós podemos superar esses obstáculos", disse ele, durante um culto evangélico em Belém. A fala foi tão despropositada que foi motivo de piada pelo ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia:




 

sábado, 17 de julho de 2021

Preços de carne e ovos vão bater de novo inflação em 2021

 


Especialistas projetam que a inflação para as carnes de porco e frango, e os ovos vão superar os 10% este ano. O aumento previsto para 2021 está bem acima da estimativa para a inflação oficial (IPCA), de 5,9%. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Dados da consultoria LCA apontaram que a maior alta neste ano continuará sendo no preço da carne de boi (17,6%). Em seguida vêm a de porco (15,1%) e a de frango (11,8%). Alternativa às carnes, o preço do ovo de galinha também deve subir (7,6%).

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) prevê um aumento nos preços do frango entre 10% e 15% no fim de julho e início de agosto. 

De acordo com números da Embrapa, os custos de produção em geral aumentaram 52,30%, para o frango, e 47,53%, para os suínos, nos últimos 12 meses. Matérias-primas para a ração, o milho teve alta de preços de 68,8% em 2020. A soja ficou 79,4% mais cara no atacado. As projeções para 2021 são de aumento de 39,8%, para o milho, e de 7,2%, para a soja.

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Inflação se espalha e IGP-M dispara 23,14% em 2020, a maior alta em doze anos

 


A alta em 12 meses ficou bem acima da taxa de 7,30% com que o IGP-M terminou 2019, e é a mais forte desde 2002, quando o IGP-M subiu no ano 25,31%. Ou seja: além da alta do desemprego, Guedes e Bolsonaro também estão trazendo a volta da inflação

SÃO PAULO (Reuters) - O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) encerrou 2020 com alta acumulada de 23,14%, no resultado mais elevado para um ano em 12 anos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

A alta em 12 meses ficou bem acima da taxa de 7,30% com que o IGP-M terminou 2019, e é a mais forte desde 2002, quando o IGP-M subiu no ano 25,31%.

A meta central de inflação do governo para os preços ao consumidor este ano é de 4%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA.

Em dezembro apenas, o IGP-M desacelerou a alta a 0,96% de 3,28% no mês anterior, ficando abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters para o dado mensal de uma alta de 1,13%.

No mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, subiu 0,90%, de 4,26% em novembro, acumulando em 12 meses avanço de 31,63%.

O destaque em 2020 ficou para o avanço de 59,96% das Matérias-Primas Brutas, embora tenham passado a cair 0,74% em dezembro depois de alta de 5,60% em novembro.

“O grupo que exerceu maior pressão inflacionária no índice ao produtor por estágios de processamento cedeu no último mês de 2020. As principais contribuições para este movimento partiram das commodities: soja (11,91% para -8,93%), bovinos (7,40% para -0,58%) e milho (21,85% para -2,17%)”, explicou o coordenador dos índices de preços, André Braz.

“Os preços da soja e do milho seguem em alta em bolsas internacionais e tal movimento pode limitar a magnitude das quedas nas próximas apurações”, completou.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% sobre o índice geral, acelerou a alta a 1,21% no último mês do ano, de 0,72% em novembro, chegando a 4,81% no acumulado do ano.

No IPC, a maior alta acumulada em 12 meses foi registrada por Alimentação, de 12,69%. Por outro lado os custos de Vestuário tiveram no ano queda de 1,32%.

O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou alta de 0,88% em dezembro, de 1,29% em novembro, e terminou o ano com alta de 8,66%.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

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sábado, 31 de outubro de 2020

Inflação não para de subir: carne de porco registra aumento de até 50% em outubro

 


O valor da carne de porco no Brasil aumentou entre 30% e 50% em outubro na comparação com o mesmo período de 2019

O valor da carne de porco no Brasil aumentou entre 30% e 50% em outubro na comparação com o mesmo período de 2019. Em diferentes regiões do interior de São Paulo, o preço do quilo de pernil pode variar entre R$ 17,90 e R$ 23,90. O lombo pode ser encontrado com valores com diferença ainda maior, entre R$ 19,50 e R$ 30,50 o quilo, de acordo com uma pesquisa realizada pelo portal UOL em diversas cidades brasileiras. 

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) informou que o custo de produção do porco vivo aumentou 38% de outubro do ano passado para outubro deste ano. O valor era de R$ 3,90/kg. Agora, está em R$ 5,37/kg. 

Segundo Ariana Rocha, gerente geral do Açougue Rosita e Geraldo, em Cuiabá (MT), os valores tiveram que ser aumentados em até 50%. O quilo do lombo, por exemplo, custava R$ 16. Atualmente está em R$ 22. O pernil subiu de R$ 12 para R$ 18 o quilo.

Em Florianópolis (SC), o pernil suíno custa R$ 19,90/kg, contra R$ 11,90/kg no início do ano. O lombo subiu de R$ 19,90/kg para R$ 28,90/kg. 

Em Belo Horizonte (MG), os preços subiram em média 50%.

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