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sábado, 14 de agosto de 2021

Tecnologia: Empresa dos EUA acusa Huawei de roubar dados e espiar Paquistão

 


A empresa chinesa Huawei, um dos principais fornecedores mundiais de equipamento de telecomunicações, tem sido acusada pelo governo dos EUA de espionagem industrial e roubo de tecnologia.

Em 2019, a gigante tecnológica foi colocada em uma lista negra em meio à guerra comercial entre Pequim e Washington.

Agora, a empresa de software Business Efficiency Solutions LLC (BES), com sede no estado norte-americano da Califórnia, entrou com uma ação judicial contra a Huawei na quarta-feira (11), alegando que a companhia chinesa roubou dados confidenciais, após as duas empresas terem trabalhado juntas em um projeto conjunto para o governo do Paquistão.

Huawei foi acusada de desenvolver o chamado software "backdoor", de modo a acessar a informação confidencial que a empresa americana afirma ser "importante para a segurança nacional do Paquistão".

O projeto Cidade Segura (Safe City, em inglês) foi lançado pelo governo paquistanês em 2015, com o objetivo de renovar suas agências policiais e de segurança, as equipando com tecnologia inovadora, sendo que a contratante geral era a Huawei. Já a BES, por sua vez, foi convidada como subcontratante exclusiva, uma vez que "tinha a capacidade, perícia e conhecimento que faltava à Huawei para satisfazer os requisitos técnicos e de software para o projeto".

Segundo a ação judicial, a Huawei teria ficado na posse dos "segredos comercialmente mais valiosos" da BES, pelo que, depois, teria começado "a adquirir secretamente certas partes dos sistemas de software da BES a partir de outras fontes - inclusive de fornecedores identificados pela BES para a Huawei".

"Após obter posse e acessar os segredos comerciais da BES sob pretexto de contrato, a [...] Huawei tentou obter contratos para desenvolver outros projetos da Cidade Segura no Paquistão e em todo o mundo por si só, violando seu acordo com a BES e sua licença limitada à tecnologia da BES até então fornecida", conforme se lê no processo.

O documento judicial aponta a existência de outras violações adicionais da propriedade intelectual da empresa norte-americana por parte da Huawei. Contudo, a gigante asiática afirma que tais acusações não têm quaisquer bases e que têm motivações políticas, o que vai contra os princípios de competição de mercado.

domingo, 8 de agosto de 2021

China rebate EUA sobre 5G da Huawei no Brasil: 'Querem sabotar a parceria sino-brasileira'

 


Reagindo ao pedido dos EUA ao Brasil para que o país desabilite a tecnologia 5G da Huawei no país, Embaixada da China diz que Washington tem objetivo de difamar Pequim, e que o país estadunidense é o "maior império de hackers" do mundo.

Neste sábado (7), a Embaixada da China no Brasil respondeu à visita do conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, ao país, após o mesmo dizer que para ser parceiro da OTAN, o Brasil deveria abrir mão da tecnologia 5G da Huawei.

A embaixada chinesa afirmou em um comunicado que os ataques dos EUA são mal-intencionados e infundados, e que têm real objetivo de difamar Pequim, cercear as empresas chinesas de alta tecnologia e preservar os "interesses egoístas da supremacia norte-americana".

"A esse tipo de comportamento que busca publicamente coagir os outros países na construção do 5G e sabotar a parceria sino-brasileira, manifestamos forte insatisfação e veemente objeção", afirmou o texto do comunicado.

A nota afirma que a Huawei tem boa cooperação com mais de 500 empresas brasileiras e fornece equipamentos a quase metade das redes de telecomunicação do país, atendendo a 95% da população brasileira.

Adicionalmente, a embaixada apontou os EUA como o "maior império de hackers" do mundo, dizendo que o país é que representa uma verdadeira ameaça à segurança cibernética global.

Sobre a postura do Brasil, a embaixada declarou que não acredita que o governo brasileiro vá excluir os chineses de futuros contratos no setor e manterá um bom ambiente de negócios.

"Acreditamos que o Brasil vai fornecer regras de mercado em sintonia com os parâmetros de transparência, imparcialidade e não discriminação para empresas chinesas e de qualquer outra nacionalidade, bem como continuar a manter um bom ambiente de negócios para a cooperação econômico-comercial sino-brasileira", disse a nota.

O Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA Jake Sullivan (à direita) acompanhado do Ministro da Defesa do Brasil, Walter Braga Netto, deixa a sede do Ministério da Defesa em Brasília, 5 de agosto de 2021
© AP PHOTO / ERALDO PERES
O Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA Jake Sullivan (à direita) acompanhado do Ministro da Defesa do Brasil, Walter Braga Netto, deixa a sede do Ministério da Defesa em Brasília, 5 de agosto de 2021

Na sexta-feira (6), Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA visitou o Brasil para tratar diversos assuntos, entre eles combate à pandemia.

Em reunião com ministro da Defesa, general Braga Netto, Sullivan disse que o país pode ser parceiro da Aliança Atlântica se desabilitar a tecnologia chinesa 5G da Huawei no país, conforme noticiado.

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