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domingo, 12 de dezembro de 2021

Rui Costa se solidariza com equipe da TV Bahia agredida por seguranças de Bolsonaro

 


O governador da Bahia, Rui Costa (PT), se solidarizou com a equipe de reportagem da TV Bahia que foi agredida por seguranças de Jair Bolsonaro (PL), neste domingo (12), em Itamaraju, Extremo Sul do estado (veja aqui).

“Minha solidariedade à equipe de reportagem da Rede Globo, que foi agredida e impedida de realizar a cobertura jornalística durante carreata com o presidente em Itamaraju, na Bahia”, disse o governador, sem citar a equipe da TV Aratu, que também teria sido agredida durante a visita do presidente da República. 

Rui repudiou as agressões à imprensa e o que chamou de “oportunismo” bolsonarista diante da tragédia no interior da Bahia. 

“A liberdade de imprensa é pilar fundamental da democracia e qualquer ataque ao jornalismo merece repúdio. O momento é de trabalho e solidariedade no Extremo Sul. Repudio violência contra a imprensa e oportunismo num momento de dor diante de uma tragédia. Vamos trabalhar”, finalizou o petista.


sábado, 13 de novembro de 2021

Bahia: Mulher é brutalmente agredida pelo marido em Várzea Nova

 


Uma mulher foi brutalmente agredida pelo companheiro na madrugada desta segunda-feira (1), na cidade de Várzea Nova. A vítima das agressões, Joseane Reis Santos, 22 anos, é mãe de uma criança pequena. A violência contra Joseane teria acontecido no interior da residência da família, localizada à Rua 7 de Setembro, na cidade de Várzea Nova. O autor da agressão, identificado apenas pelo apelidado de Carlão, fugiu antes da chegada da polícia.

Em relato ao blog Jacobina 24 Horas, Luana Ferreira, irmã da vítima, afirmou que essa não é a primeira vez que Carlão agride a companheira.  "Pedimos providências as autoridades. Isso não pode ficar impune. Queremos justiça", declarou. 

Josiane foi até a Delegacia de Várzea Nova, porém, como a cidade está sem delegado, a vítima foi orientada a retornar na próxima quarta-feira (3). 


Fonte: Jacobina 24h


sábado, 8 de agosto de 2020

Agredida pelo ex, atriz conta que vive com medo: 'Não tenho residência fixa'

Depois de mais de um ano e meio da condenação do ex-marido por violência doméstica, Cristiane Machado relata que ainda é perseguida



Em novembro de 2017, a atriz Cristiane Machado se casou com o empresário e ex-diplomata Sérgio Schiller Thompson-Flores. Um ano depois, em novembro de 2018, a atriz divulgou para a imprensa um vídeo em que o marido a agredia verbal e fisicamente, tentando sufocá-la com um fio de telefone -- e Sérgio foi preso por violência doméstica e tentativa de feminicídio. Hoje, faz um pouco mais de um ano e meio que o caso de Cristiane veio a público, e o Delas conversou com a atriz e jornalista. Ela revela sofrer com os impactos do estresse pós-traumático até hoje, relata ter desenvolvido anorexia e ter crises de ansiedade frequentemente, por conta da sensação de medo e perseguição constante. "Meu agressor ficou quase oito meses em um presídio em Bangu e saiu com uma medida cautelar, porque a prisão era preventiva. Ele usa uma tornozeleira eletrônica e está em prisão domiciliar. De finais de semana e feriados, ele tem que ficar em casa. Nos dias de semana, ele só pode sair para trabalhar", conta Cristiane.



A atriz foi uma das primeiras mulheres do Rio de Janeiro a ter acesso a um pager, que é conectado à tornozeleira do criminoso e apita se ele estiver próximo da vítima ou se tirar a tornozeleira. Segundo ela, desde que Sérgio saiu da prisão, o aparelho já foi acionado em torno de sete vezes. "Por conta desses avisos, eu vivo sob muita tensão. Todas as vezes que o aparelho me notificou eu comuniquei a Justiça, mas leva tempo até alguma coisa ser feita e, enquanto isso, a gente tem que se virar. Por isso não tenho residência fixa e todas as minhas bases são cercadas por câmeras", relata.

Violência continuada

Cristiane diz temer não apenas pela violência que já sofreu. Ela afirma que continua sendo perseguida na internet, com a criação de perfis falsos que fazem comentários negativos e injuriosos sobre ela. "Essas pessoas já foram identificadas, por isso eu sei que são pessoas ligadas a ele. É impressionante que a maioria são homens agressores que foram condenados pela Lei Maria da Penha."


Para a atriz, é muito importante ter noção do tipo de agressor que a mulher está lidando. "Um agressor com condições financeiras mais baixas, com menos acesso à cultura, é diferente de um agressor com estudo, dinheiro, influência, que também é branco e um ex-diplomata que entende de leis.”

“Eu continuo na luta e é muito díficil lidar com isso, porque eu me sinto desprotegida o tempo inteiro. A única força que eu tenho sou eu. Até porque quero proteger meus pais, meu pai é deficiente visual e minha mãe deficiente física e eles foram ameaçados de morte caso eu entregasse o Sérgio para a polícia”, continua.

Para a atriz e jornalista, que se tornou uma grande ativista no enfrentamento da violência doméstica, o que falta na justiça brasileira é mais agilidade para lidar com a violência que acontece após a denúncia. Segundo ela, as mulheres são incentivadas a denunciar, mas, depois que denunciam, não têm respaldo para continuarem se protegendo das violências que continuam acontecendo.

Além do pager, a vítima também usa o aplicativo Linha Direta da Polícia Militar do Rio de Janeiro e está em contato com o CEO para lançar uma funcionalidade no aplicativo que vai levar seu nome. A nova função está sendo idealizada para ajudar mulheres que foram violentadas a terem mais provas para apresentar à Justiça.

Vida profissional e financeira

“Ele também pratica uma violência material contra mim, para que eu não trabalhe. Ele usa perfis falsos para falarem mal de mim. As pessoas podem achar que aquilo é verdade e, até eu provar que não é, já perdi muito tempo e oportunidades, além do fruto do meu trabalho, que é a minha imagem”, fala a atriz.


Cristiane Machado está escrevendo um livro sobre violência contra mulheres, falando sobre outros casos e sobre sua própria trajetória, pois quer recuperar a vida e deixar de ser refém de ataques e boicotes. ”Para você ter uma ideia, eu fiz uma live sobre violência doméstica com algumas mulheres e elas foram intimidadas. Todo lugar que eu apareço, as pessoas que estão comigo são perseguidas. Justamente para que elas fiquem com medo de serem vistas comigo e, consequentemente, isso atrapalhe o meu sustento.”



Foto: Arquivo pessoal
Cristiane acredita ter a missão de usar sua voz para libertar outras mulheres que vivem situações parecidas com a dela. Diz que ainda tem muito medo, mas que também tem coragem para enfrentar todas as dificuldades. Para ela, é uma conquista ter conseguido que um ex-diplomata muito influente fosse condenado a três anos de prisão.


“Espero que a mulher que está passando pela agressão hoje tenha uma história diferente da minha e, consequentemente, a próxima, melhor ainda, para que esses casos sejam coibidos com mais agilidade. A gente teve um avanço muito grande com a Lei Maria da Penha, ou hoje meu agressor poderia estar nas ruas, completamente livre.” 

IG

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segunda-feira, 6 de abril de 2020

Agredida pelo governo Bolsonaro, China troca soja brasileira por soja dos Estados Unidos


China inicia retaliação aos ataques despropositados do governo brasileiro de Jair Bolsonaro ao maior parceiro comercial do país e única nação capaz de fornecer equipamentos para o combate ao coronavírus. A primeira medida é reduzir as importações da soja brasileira


Governo chinês prepara-se para aumentar as importações de soja dos Estados Unidos e reduzir as do Brasil, como retaliação aos seguidos ataques do governo Bolsonaro ao país durante a crise do coronavírus. Decisão do governo chinês comprova que ataques de Abraham Weintraub e Eduardo Bolsonaro à China atendem apenas aos interesses dos Estados Unidos – e não do Brasil. Com isso, os ruralistas, que ajudaram a colocar Bolsonaro no poder, serão prejudicados porque, na prática, colocaram um governo que serve a interesses internacionais – e não do Brasil.
Segundo o jornalista Nelson de Sá, na Folha de S.Paulo o diário Xin Jing Bao, de Pequim, noticiou no sábado (4) uma coletiva sobre "segurança e suprimento alimentar" de um diretor do ministério chinês da agricultura, convocada porque "muitas pessoas se preocupam que a soja importada do Brasil venha a ser afetada".
Wei Baigang afirmou que "as importações do Brasil não foram afetadas em março", mas que as importações dos EUA devem crescer", agora que "a primeira fase do acordo comercial sino-americano foi implementada".
A China é o principal importador de produtos agrícolas brasileiros. O valor das aquisições pelo país asiático foi US$ 31,01 bilhões em 2019, de acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Em sgundo lugar ficaram os Estados Unidos (US$ 7,18 bilhões).
De acordo com a agência de notícias chinesa Xinhua, em levantamento que envolveu 13 correspondentes na América Latina, o número de confirmações de coronavírus gira em torno de 30 mil na América Latina, sendo mais de um terço no Brasil, que tem pelo menos 11,2 mil e 489 mortes provocadas pela doença. 
Segundo relato da coluna de Nelson de Sá, O tabloide Huanqiu/Global Times ironizou em título que, em meio à escalada dos números, "Presidente brasileiro convoca jejum para se livrar do pecado". Na rede CCTV, "três epidemias estão para acontecer ao mesmo tempo no Brasil", acrescentando dengue e gripe. 
O fato é que, em meio a uma pandemia global, o governo Jair Bolsonaro ainda consegue arrumar briga com a China, após integrantes da atual administração acusarem o país asiático de esconder informações sobre a covid-19 e de querer dominar o mundo com a doença. 
De acordo com artigo do jornalista Leonardo Attuch, editor do 247, "um dos maiores erros dos analistas políticos no Brasil é dividir o governo Bolsonaro entre uma ala de ministros técnicos, uma ala militar e uma suposta ala formada por ministros 'ideológicos', que teria como principais representantes Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, e Abraham Weintraub, da Educação – os ministros "olavistas" que seriam protegidos pelo deputado Eduardo Bolsonaro, que por muito pouco não foi indicado embaixador do Brasil em Washington". 
"Volta e meia, há quem diga que Ernesto Araújo e Abraham Weintraub são 'loucos' ou 'burros'. Nem uma coisa nem outra. Ambos sabem muito bem o que estão fazendo e conhecem também as consequências de seus atos. Sabem que, no limite, o Brasil poderá sofrer retaliações econômicas da China", diz. "O que interessa à dupla é agradar aos patrões. E ambos sabem que Bolsonaro deve sua eleição ao pesadíssimo esquema de fake news desenvolvido pela extrema-direita estadunidense e por Steve Bannon – um personagem que já declarou que o Brasil é o principal território em disputa por Estados Unidos e China".

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