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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

STF: Alexandre de Moraes envia notícia-crime à PGR contra Bolsonaro por ausência em depoimento

 



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma notícia-crime sobre eventual crime de desobediência de Jair Bolsonaro por faltar ao depoimento na Polícia Federal (PF) na última sexta-feira (28),  informa o UOL.  

A ação acontece após Moraes receber da delegada Denisse Ribeiro, nesta segunda-feira (31), o relatório com a conclusão das investigações sobre o vazamento de dados da PF acerca do ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE),  que responsabiliza e imputa cometimento de crime a Jair Bolsonaro (PL) pelo vazamento, bem como ao deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) e ao ajudante de ordens presidencial Mauro Cid.

Ribeiro disse que a ausência de Bolsonaro no depoimento não trouxe prejuízo aos esclarecimentos dos fatos.


Bloomberg destaca apoio do mercado financeiro global à volta de Lula

 



Reportagem da agência Bloomberg destaca que o mercado está cada vez mais convencido da possível vitória do ex-presidente Luiz Inácio da Lula da Silva e da consequente possibilidade de tirar o Brasil da estagnação econômica. 

Isso porque dois reis da Faria Lima disseram na noite desta terça-feira (1º) que Lula já ganhou a eleição. O CEO e diretor de investimentos da Verde Asset Management SA, Luis Stuhlberger, falou durante evento organizado pelo Credit Suisse Group AG. "Lula é o favorito. Ele praticamente já ganhou. Não acho que veremos um Lula vingativo ou um líder sindical Lula prevalecer", disse. 

Rogério Xavier, cofundador da gestora de fundos de hedge SPX Capital, também falou no mesmo evento. "Não atire no mensageiro: pessoas no exterior gostam de Lula e não gostam de Bolsonaro. É um fato", afirmou. "Investidores estrangeiros veem uma chance do Brasil melhorar com Lula", complementou.

Xavier avaliou que a percepção sobre Lula está aparecendo nos fluxos de mercado. A Bloomberg apontou que "as ações locais registraram uma entrada de R$ 32,5 bilhões (US$ 6,2 bilhões) de não residentes em janeiro, o segundo maior valor mensal desde pelo menos 2008, já que investidores como Franklin Templeton e Mirae Asset Global Investments LLC disseram que viam espaço para uma recuperação".

Segundo Xavier, "as ações brasileiras ficaram para trás, e agora há uma percepção de uma mudança de poder – supondo que a eleição de Lula esteja bem encaminhada – e isso trará um Lula responsável, que se moverá para o centro".

O texto de Vinicius Andrade na Bloomberg diz que "os investidores também ficaram desiludidos com Bolsonaro, que não conseguiu promover uma ampla agenda de reformas e é percebido como tendo manchado a reputação do Brasil no exterior com posições controversas sobre tudo, desde questões climáticas até vacinas. Além disso, Bolsonaro está supervisionando uma economia ainda sofrendo com o impacto da pandemia de coronavírus: o Brasil voltou à recessão e a inflação está acima de 10%".

domingo, 30 de janeiro de 2022

Jornalista Léo Batista, da Globo, encontra esposa afogada e morta em casa

 



Morreu neste domingo (30) Leyla Chavantes Belinaso, esposa do jornalista esportivo Léo Batista, da TV Globo. À Polícia Militar, o repórter afirmou que encontrou a companheira afogada e já morta na piscina de casa. Leyla faria 85 anos no próximo dia 25.


“O apresentador informou que, na parte da tarde, sua esposa estava à beira da piscina enquanto ele estava no interior da residência. Ao sair para verificar se sua esposa estava bem, se deparou com ela dentro da piscina, segurando um macarrão-bóia e com a face dentro d’água. De imediato mergulhou para retirá-la, no entanto já estava em óbito”, explica a nota.

Após a constatação, Léo Batista acionou a PMERJ e o médico da família para testar o óbito e liberar o corpo. A polícia informou que novas informações devem ser divulgadas pela assessoria de imprensa do jornalista.


Pesquisadores criam 'mapa do tesouro' mostrando onde estariam meteoritos na Antártica (IMAGEM)

 


Insatisfeitos com os dados de meteoritos na Antártica existentes até agora, um grupo de pesquisadores criou um algoritmo de aprendizado automático que estimou haver muito mais que 45.000 no continente.

Uma equipe científica criou um "mapa do tesouro" para identificar zonas prováveis de presença de meteoritos na Antártica, comunicou na terça-feira (26) a Universidade Livre de Bruxelas, Bélgica.
Mapa do tesouro mostrando localização de meteoritos na Antártica - Sputnik Brasil, 1920, 28.01.2022
"Mapa do tesouro" mostrando localização de meteoritos na Antártica
Veronica Tollenaar, estudante de doutorado da instituição e autora principal do estudo, publicado na revista Science Advances, explicou que os dados de missões anteriores que procuravam a presença de meteoritos não eram muito claros ou detalhados, não havendo sinalizações de confiança dos locais onde poderiam estar. Tollenaar sublinhou que "a Antártica é muito remota e muitas áreas nunca foram visitadas".

"Embora até agora se tenham coletado mais de 45.000 meteoritos na Antártica, o potencial para as futuras missões de encontrar meteoritos ainda está em grande medida por explorar", disse Steven Goderis, coautor do estudo, que acrescentou que a equipe conseguiu calcular a existência de mais 300.000 meteoritos na superfície das camadas de gelo.

Para isso, relata Tollenaar, os pesquisadores utilizaram um algoritmo de busca, programado para incluir observações de meteoritos encontrados previamente e áreas não sinalizadas em que não há certeza da sua presença. A precisão do algoritmo foi considerada superior a 80%.

"Através de nossa análise, aprendemos que as observações de satélite da temperatura, a velocidade do fluxo do gelo, a área de superfície e a geometria são bons preditores da localização de regiões ricas em meteoritos", segundo Tollenaar, com os cientistas combinando diferentes tipos de observações de satélite em um algoritmo de aprendizado automático, que detecta as interações entre essas observações, algo essencial para detectar a presença de meteoritos.


Eletricidade é gerada a partir do vazio ao recriar força cósmica de estrelas de nêutrons no grafeno

 


A descoberta pode ajudar no desenvolvimento de futuros equipamentos eletrônicos baseados em materiais quânticos bidimensionais.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Manchester conseguiu gerar eletricidade a partir do vazio ao recriar a força cósmica de estrelas de nêutrons no grafeno.
Supõe-se que o vazio é um espaço sem matéria ou partículas. No entanto, o ganhador do prêmio Nobel Julian Schwinger previu, há 70 anos, que os campos elétricos ou magnéticos intensos podem rompê-lo e criar espontaneamente partículas elementares.
Além disso, este chamado "efeito Schwinger" é um processo elusivo que normalmente ocorre apenas em eventos cósmicos.

Para ser realizado são precisos campos de força cósmica, como os gerados em torno dos magnetares, um tipo raro de estrelas de nêutrons, ou que são criados transitoriamente durante colisões de alta energia de núcleos carregados.
A Lua, satélite natural da Terra - Sputnik Brasil, 1920, 19.01.2022
Sociedade e cotidiano
Quais as razões do magnetismo incomum de rochas lunares coletadas pelas missões Apollo da NASA?
A equipe de físicos liderada pelo Nobel e especialista em grafeno Andre Geim utilizou esta substância para criar dispositivos que permitiram aos pesquisadores obter campos elétricos excepcionalmente fortes em uma configuração simples.
Durante o teste, foi observada claramente a geração espontânea de pares de elétrons e vazios, que são um análogo do estado sólido dos pósitrons, e os detalhes do processo coincidiram com as previsões teóricas.
Por outro lado, os cientistas notaram outro desenvolvimento incomum sem análogos com a física de partículas e astrofísica.
Eles preencheram seu vazio simulado com elétrons e os aceleraram à velocidade máxima permitida pelo vazio do grafeno. Nesse ponto ocorreu algo aparentemente impossível, os elétrons se tornaram superluminosos, proporcionando uma corrente elétrica superior à permitida pelas leis gerais da física quântica da matéria condensada.
A pesquisa, publicada na revista Science, pode ajudar no desenvolvimento de futuros dispositivos eletrônicos baseados em materiais quânticos bidimensionais.

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Pesquisadores sugerem que tortura da 'águia de sangue' dos vikings pode mesmo ter existido

 


O método cruel e doloroso, literalmente virava os inimigos do avesso.

O método brutal e ritualizado de tortura e execução que supostamente era praticado pelos nórdicos durante a Era Viking era tão horrível que alguns estudiosos questionaram se era possível realizar em um corpo humano.
No entanto, pesquisadores descobriram recentemente que o ato conhecido como "águia de sangue", era de fato anatomicamente possível e poderia ter sido realizado com armas vikings conhecidas.
De acordo com descrições da águia de sangue em poemas e prosa que datam do século XI ao século XIII, as vítimas, tipicamente capturadas em batalha, tinham as grandes abas de pele e músculo das costas cortadas e abertas pelos captores enquanto ainda estavam vivas. Depois, cortavam as costelas da coluna, abrindo as costelas para os lados para formar "asas". O torturador completava o ritual retirando os pulmões intactos da vítima e colocando-os sobre as costelas estendidas (a essa altura, a vítima certamente estava morta, escreveram os pesquisadores).

Um ato tão horrível teria sido "anatomicamente desafiador" para o torturador, mas não teria sido impossível, relataram cientistas em estudo publicado no Speculum, divulgado pelo Live Science.
Lendária viking (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 09.08.2021
Oficina viking do século IX pode vir a comprovar existência das valquírias, diz estudo
Os pesquisadores avaliaram a prática da águia de sangue analisando primeiro a anatomia humana, passo a passo na sequência da tortura e aproximando como ela poderia ter sido realizada em um ritual público. Depois disso, observaram as armas daquela época, para ver como as diversas lâminas poderiam ter sido usadas para cumprir a terrível tarefa.
Descobertas arqueológicas anteriores revelaram exemplos de armas que seriam adequadas para essa prática. "Facas de combate" de um único gume com cabos rígidos foram encontradas em enterros vikings de elite, e algumas se assemelham a facas grandes que são usadas em autópsias modernas, de acordo com o estudo. Existe uma possibilidade que tal faca possa ter sido usada para cortar e descascar a pele e as camadas musculares das vítimas, na primeira parte do ritual da águia de sangue.
Na etapa mais complicada, as costelas poderiam ter sido "desacopladas" da coluna com a ajuda de uma pequena ponta de lança farpada e essas armas também foram recuperadas de enterros vikings, relataram os pesquisadores.
Moedas antigas (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 19.07.2021
Tesouro viking de 1.000 anos é encontrado em ilha britânica (VÍDEO)
Embora arqueólogos aleguem nunca ter encontrado restos de vítimas deste ritual, em nove relatos escritos conhecidos do ritual da águia de sangue, as pessoas que ordenaram a tortura e suas vítimas eram homens de status social elevado, e a maioria deles era da realeza, de acordo com o estudo. Em alguns casos, os textos sugeriam que um combatente experiente era designado para realizar o ato, talvez porque exigisse conhecimento altamente especializado de anatomia e abate.
Exibições performáticas de posição social e execuções ritualizadas que incluíam "mutilação conspícua" eram práticas comuns nos círculos de elite da sociedade viking.

"A águia de sangue não era, portanto, uma mera tortura: tinha significado", escreveram os pesquisadores no estudo.

Embora dissecar um corpo humano vivo dessa maneira fosse possível, sobreviver a tal tortura não era. As vítimas provavelmente perdiam a consciência no início do processo quando a carne era removida de suas costas. A quantidade de perda de sangue e o colapso pulmonar subsequente os teriam matado muito antes que a terrível provação terminasse, e "grande parte do procedimento teria sido realizado em um cadáver", relataram os cientistas.

Desenterram no Chipre antigas placas de pedra e cerâmica com inscrições fenícias (FOTOS)

 


Arqueólogos desenterraram durante escavações na antiga cidade portuária de Kition, atual Larnaca, no Chipre, um poço cheio de fragmentos de cerâmica, placas e pedras com inscrições fenícias que documentam a atividade econômica executada na movimentada cidade portuária no 1º milénio a.C.

Kition era uma vila portuária muito antes de ser conhecida por este nome. Há evidências de este local ser habitado na era neolítica.
O excelente porto natural da área foi até mencionado pelo geógrafo grego Estrabão. A extensão do antigo porto foi analisada pelos arqueólogos, que descobriram abrigos de barcos que resguardavam os navios daquela época.
Abrigo de barcos no porto, que remonta à era arcaica
 - Sputnik Brasil, 1920, 30.01.2022
Abrigo de barcos no porto, que remonta à era arcaica
Os colonos fenícios tomaram a vila no século IX a.C. Eles mantiveram o controle de Kition até Chipre ter sido conquistado por Alexandre, o Grande em 333 a.C. Os fenícios usaram eficazmente o porto de Kition e os recursos naturais. Eles exportavam azeite, madeira e sal extraído das lagoas salinas e importavam bens de todo o Mediterrâneo.

Durante as escavações na parte oriental do abrigo de barcos foi descoberta pelo menos uma rampa adicional evidenciada por uma base de pilares. Esta base foi construída de um enorme bloco de calcário colocado sobre um maciço de blocos.
Uma placa de pedra calcária com escrita fenícia descoberta durante escavações no Chipre 
 - Sputnik Brasil, 1920, 30.01.2022
Uma placa de pedra calcária com escrita fenícia descoberta durante escavações no Chipre
A exploração da estratigrafia da Idade do Ferro neste local atingiu os níveis clássicos, que representam os anos 510-323 a.C. As características arquitetônicas dessa época estão mal preservadas, no entanto, os arqueólogos encontraram um poço cheio de materiais com escrita fenícia, escreve portal Greek Reporter.
De acordo com especialistas, a variedade de materiais é impressionante: desde fragmentos de cerâmica, placas de calcário e gesso até mesmo seixos.

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