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sábado, 27 de novembro de 2021

Com nova cepa Ômicron, especialista teme que surja variante de COVID-19 tão perigosa quanto ebola

 



Na África Austral o coronavírus está se transformando em uma variante "preocupante", batizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o nome de Ômicron.

No mundo podem surgir mutações tão perigosas quanto o vírus ebola, aponta o presidente da Associação Médica Mundial (WMA, na sigla em inglês), Frank Ulrich Montgomery.
Montgomery alerta para a possibilidade de surgimento de uma supervariante de coronavirus.

"Minha grande preocupação é que possa surgir uma variante tão infecciosa quanto a Delta e tão perigosa quanto o ebola", disse ele em entrevista ao grupo de mídia Funke.

Por enquanto, não há informações precisas sobre os riscos da mutação Ômicron, mas aparentemente ela se propaga muito rapidamente, observou Montgomery, ressaltando que no início da pandemia, o mundo subestimou a sua magnitude.

"Eu também pensei que era uma cepa de gripe. Mais tarde, decidimos que poderíamos conseguir chegar à imunidade de rebanho, mas depois veio a Delta – uma variante altamente contagiosa", disse presidente da WMA.
Imagem ilustrativa do SARS-CoV-2, vírus que causa a COVID-19 - Sputnik Brasil, 1920, 26.11.2021
Propagação e combate à COVID-19
Com 50 mutações, OMS declara a B.1.1.529 como variante de preocupação e dá o nome de 'Ômicron'


Ele não descartou a possibilidade de ser necessário realizar revacinação contra a COVID-19 anualmente.
A nova variante foi detectada pela primeira vez em 9 de novembro na África do Sul por meio de uma análise genética.
Muitos apontam para a sua alta transmissibilidade e resistência às vacinas: a variante recém-descoberta (B.1.1.529 ou Ômicron) tem mais mutações na proteína spike do que todas as outras variantes da COVID-19. Nesta sexta-feira (26), a OMS classificou-a como uma variante preocupante.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

China teme que importação de alimentos congelados seja responsável por casos da COVID-19

 


Nem a Organização Mundial de Saúde, nem especialistas ocidentais acreditam que haja evidência de infecção por baixa temperatura de comida que inclui frango brasileiro.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) não concorda. Especialistas sanitários ocidentais também não. Mas autoridades chinesas suspeitam que casos esporádicos da COVID-19 recentemente registrados tenham um culpado relacionado a baixas temperaturas: a importação de alimentos congelados, informou a rede de TV a cabo CNN.
A OMS alega ser "altamente improvável que as pessoas possam pegar COVID-19 de alimentos ou embalagens de comida" e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos diz que o risco é "considerado muito baixo". Ambos insistem que não há evidência de tal transmissão. Mas a China acha que há sim.

"Cada vez mais provas estão mostrando que frutos do mar congelados ou produtos de carne podem trazer vírus de países com surtos", disse esta semana Wu Zunyou, epidemiologista-chefe do CDC chinês.

Nos últimos cinco meses, a China disse ter detectado vestígios do coronavírus em uma série de produtos congelados importados ou em suas embalagens, incluindo camarões do Equador, lulas da Rússia, peixes da Noruega e da Indonésia e asas de carne e frango do Brasil. Mas especialistas dizem que os testes de ácido nuclêico da China podem estar detectando fragmentos genéticos de vírus mortos que não são mais infecciosos.

Então no mês passado, ao rastrear a origem de um surto na cidade de Qingdao, o CDC chinês anunciou que havia detectado e isolado coronavírus vivo nas embalagens de bacalhau congelado importado, uma descoberta que dizia ser a "primeira do mundo" e informou que o contato com embalagens externas contaminadas pelo novo coronavírus vivo pode causar infecção.

A declaração do CDC chinês apresentou algumas perguntas não respondidas. Os funcionários do Qingdao disseram que o surto foi rastreado até dois trabalhadores portuários que deram positivo, mas o CDC não disse se esses trabalhadores tinham contraído o vírus da embalagem contaminada ou por outros meios.

Jin Dongyan, professor de virologia da Universidade de Hong Kong, disse que embora exista tal possibilidade, o CDC não forneceu provas da transmissão. Ele disse que os trabalhadores poderiam ter contraído o vírus de outro lugar e depois contaminado a embalagem de alimentos. O passo que faltava, disse ele, seria comparar as sequências genéticas do vírus nos operários de Qingdao e nas pessoas que manipularam a embalagem.

"Cada vírus tem suas próprias marcas. Se elas corresponderem, então podemos dizer que existe uma cadeia de provas", disse Dongyan.

Ainda assim, as autoridades de Qingdao intensificaram o exame e ordenaram que "cada peça" de produtos importados da cadeia do frio fosse testada. Os trabalhadores que descarregam, carregam e transportam esses produtos também foram ordenados a serem testados a cada três ou cinco dias.

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