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quarta-feira, 28 de julho de 2021

Bolsonaro publicava cartas em sites nazistas em 2004: “vocês são a razão da existência do meu mandato”

 

Bolsonaro / publicação em site nazista (Foto: Reprodução | Alan Santos/PR)

Por Leandro Demori, do The Intercept - Foi por acaso que a antropóloga Adriana Dias encontrou provas de que neonazistas brasileiros apoiam Jair Bolsonaro há pelo menos 17 anos.

Dias estava em casa se preparando para uma palestra e precisou consultar uma parte do vasto material que armazena em Campinas, onde vive e trabalha. Há 20 anos pesquisando a movimentação de grupos neonazistas no Brasil, a professora da Unicamp pediu para que o marido buscasse um site que ela havia fisicamente impresso no longínquo ano de 2006.

Doutora em antropologia social, Dias já imprimiu milhares de páginas de dezenas de sites neonazistas em língua portuguesa – isso antes de derrubá-los para sempre. Adriana Dias é uma caçadora digital de nazistas.

Sempre que encontra um desses sites, ela pede aos provedores para que o conteúdo seja tirado do ar. Antes, no entanto, imprime todas as páginas para arquivar em sua pesquisa e tê-los como prova. “Eu abri em uma página aleatória e ali estava o nome de Jair Bolsonaro”.

O material é uma prova irrefutável do apoio de neonazistas brasileiros a Bolsonaro quando o hoje presidente da República era apenas um barulhento e improdutivo deputado. A base bolsonarista é, há quase duas décadas, composta por neonazistas.

Três sites diferentes de neonazistas trazem um banner com a foto de Bolsonaro – com link que leva diretamente ao site que o político tinha na época – e uma carta em que o parlamentar afirmava: “Ao término de mais um ano de trabalho, dirijo-me aos prezados internautas com o propósito de desejar-lhes felicidades por ocasião das datas festivas que se aproximam, votos ostensivos aos familiares”.

sábado, 11 de julho de 2020

TCU proíbe governo de anunciar em sites que promovem jogo do bicho e outras atividades ilegais



O TCU determinou nesta sexta-feira (10) que o governo federal deve parar de anunciar em sites e canais que promovam atividades ilegais ou sem relação com público-alvo de suas campanhas. 

A decisão do Tribunal de Contas da União é do ministro Vital do Rêgo e tem caráter cautelar, ou seja, preventivo. 
Propaganda oficial da reforma da Previdência foi identificada, por exemplo, em sites que apresentavam o resultados do jogo do bicho, atividade considerada ilegal, canais de notícias falsas, infantis, pornográficos e até em russo. 
As informações estão em planilhas da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República), agora abrigada no recriado Ministério das Comunicações, que constam em relatório da CPI das fake news. O jornal Folha de S.Paulo também publicou matéria apontando que sites impróprios foram irrigados com recursos públicos
A Secom, que era comandada por Fabio Wajngarten, contratava agências de publicidade, que, por sua vez, compravam espaços por meio do GoogleAdsense para veicular anúncios em páginas de internet, canais do YouTube e aplicativos para celular.

Secom diz que processo foi transparente

O governo disse à época que a responsabilidade pela escolha dos locais onde a propaganda seria publicada era do GoogleAdsense. 
A medida do TCU foi motivada por representação do subprocurador do Ministério Público Federal junto ao tribunal, Lucas Furtado. A alegação é de que houve desperdício de recursos públicos. Vital do Rêgo determinou que o governo tem 15 dias para informar sobre os responsáveis pela campanha e detalhar seus gastos. 
A Secom informou que irá cumprir as orientações e determinações do Tribunal de Contas da União, mas ressaltou que o processo de veiculação dos anúncios foi feito dentro da "normalidade" e com "transparência" e "lisura", segundo o portal G1. 

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