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quinta-feira, 25 de março de 2021

Marisa desistiu de comprar tríplex e parcelas pagas devem ser restituídas, diz TJ-SP

 


Tiago Angelo, Conjur - A 8ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo ordenou nesta quinta-feira (24/3) que a OAS e a Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) restituam as parcelas pagas pela ex-primeira-dama Marisa Letícia na compra de um tríplex no Guarujá (SP).

Marisa, que morreu em 2017, adquiriu da Bancoop em 2005 cota-parte do apartamento 141 do então Edifício Navia. Ela acabou desistindo da compra em novembro de 2015, quando pediu a devolução dos valores já pagos. 



À época, a solicitação se deu por dois motivos principais: a entrega do imóvel atrasou e a Bancoop faliu. Com isso, o empreendimento imobiliário foi assumido pela OAS e passou a se chamar Condomínio Solaris.

A OAS chegou a oferecer opções às pessoas que adquiriram as cotas da Bancoop. Elas poderiam ou ter a devolução de 90% dos valores gastos ou uma unidade no Solaris. Lula acabou acusado, quase um ano depois da desistência de Marisa, de receber o imóvel no Guarujá como propina da OAS. 

Ao apreciar o caso, o TJ-SP confirmou que a ex-primeira-dama desistiu da aquisição do imóvel, disse não existir evidência de que Marisa ou seus familiares usufruíram do apartamento e que a devolução dos valores se justifica pelo atraso na entrega. 

"Não há prova nos autos de que, em algum momento, a autora tivesse recebido a posse do imóvel ou de que ele tivesse sido disponibilizado em seu favor", afirmou em seu voto a desembargadora Mônica de Carvalho, relatora do processo. 

Ainda segundo a magistrada, "se a construtora descumpre o prazo de entrega da obra, podemos dizer que a rescisão ocorreu por fato contra ela imponível, pelo que a autora [Marisa] tinha direito à devolução integral dos valores que pagou, devidamente atualizados e com imposição de atualização monetária, a qual representa meramente a recomposição do valor da moeda, e juros moratórios, que devem ser fixados na taxa integral". 

Em abril de 2019, o juiz Adilson Rodrigues Cruz, da 34ª Cível de São Paulo, já havia decidido pelo ressarcimento das parcelas. Na ocasião, no entanto, ele ordenou que OAS e Bancoop devolvessem 66% dos valores gastos por Marisa, e não 100%, como o TJ-SP.

Tríplex do Guarujá

Em setembro de 2016, o Ministério Público Federal do Paraná acusou Lula de receber o tríplex como propina por contratos obtidos pela construtora na Petrobras. Ele foi condenado pelo ex-juiz Sergio Moro a nove anos e seis meses de prisão. 

Em 2018, após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmar a sentença, o petista chegou a ser preso, passando 580 dias na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. 

A defesa de Lula sempre argumentou que a obra foi devidamente adquirida, que Marisa desistiu da compra e que ela e Lula nunca usufruíram do imóvel. Por isso, de acordo com os advogados, a acusação de propina é descabida. 

Como o ministro Luiz Edson Fachin decidiu que Curitiba é incompetente para julgar Lula, as condenações contra o ex-presidente, inclusive a do tríplex, acabaram anuladas. Nesta semana, a 2ª Turma do STF também decidiu pela suspeição de Moro no caso do imóvel.

Interceptação omitida

Conforme mostrou a ConJur no dia 1º de março, procuradores da extinta "lava jato" de Curitiba chegaram a ocultar uma interceptação de Mariuza Aparecida Marques segundo a qual Lula nunca quis o apartamento. 

Mariuza era ex-funcionária da OAS. A "força-tarefa" apontou a mulher como responsável por acompanhar as obras no apartamento. 

 "Pessoal, especialmente Deltan, temos que pensar bem se vamos utilizar esse diálogo da Mariuza, objeto de interceptação. O diálogo pode encaixar na tese do Lula de que não quis o apartamento. Pode ser ruim para nós", afirmou Athayde Ribeiro Costa a colegas de MPF em 13 de setembro de 2016, um dia antes da denúncia do tríplex ser apresentada. 

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Senador dos EUA sugere comprar sistemas S-400 russos da Turquia



Um senador norte-americano propôs uma alteração à lei que permita aos EUA comprar o sistema de defesa antimísseis S-400 da Turquia em meio a desavenças entre Washington e Ancara devido à compra de armas russas.
"As quantias que forem necessárias estão autorizadas a ser destinadas ao Exército para compra de um sistema de defesa antimísseis S-400", indica a emenda.
emenda também sugere que o dinheiro pago pela compra dos S-400 "não seja utilizado para adquirir equipamentos militares considerados pelos EUA incompatíveis com a OTAN".
Sistemas antiaéreos russos S-400 em desfile no Dia da Vitória
© SPUTNIK / ILIA PITALEV
Sistemas antiaéreos russos S-400 em desfile no Dia da Vitória
Jim Risch, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado norte-americano, introduziu uma emenda mais severa que faria o governo Trump impor sanções à Turquia sob a Lei de Combate aos Adversários da América por meio de Sanções (CAATSA, na sigla em inglês), 30 dias após a aprovação da Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA, na sigla em inglês).
"Acredito que comprar o S-400 da Turquia é a maneira mais inteligente de os EUA tirarem Erdogan da confusão em que ele se meteu. Queremos apenas tirar o sistema da Turquia [...] e, se isso permitir aos turcos participarem do programa F-35, então será melhor ainda", afirmou Jim Townsend, ex-oficial do Pentágono para políticas europeias e da OTAN, citado pelo portal Defense News.
A CAATSA estabelece que os países que comprem grandes equipamentos de defesa da Rússia sejam sancionados. É o caso da Turquia, que comprou o sistema S-400 de fabricação russa e foi ameaçada pelos EUA. Os norte-americanos expulsaram Ancara do programa F-35 para pressionar os turcos a desistirem do sistema russo S-400, o que não chegou a acontecer.
Os EUA alegam que os sistemas de defesa S-400 comprometem as operações dos caças F-35 e não são compatíveis com os padrões da OTAN, o que foi desmentido por Ancara.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Microsoft vai comprar sangue de pessoas expostas ao coronavírus



Amostras serão utilizadas em pesquisa com foco no sistema imunológico

Microsoft e a Adaptive, empresa de biotecnologia, iniciarão um estudo para entender como o sistema imunológico dos seres humanos afasta o coronavírus. Para isso, as empresas estão pagando por amostras de sangue de pacientes que foram diagnosticados com Covid-19.

O foco são as células T - ou linfócitos T - que funcionam como verdadeiros soldados do sistema imunológico. O estudo quer entender como esses agentes específicos contribuem para a resposta geral do corpo ao coronavírus.
Ainda que diversas pesquisas já estejam investigando o sistema imunológico frente à Covid-19, Microsoft e Adaptive acreditam que a ênfase nas células T é o ponto cego neste cenário.
Foto: iStock
Para preencher essa lacuna, as empresas estão se preparando para enviar flebotomistas (profissionais especializados na coleta de amostras de sangue) às casas de pessoas com a Covid-19 ou que já se recuperaram da doença.
Com as amostras em mãos, as companhias esperam comparar o sangue dos diferentes tipos de pacientes, para verificar se as células T que já combateram o coronavírus podem contribuir para a imunização a longo prazo contra casos reincidentes da Covid-19.
Quem tem interesse em participar da pesquisa deve preencher o formulário online enviado por e-mail após a identificação inicial, mas vale lembrar que apenas residentes nos Estados Unidos podem se inscrever. A recompensa será um vale-presente de US$ 50 (cerca de R$ 300 em conversão direta) da Microsoft.
Via: Futurism

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terça-feira, 28 de abril de 2020

É #FAKE que Caixa bloqueou auxílio emergencial de quem se cadastrou para comprar eletrônicos




Uma mensagem que tem sido bastante compartilhada no WhatsApp com a logomarca da Caixa diz que o banco bloqueou o CPF de 187 mil pessoas, que não poderão receber a segunda parcela do auxílio emergencial – determinado a trabalhadores que perderam renda com a crise do coronavírus –, porque elas se cadastraram para comprar aparelhos eletrônicos 10 dias antes do recebimento da primeira parcela. É #FAKE.

A mensagem falsa diz que a medida foi tomada para que seja ajudado "apenas quem realmente precisa". A Caixa informa que não emitiu qualquer comunicado referente a uma eventual fiscalização do uso dos recursos. Em nota, diz que “a lei 13.982/2020, regulamentada pelo decreto 10.316/2020, que instituiu o auxílio emergencial do governo federal, não impõe a forma como o beneficiário deverá utilizar os recursos”. Ou seja, quem gastar com a compra de equipamentos eletrônicos não sofrerá nenhuma sanção.

O banco é o responsável pelo pagamento do valor de R$ 600 (ou R$ 1.200) para as famílias de trabalhadores informais, microempreendedores individuais e autônomos selecionadas. Essa seleção, lembra a Caixa, é realizada pelo Ministério da Cidadania, e isso é feito após análise pelo Dataprev, órgão que verifica as exigências determinadas pela lei. Os pagamentos começaram no dia 9, e são previstas três parcelas.

Até esta sexta-feira, a ajuda já foi creditada para mais de 35,1 milhões de brasileiros, totalizando R$ 25 bilhões, segundo números da Caixa. Até o dia 30, a previsão é que mais R$ 7,3 bilhões sejam liberados para aproximadamente 9,8 milhões de pessoas.

Cerca de 75 milhões de brasileiros já receberam a resposta sobre o auxílio após a checagem feita pelo Dataprev, de acordo com a nota da Caixa. O cidadão pode consultar as respostas no aplicativo Caixa Auxílio Emergencial, no site auxilio.caixa.gov.br ou na central telefônica exclusiva 111.

G1


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