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domingo, 7 de junho de 2020

VÍDEO: Papa faz referência ao Brasil, onde vírus “está fazendo tantas vítimas”



O papa Francisco fez uma referência ao número de mortes provocadas pelo coronavírus no Brasil.


Falou sobre o assunto durante a cerimônia do ângelus neste domingo (7), tradicional oração católica em louvor à Virgem Maria e ao momento da concepção de Jesus. Dirigindo-se a centenas de pessoas que recebiam a bênção na praça São Pedro, Francisco apontou que a Covid-19 continua fazendo muitas vítimas, “especialmente na América Latina”.

“Na última sexta-feira, em um país, uma morte por minuto! Terrível!”. Mesmo sem citar nominalmente o Brasil, o papa fez referência à marca de 1.473 mortes em um período de 24 horas, alcançada pelo país na última quinta (4), exatos 100 dias após a confirmação do primeiro caso de coronavírus no país.




Veja o vídeo.

"Não cantar vitória antes do tempo", advertiu o no ! E manifestou solidariedade a aos países que ainda registram muitas mortes.


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domingo, 19 de abril de 2020

Papa diz que exclusão de menos favorecidos em recuperação da pandemia criará "vírus ainda pior"


"O risco é que possamos ser atingidos por um vírus ainda pior, o da indiferença egoísta", disse o Papa Francisco


O Papa Francisco pediu, neste domingo (19), que o mundo se empenhe em um ato de solidariedade global, evitando excluir setores menos favorecidos da sociedade da recuperação pós-pandemia. Para Francisco, isso resultaria em “um vírus ainda pior”. "Agora, enquanto esperamos uma recuperação lenta e árdua da pandemia, existe o perigo de esquecermos os que foram deixados para trás”, disse o Papa em sua homilia na igreja de Santo Spirito, na Sassia, que marca o Domingo da Misericórdia. "O risco é que possamos ser atingidos por um vírus ainda pior, o da indiferença egoísta. Um vírus espalhado pelo pensamento de que a vida é melhor se for melhor para mim e que tudo ficará bem se for bom para mim”, completou. O pontífice deixou o Vaticano pela primeira vez neste domingo, após mais de um mês de isolamento devido à pandemia do novo coronavírus.

sábado, 11 de abril de 2020

"Sejam mensageiros da vida em tempos de morte", diz papa na véspera da Páscoa


Papa Francisco fez um apelo para que as pessoas “não cedam ao medo” e se concentrem em uma “mensagem de esperança” durante uma missa na véspera do domingo de Páscoa, em uma Basílica de São Pedro vazia


CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco fez um apelo para que as pessoas “não cedam ao medo” e se concentrem em uma “mensagem de esperança” durante uma missa na véspera do domingo de Páscoa, em uma Basílica de São Pedro vazia, em meio à pandemia de coronavírus, e também pediu o fim das guerras.
A cerimônia, que normalmente acontece em uma igreja lotada com cerca de 10.000 pessoas, foi assistida por apenas cerca de duas dezenas, incluindo alguns assistentes de altar e um coro menor que o normal. Por causa do coronavírus, a celebração foi alterada, deixando de lado ações tradicionais, como o batismo de convertidos adultos e uma longa procissão no corredor principal da basília.
O papa Francisco fez, durante a celebração neste sábado, uma comparação entre o trecho do Evangelho em que se relata a passagem em que o túmulo de Jesus é encontrado vazio no dia em que os cristãos acreditam que ele ressuscitou dos mortos e o estado incerto do mundo hoje por causa da pandemia de coronavírus.
“Também havia medo do futuro e tudo o que precisaria ser reconstruído. Uma memória dolorosa, uma esperança abreviada. Para eles, como para nós, era a hora mais sombria”, disse o papa em sua homilia.
Em países de todo o mundo, os católicos acompanharam o serviço papal ou missas rezadas por padres em suas próprias igrejas vazias e transmitidas pela televisão ou pela internet.
“Não tenham medo, não cedam ao medo: esta é a mensagem da esperança. Hoje é endereçada a nós. Essas são as palavras que Deus nos repete nesta mesma noite”, disse o pontífice.
O papa Francisco encorajou as pessoas a serem “mensageiros da vida em tempos de morte”, novamente condenando o comércio de armas e exortando aqueles em melhor situação a ajudar os pobres.
“Vamos silenciar os gritos de morte, sem mais guerras! Que possamos parar a produção e o comércio de armas, pois precisamos de pão, não de armas”, disse Francisco.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Papa: ilusão achar ‘que continuaríamos sempre saudáveis em um mundo doente’


Na Praça São Pedro completamente vazia, chefe da Igreja Católica fala em esperança contra o sofrimento e diz que todos estão no mesmo barco


Rede Brasil Atual - Era ilusão pensar “que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente”, disse nesta sexta-feira (25) o papa Francisco, em uma impressionante cena: a Praça São Pedro completamente vazia. No momento de sofrimento e medo, em que “o mundo cai de joelhos pela pandemia”, diz o Vaticano, o chefe da Igreja Católica propõe “fé e esperança”.

“Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente”, afirmou o papa.
Na oração aos fiéis, ele escolheu um trecho do Evangelho segundo Marcos, que fala sobre uma tempestade. “Há semanas, parece que a tarde caiu. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo de um silêncio ensurdecedor e de um vazio desolador… Nos vimos amedrontados e perdidos.” Mas, ao mesmo tempo, lembrou, isso faz lembrar que estão todos no mesmo barco, “chamados a remar juntos”, enquanto se questiona o atual modo de vida. “Sozinhos afundamos”, afirmou o papa.
Solidariedade
“A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade”, prossegue o papa. Segundo ele, “o Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança”.
Ele também destacou as pessoas que, neste momento, estão arriscando suas vidas. “Médicos, enfermeiros, funcionários de supermercados, pessoal da limpeza, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho.”
No final, Francisco concedeu a bênção Urbi et Orbi (“À cidade [de Roma] e ao mundo”), que só é dada em duas ocasiões, na Páscoa e no Natal. Fora isso, apenas quando é eleito um novo papa. Desta vez, a bênção foi concedida em caráter extraordinário.

Papa abençoa mundo na pandemia: 'ninguém se salva sozinho'

Papa Francisco abençoa mundo na pandemia com Praça São Pedro vazia (Foto: Reprodução)

Em transmissão ao vivo pela internet, numa Praça São Pedro totalmente vazia, o papa Francisco concedeu a bênção extraordinária de "Urbi et Orbi", normalmente feita apenas no Natal e na Páscoa (assista)



247, com informações da Agência Brasil - O papa Francisco concede na tarde desta sexta-feira (27) a bênção extraordinária de “Urbi et Orbi”, normalmente concedida apenas no Natal e na Páscoa. 

Com transmissão ao vivo pela internet (assista abaixo), o pontífice abençoa o mundo em meio à pandemia de coronavírus em uma Praça São Pedro deserta. O local, parte do Vaticano, foi fechado como parte de um bloqueio na Itália para tentar conter a propagação do vírus.
Ele fez o anúncio da bênção, esta semana, em sua oração semanal do Angelus, que vem conduzindo de dentro do Vaticano pela internet e pela televisão, em vez de fazê-la diante das multidões na Praça de São Pedro.
Sua decisão de abrir uma exceção e dar uma bênção especial Urbi et Orbi (para a cidade e o mundo) reforça a gravidade da situação global, principalmente na Itália, um dos países mais atingidos pelo surto do novo coronavírus.
Os católicos que recebem a bênção, pessoalmente ou por meio das mídias, podem, sob certas condições, receber uma indulgência especial. Uma indulgência é a remissão da punição pelos pecados.

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