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quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Queimadas: Prefeito e aliado são denunciados por fraude em licitação

 


André Andrade e Kelé foram denunciados por vereadores do município

O prefeito do município de Queimadas, André Andrade (PT), e seu candidato à sucessão no município, Clementino Rodrigues (PT), conhecido como Kelé, foram denunciados por vereadores da cidade por fraudes em processos de licitação.

Além da dupla, José Ariel, vereador e ex-secretário municipal de Infraestrutura, e Antônio Carneiro, fiscal de contratos; ambos são sobrinhos de Kelé. A ação popular impetrada no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) aponta que as empresas do candidato, registradas com os nomes Constrular Madeira Material de Construção e Cia, e CJ dos Santos Rodrigues Empreendimentos LTDA, foram contratadas em processos de licitação com a Prefeitura, o que não é permitido pelo grau de parentesco com servidores públicos.

"Entre as irregularidades graves está o vínculo familiar entre o sócio das empresas vencedoras, Clementino José dos Santos Rodrigues, o ex-secretário de infraestrutura José Ariel Rodrigues de Oliveira e Antônio Carneiro de Oliveira Júnior, fiscal de contrato, agente que atestou a regularidade dos contratos, que nada mais são que seus sobrinhos", diz trecho da denúncia.


De acordo com a denúncia apresentada, a manipulação teria iniciado em 2021, com a chegada de José Ariel ao posto de secretário municipal. As provas anexadas no documento mostram a existência de um esquema voltado para direcionar as licitações para as empresas.

"Além disso, Clementino José dos Santos Rodrigues, possui um histórico de apoio político e financeiro ao atual prefeito André Luiz Andrade, evidenciado por doações e patrocínios às campanhas eleitorais e que agora recebe em troca contratos milionários com o condão de aporte para sua campanha política de 2024, como candidato a Prefeito de Queimadas", diz outra parte do documento, que pede ainda a anulação dos processos licitatórios.


Fonte A TARDE


sexta-feira, 12 de junho de 2020

Aliado contra o Irã, Emirados Árabes quer que Israel desista de anexar a Cisjordânia



O embaixador dos Emirados Árabes Unidos em Washington alertou nesta sexta-feira (12) que a anexação de partes da Cisjordânia por Israel comprometeria qualquer aquecimento dos laços árabe-israelenses.

"A anexação certamente e imediatamente reverterá as aspirações israelenses de melhorar os laços de segurança, econômicos e culturais com o mundo árabe e com os Emirados Árabes Unidos", escreveu Yousef al-Otaiba em uma publicação rara de um funcionário do país árabe no diário mais vendido de Israel, o Yediot Aharonot.
"Recentemente, os líderes israelenses promoveram discussões empolgadas sobre a normalização das relações com os Emirados Árabes Unidos e outros Estados árabes. Mas os planos israelenses de anexação e conversas sobre normalização são uma contradição", acrescentou.
Espera-se que Israel, em 1º de julho, revele sua estratégia para implementar um plano de paz elaborado pelos Estados Unidos no Oriente Médio. O documento foi anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em janeiro.
O plano - rejeitado e atacado pelos palestinos - deu luz verde para Israel anexar assentamentos da Cisjordânia e o Vale do Jordão, território palestino ocupado pelo Estado judeu desde 1967.
Otaiba declarou que seu país "tem sido um defensor infalível da paz no Oriente Médio" e que "a anexação é a apreensão ilegal de terras palestinas". Isso poderia "inflamar a violência e despertar extremistas", alertou.

© AP PHOTO / JON GAMBRELL
Embaixador dos Emirados Árabes Unidos para os EUA, Yousef al-Otaiba
A medida israelense atraiu condenação internacional e os palestinos estão tentando mobilizar apoio, particularmente na Europa, para pressionar Israel a abandonar o projeto de anexação.
Os países árabes há muito tempo veem uma solução para o conflito entre israelenses e palestinos como condição para a normalização das relações com Israel. Mas nações árabes do Golfo como os Emirados Árabes Unidos estão mais dispostas a se relacionar com o Estado judeu em meio a preocupações comuns sobre o Irã.
"Os Emirados Árabes Unidos incentivaram os israelenses a pensarem na vantagem de mais links abertos e normais", escreveu Otaiba. Ele observou que era um dos três embaixadores árabes presentes na Casa Branca no anúncio do plano de Trump.
"E fizemos o mesmo entre os Emirados e com os árabes de maneira mais ampla", afirmou.
Otaiba disse que os Emirados Árabes Unidos e outros países árabes "gostariam de acreditar que Israel é uma oportunidade, não um inimigo. Enfrentamos muitos perigos comuns e vemos o grande potencial de laços mais quentes.
"A decisão de Israel sobre a anexação será um sinal inconfundível de se a vê da mesma maneira", completou.
O ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, escreveu em seu Twitter nesta sexta-feira (12) que Abu Dhabi estava usando "todos os meios diplomáticos possíveis" para se opor à anexação que considerava uma ameaça ao "processo de paz e estabilidade da região entre israelenses e palestinos".
Jordânia e Egito são os únicos países árabes que assinaram tratados de paz com Israel.

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