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sábado, 27 de novembro de 2021

Após ameaçar Terra em 2018, asteroide regressa para 'vingança', relata NASA

 


Em 27 de dezembro, o asteroide 2018 AH, de 84 a 190 metros de diâmetro, passará próximo de nosso planeta. Ele é o maior a ameaçar potencialmente a Terra desde 1971

Um grande asteroide, com maior potência que uma bomba nuclear, se aproximará da Terra no final de dezembro, indica o portal de rastreamento de asteroides da NASA.
Os pesquisadores da agência espacial norte-americana estimam que o corpo celeste tenha entre 84 e 190 metros de diâmetro, algo que o torna potencialmente tão potente como o asteroide que caiu próximo ao rio Podkamennaya Tunguska, na Sibéria em 1908 e resultou em uma explosão equivalente à liberação de 12 toneladas de TNT.
A NASA classificou o 2018 AH de objeto próximo da Terra, pertencente à categoria Apollo, que inclui os asteroides mais perigosos. Os asteroides Apollo têm órbitas que intersectam a órbita da Terra, colocando em perigo nosso planeta. No entanto, a agência afirma que é pouco provável que ele colida conosco.
Asteroide (imagem ilustrativa) - Sputnik Brasil, 1920, 10.10.2021
Pelo menos 4 asteroides de até 230 metros de diâmetro se aproximam da Terra a partir deste domingo


No entanto, se o 2018 AH mudar sua trajetória, o impacto teria consequências terríveis. Por exemplo, o meteoro de 17 metros de diâmetro que explodiu em 2013 sobre o céu de Chelyabinsk, Rússia, danificou mais de 7.000 prédios e resultou em US$ 33 milhões (R$ 185,12 milhões) de danos.

Em 2018 o asteroide 2018 AH passou a 296.758 km da Terra, menos que a distância entre nosso planeta e a Lua, mas sem ser noticiado na época devido à sua obscuridade. O 2018 AH será o maior asteroide conhecido a passar tão perto de nosso planeta desde o 2002 JE9, em 1971. O próximo corpo celeste a passar tão perto será o 2001 WN5, de quase um quilômetro de diâmetro, que voará nas proximidades da Terra em 2028.


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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

PSOL aciona STF para que Bolsonaro prove acusação de fraude em 2018 e explique ameaça para 2022

 


“Há intenção de convocar os apoiadores, a exemplo dos EUA, para marcharem contra o Congresso ou outra instituição”, indaga o PSOL, em documento assinado pelo presidente, Juliano Medeiros. A legenda avalia que ele pode ter incorrido em crimes de responsabilidade, além de crimes eleitorais, prevaricação e outros

O PSOL apresentou nesta sexta-feira (8) uma interpelação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que Jair Bolsonaro esclareça em juízo suas acusações sobre fraude nas eleições de 2018. O partido pede ainda que ele explique suas falas sobre eventuais consequências que possam haver caso o Brasil não adote o voto impresso no próximo pleito presidencial, em 2022.


“Se nós não tivermos o voto impresso em 22, uma maneira de auditar o voto, nós vamos ter problema pior que os Estados Unidos”, disse Bolsonaro na última quarta-feira (6). Diante disso, o PSOL pergunta no documento, assinado pelo presidente, Juliano Medeiros, se o presidente pretende tomar alguma medida ou realizar alguma atitude; se a afirmação é uma ameaça às instituições e partidos políticos que participarão do pleito eleitoral de 2022; e quais problemas ocorrerão no país caso não se estabeleça o voto impresso.

“Há intenção de convocar os apoiadores, a exemplo dos Estados Unidos, para marcharem contra o Congresso Nacional ou contra qualquer outra instituição nacional ou entidade?”, questiona a legenda.

Ainda no dia 6, Bolsonaro disse que "a fraude existe (...) Eu só fui eleito porque tive muito voto em 2018”. De acordo com a interpelação, essa foi a oitava vez que ele fez a acusação, que precisa ser explicada. Nesse sentido, o PSOL pede que sejam apresentados pelo denunciante documentos, provas, indícios para a comprovação da fraude; uma explicação de como ele teve acesso a essas provas e por que não fez denúncia formal perante as autoridades eleitorais no tempo e modo legalmente previstos.

Caso não tenha provas ou as possua e não tenha exibido, argumenta o PSOL, Bolsonaro pode ter incorrido em crimes de responsabilidade contra o livre exercício dos poderes legislativo e judiciário, contra o livre exercício dos direitos políticos, individuais e sociais, e de improbidade administrativa. Além de possivelmente crimes eleitorais, prevaricação, advocacia administrativa, denunciação caluniosa e comunicação falsa de crime.

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