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domingo, 21 de novembro de 2021

Quem deve salvar Terra do apocalipse? Crescem apelos para EUA reforçarem defesa contra asteroides

 


O nosso planeta já foi atingido várias vezes durante a sua história por meteoritos devastadores, incluindo aquele que atingiu a Terra há 66 milhões de anos, e acredita-se que tenha dizimado os dinossauros


Numerosas crateras na superfície terrestre nos mostram que tais acontecimentos podem ocorrer de vez em quando, suscitando preocupações de danos imprevisíveis.
Especialistas alertam que a ameaça de colisões perigosas com corpos celestes persiste, enquanto ainda não há nenhum país ou agência que tenha sido encarregado de combater esta ameaça, aponta jornal Politico.
Asteroides colidem com a Terra com bastante frequência, mas na maioria dos casos estes objetos rochosos são pequenos e queimam na atmosfera terrestre antes de chegarem à sua superfície.

De acordo com a NASA, a possibilidade de um asteroide de grande tamanho atingir a Terra é um "tipo de evento que ocorre uma vez em mil anos". No entanto, isso não significa que dois acontecimentos semelhantes não possam ocorrer no mesmo ano.
Asteroide (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 16.05.2021
Tecnologia moderna é incapaz de evitar impacto de asteroide contra Terra, indica NASA
Até agora, as estimativas mostram que o atual arsenal militar das nações é incapaz de evitar uma colisão com um grande asteroide. Alguns objetos menores podem ser pulverizados ou quebrados em fragmentos, mas mesmo estes pedaços causariam danos consideráveis.
"Ninguém está encarregado da mitigação. O Congresso tinha introduzido uma lei para a Casa Branca determinar quem deve ser responsável, mas até agora quatro administrações subsequentes tinham rejeitado o seu pedido", disse Peter Garretson, ex-estrategista espacial da Força Aérea dos EUA.

Senador Gary Peters, membro dos comitês dos Serviços Armados e do Comércio, comentou ao jornal que um possível impacto de asteroide está entre as "ameaças extraordinárias à segurança nacional" e que o governo dos EUA precisa fazer mais "para apoiar os esforços federais de defesa planetária".
"Há três milhões de asteroides e não fazemos a mínima ideia onde estão e eles estão voando à nossa volta", disse Danica Remy, presidente da Fundação B612, que está formando um banco de dados para rastrear objetos próximos da Terra. "Não fizemos qualquer tipo de progresso", acrescentou.
Atualmente, os cientistas concordam que a maneira mais segura de prevenir um potencial Armagedom é "afastar suavemente" o asteroide de sua trajetória em direção à Terra.
No final deste ano, a NASA vai lançar a missão DART para testar como poderíamos no futuro desviar um asteroide a fim de proteger a Terra dessa espécie de ameaça.
Estima-se que que o lançamento seja efetuado em 24 de novembro, ou o mais tardar em fevereiro de 2022, e levará um ano para atingir a sua meta – Dimorphos, um asteroide do tamanho de um estádio que está orbitando uma rocha espacial muito maior chamada Didymos.


sexta-feira, 27 de março de 2020

China promete 'ataque resoluto' após EUA reforçarem apoio a Taiwan



O presidente dos EUA, Donald Trump, sancionou lei que reforça o apoio internacional dos EUA a Taiwan. A China declarou que irá reagir, caso a lei seja implementada.

A China não reconhece a independência de Taiwan, considerada por Pequim uma "província rebelde" e um dos mais sensíveis assuntos das relações bilaterais com os EUA.
Os EUA, assim como a grande maioria da comunidade internacional, não mantêm relações diplomáticas oficiais com Taiwan, mas oferecem auxílio militar e apoio político em diversas ocasiões.
A nova lei, intitulada Iniciativa de reforço da Proteção Internacional dos Aliados de Taiwan (TAIPEI, na sigla em inglês), sancionada por Trump na quinta-feira (26), contou com apoio de ambos os partidos no parlamento dos EUA.
A medida solicita que os EUA reforcem o relacionamento com Taiwan e tome medidas contra países que "prejudiquem a segurança e prosperidade" da ilha.
A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, agradeceu à iniciativa nas redes sociais, postando uma foto da bandeira da ilha ao lado da norte-americana com a insígnia "Amigos na liberdade, parceiros na prosperidade".

'Ataque resoluto'

A China, por sua vez, retomou a realização de manobras militares próximas à ilha, apesar da pandemia de coronavírus.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, declarou que a nova lei norte-americana viola o direito internacional, além de ser uma intervenção grave nos assuntos internos da China.

© REUTERS / THOMAS PETER
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, durante coletiva de imprensa (foto de arquivo)
Além disso, Shuang notou que a lei infringe o direito soberano de nações terceiras de aprofundar suas relações com Pequim.
"Instamos os EUA a corrigir os seus erros, não implementar essa lei ou obstruir o desenvolvimento das relações entre países terceiros e a China. Caso contrário, [os EUA] serão alvo de um ataque resoluto por parte da China", alertou o porta-voz.
Um dos autores do projeto de lei, senador Cory Gardner, disse que o ato é necessário para proteger Taiwan da alegada pressão que sofre pela China, reportou a Reuters.
"Essa legislação bipartidária demanda engajamento de toda a máquina do governo pra reforçar o nosso apoio a Taiwan e mandar uma mensagem forte de que haverá consequências para países que apoiarem ações chinesas que visem prejudicar Taiwan", disse o senador.
Taiwan mantém relações diplomáticas com 15 países, quase todos de pequeno porte, como Nauru, Belize e Honduras.

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