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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025
Em reunião do PT, Lula fala de combate ao “bolsonarismo”
terça-feira, 20 de junho de 2023
Ponto Novo: Após campanha por ACM Neto e contra o PT, com derrota, Thiago Gilleno "brechinha" com Jerônimo Rodrigues
Ao amargar uma derrota, Thiago Gilleno tenta uma "brechinha" oportunista com o Governador Jerônimo Rodrigues
Após uma campanha intensa contra o PT nas últimas eleições, o ex-prefeito Thiago Gilleno encontra-se em uma posição delicada. Derrotado no pleito, Gilleno agora busca uma oportunidade de aproximação com o Governador Jerônimo Rodrigues. Segundo fontes, a mudança de postura política é comparável por figuras da política de Ponto Novo ao refrão da música "Volta o cão arrependido", que retrata o desejo de retornar após tomar decisões questionáveis.
Thiago Gilleno, que adotou uma postura enfática contra o PT e Jerônimo Rodrigues durante a campanha eleitoral, agora percebe os desafios que essa escolha impôs a sua trajetória política.
Assim, Gilleno tenta encontrar uma "brechinha" com o Governador Jerônimo Rodrigues, buscando amenizar as tensões políticas e estabelecer uma relação mais próxima. Essa mudança de postura, causou questionamentos de eleitores que nominaram atitude como “oportunista”.
A referência feita à música "Volta o cão arrependido" pode ser utilizada para ilustrar essa tentativa de retomar o contato com o governador, evidenciando o arrependimento por ter adotado uma postura de confronto durante a campanha eleitoral ao apoiar o candidato ACM Neto, que teoricamente tinha uma eleição garantida.
No entanto, é importante considerar que a receptividade do Governador Jerônimo Rodrigues não implica em uma reconciliação política, tendo em vista uma declaração feita pelo chefe de gabinete do Estado Adolfo Loyola: “O governador Jerônimo quer fazer uma coisa diferente, ele quer coordenar esse processo eleitoral da base eleitoral dele. Ele não tem compromisso com quem não apoiou ele”.
O chefe de gabinete ressaltou: “Os candidatos dele serão os candidatos que o apoiaram”.
Diante disso, fica claro que os candidatos escolhidos pelo governador serão aqueles que o apoiaram, não deixando margem para uma "brechinha" política aos derrotados.
Fonte Web Interativa
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segunda-feira, 15 de maio de 2023
Já vai tarde! De saída e sem melhorar o serviço da Embasa, Alex Lima irá assumir um novo posto no gabinete de Jerônimo para reforçar articulação política
Sempre o cargo fácil na gestão petista da Bahia
A passagem do ex-deputado estadual Alex Lima (PSB) pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) está chegando ao fim. Pouco mais de um mês desde que assumiu a Diretoria de Gestão Corporativa, Lima está deixando a empresa.
Informações obtidas pelo Bahia Notícias com integrantes da gestão deram conta que Alex de fato irá deixar a empresa, porém continuará na gestão. O ex-parlamentar deve ficar lotado no gabinete do governador Jerônimo Rodrigues (PT), auxiliando o atual chefe de gabinete, Adolpho Loyola.
A decisão teria sido em comum acordo, tanto para atender o desejo de Lima em permanecer "atuando politicamente", quanto do próprio governador em "reforçar" a articulação política do governo. Alex Lima ficaria focado em realizar a interlocução do governador com os grupos que compõem o Conselho Político do estado.
Apesar do movimento, o cargo de Alex ainda não foi definido e o ajuste no posto deve ocorrer até o final da semana. O governador teria "delegado" a Loyola a arrumação do espaço.
Alex Lima foi uma indicação do ex-governador Rui Costa (PT), atual ministro da Casa Civil, para a Embasa. O ex-parlamentar é muito próximo politicamente do petista e esteve em Brasília diversas vezes, acompanhando Rui em agendas do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Viver a tira-colo com Rui Costa e pular de um carguinho por outro é fácil né? O DIFÍCIL É RESOLVER OS PROBLEMAS DA EMBASA, a pior empresa do Brasil, com péssimos serviços em Queimadas, na Bahia e que só faz raiva há anos no Distrito de Espanta Gado. É só nisso que o PT da Bahia é bom: brigar por cargos e toma lá da cá... mas, resolver os problemas, nada!
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sexta-feira, 23 de setembro de 2022
Bahia: ACM Neto cai 9 pontos, enquanto Jerônimo, do PT, sobe 19 e vai a 32%, diz Ipec
Na disputa ao governo da Bahia, o candidato ACM Neto (União Brasil), que lidera as pesquisas de intenção de voto, caiu 9 pontos e foi para 47%, segundo levantamento do Ipec divulgado nesta sexta-feira, 23. Na pesquisa anterior, de 26 de agosto, ACM tinha 56%.
Por outro lado, o candidato do PT, partido atualmente no governo, Jerônimo Rodrigues, avançou 19 pontos e foi de 13% para 32%.
Eles são seguidos por João Roma (PL, partido de Jair Bolsonaro), com 6%; e Marcelo Millet (PCO) e Kleber Rosa (PSOL), com 1%. Giovani Damico (PCB) não pontuou. Brancos e nulos somaram 4%, enquanto “não sabem” são 8%.
No segundo turno entre ACM e Jerônimo, o ex-prefeito de Salvador vence com 52% contra 35% do petista.
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domingo, 15 de maio de 2022
'O Brasil está sufocado, mas provamos que o povo pode ter comida e melhores salários', diz o PT em inserção para a TV (vídeo)
247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) compartilhou no Twitter a nova inserção do Partido dos Trabalhadores para a TV. Na peça, a legenda destacou a alta da inflação, falta de emprego e de comida na mesa de milhares de brasileiros.
"Por onde você olha tudo ficou mais caro e os empregos cada vez mais difíceis", afirmou o interlocutor. "Existe uma saída. A sensação é que estamos sufocados. O Brasil já provou que pode ser um País melhor para todos, com comida, emprego e uma vida mais feliz para as famílias", disse.
Antes de fazer a postagem sobre a inserção, Lula afirmou que o Brasil precisa "recuperar uma vida digna para o povo". "Gerar empregos para que as pessoas consigam, com seu salário, sustentar sua casa, colocar comida na mesa, ter um bom almoço de domingo em família. O Brasil merece isso".
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,1% no primeiro trimestre de 2022.
Em abril, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial do País, aumentou 1,73%, a maior variação mensal desde fevereiro de 2003 (2,19%) e a maior alta para abril desde 1995 (1,95%).
Ao todo, 116 milhões de pessoas vivem com algum grau de insegurança alimentar e ao menos 19 milhões estão passando fome, de acordo com dados, referentes a 2020, do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, conduzido pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan).
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quarta-feira, 6 de abril de 2022
Bancada do PT vai à PGR para que Bolsonaro seja investigado pela morte de Adriano da Nóbrega
A bancada do PT na Câmara anunciou nesta quarta-feira (6) que vai protocolar na Procuradoria-Geral da República (PGR) uma notícia-crime para que seja investigada a denúncia de que o Palácio do Planalto teria oferecido cargos comissionados em troca da morte do ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro e miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, morto durante um suposto tiroteio em operação policial na Bahia em 9 de fevereiro de 2020.
Uma escuta telefônica feita pela Polícia Civil do Rio de Janeiro mostra Daniela Magalhães da Nóbrega, irmã do ex-policial, afirmando que o Palácio do Planalto teria oferecido cargos comissionados em troca da morte do ex-capitão. As escutas teriam sido gravadas há dois anos.
Para o líder da bancada do PT, deputado Reginaldo Lopes, a denúncia é gravíssima e a investigação deve ser autorizada pela PGR. "O Palácio do Planalto está sendo acusado de oferecer emprego público para matar alguém, o matador de alguém”, destacou. “Por que queriam matar o Adriano Nóbrega? O que eles querem esconder? Quem mandou matar a Marielle Franco? A sociedade brasileira tem que conhecer a verdade”, completou Reginaldo Lopes.
“Nós queremos saber sobre o matador útil da família Bolsonaro: quem mandou oferecer emprego? É uma vergonha para este País! É uma vergonha para a democracia! E nós não vamos admitir isso!”, afirmou o líder do PT em discurso no plenário da Câmara. O militar é suspeito de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018.
De acordo com os áudios divulgados pela Folha de S. Paulo, durante uma conversa com uma tia dois dias após a morte do miliciano, Daniela diz que Adriano teria ficado sabendo da existência de uma reunião “envolvendo seu nome no Palácio e do desejo de que se tornasse um ‘arquivo morto’” apenas dois dias antes de sua morte.
Adriano da Nóbrega, um ex-oficial do Bope, a unidade elite da PM do Rio de Janeiro, era o mais poderoso comandante das milícias que operam naquele estado e uma das figuras mais procuradas pela Justiça no Brasil. O assassinato da vereadora Marielle Franco, em março de 2018, fez com que seu nome fosse lançado no rol dos suspeitos pelo crime e, a partir daí, embora já famoso nacionalmente, foi elevado à condição de procurado número 1 no País.
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022
Começa o jogo: PT quer devolver direitos aos trabalhadores e a plutocracia reage
A possível aliança entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador Geraldo Alckmin criou a falsa percepção de que um provável governo Lula 3 seria um período de conciliação e confraternização nacional, em que o bode do fascismo seria retirado da sala, mantendo-se todas as políticas neoliberais implantadas após o golpe de estado de 2016 e que fracassaram de maneira incontestável.
Bastou um elogio de Lula à revogação pelo governo espanhol de uma reforma trabalhista também fracassada por lá para que a plutocracia brasileira começasse a se movimentar. Lula disse apenas que os brasileiros devem olhar para a Espanha, sinalizando que é possível travar uma discussão madura sobre políticas públicas que não trouxeram os resultados prometidos:
A presidente do Partido dos Trabalhadores, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), não apenas celebrou a iniciativa espanhola, como também a decisão do governo de Alberto Fernández, na Argentina, de reverter privatizações igualmente fracassadas:
Logo em seguida, a plutocracia escalou um de seus principais porta-vozes, o deputado Rodrigo Maia (sem partido-RJ), para atacar o Partido dos Trabalhadores. Maia, não custa lembrar, cuidou de praticamente toda a agenda legislativa implantada após o golpe de estado, aprovando medidas que tornaram o Brasil e os brasileiros mais pobres. Basta citar a emenda do teto de gastos, a entrega do pré-sal e a retirada de direitos previdenciários e trabalhistas.
Paralelamente, há uma certa histeria no mundo financeiro em razão do fato de Lula ter escolhido o ex-ministro Guido Mantega para escrever um artigo com seu diagnóstico sobre a crise econômica brasileira. Pouco importa se a média de crescimento da economia nacional durante a era Mantega, de 4,5% ao ano, foi a maior da história recente, tendo vindo acompanhada de controle inflacionário, acumulação de reservas internacionais e até mesmo pagamento de toda a dívida brasileira ao Fundo Monetário Internacional. Para a Faria Lima, Mantega é o lobo mau.
O que os neoliberais não explicam é por que, mais de cinco anos após o golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff, a chamada "confiança" ainda não voltou. Alguns deles dirão, cinicamente, que faltaram reformas mais profundas. Outros, mais sensatos, reconhecerão que a agenda de Michel Temer e Rodrigo Maia encolheu o mercado brasileiro justamente por ter tornado os consumidores brasileiros mais escassos e mais pobres.
Em outubro do ano passado, a Folha de S. Paulo publicou um balanço sobre a reforma trabalhista defendida por Rodrigo Maia. "Quase quatro anos —e uma pandemia— depois de a reforma trabalhista do governo Michel Temer entrar em vigor, o 'boom' de empregos prometido não se concretizou. Na época, o governo chegou a falar em dois milhões de vagas em dois anos, e seis milhões em dez anos. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o desemprego hoje está maior. No trimestre terminado em julho de 2021, a taxa de desocupação ficou em 13,7%. Esse número é quase dois pontos percentuais a mais que os 11,8% registrados no último trimestre de 2017. No período, o total de desempregados subiu de 12,3 milhões para 14,1 milhões", escreveu o jornalista Isaac Oliveira.
Não há, portanto, qualquer sustentação factual para os argumentos daqueles que defendem a agenda regressiva implantada após o golpe de 2016. Mas a reação da plutocracia indica que a volta de Lula não será um passeio no parque e que neoliberais circunstancialmente rompidos com o bode fascista poderão se aliar novamente à extrema-direita, caso não haja mesmo uma terceira via.
Leonardo Attuch
Leonardo Attuch é jornalista e editor-responsável pelo 247.
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2021
PT pede ao MPF que investigue Braga Netto por compra de picanha com verba da Covid
Nesta quarta (19), o líder do PT na Câmara solicitou ao MPF que investigue Walter Braga Netto. O pedido do deputado Reginaldo Lopes é para que o Ministério Público descubra o motivo do ministro ter autorizado o gasto de verba de combate à Covid para compra de filé mignon e picanha.
O TCU mostrou que o Ministério da Defesa utilizou R$ 535 mil de recurso da pandemia para adquirir itens luxuosos.
“É fácil concluir que a falta de destinação destes recursos para as políticas públicas de enfrentamento à pandemia. Que deveria atender a população vulnerável, gera ainda mais ônus ao sistema de saúde. Comprometendo leitos, esforços dos profissionais de saúde. E, consequentemente, recaindo sobre a população mais carente”, escreveu o deputado.
Líder do PT pediu a condenação do ministro bolsonarista Braga Netto
O deputado do PT, Reginaldo Lopes, também pediu para o Ministério Público Federal que Braga Netto seja condenado por danos morais e materiais à sociedade. Para isso ocorrer, é preciso primeiro que ocorra a investigação. O Ministério Público Federal ainda não se manifestou sobre a solicitação feita pelo Partido dos Trabalhadores.
O deputado Elias Vaz (PSB-GO) também pediu a convocação do general para que ele preste explicações na Câmara sobre o assunto. “São muito graves os fatos que surgiram”, disse o parlamentar no começo da semana.
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sábado, 16 de outubro de 2021
Exclusivo: Dallagnol escreveu parte da delação de Barusco e incluiu PT por “fins políticos”
Os procuradores da extinta força-tarefa Operação Lava Jato, do Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR), propuseram cláusulas extras, criaram uma nova versão e negociaram os termos da delação premiada do ex-executivo da Petrobras Pedro Barusco, no início do ano de 2015.
O objetivo era incluir o Partido dos Trabalhadores entre as figuras delatadas, com a intenção manifesta de atingir fins políticos e “derrubar a República”.
É o que mostram diálogos travados por mensagens de celular entre os procuradores Deltan Dallagnoll e Athayde Ribeiro Costa – respectivamente chefe e membro da extinta força-tarefa – analisados pela Polícia Federal no âmbito da chamada Operação Spoofing e aos quais o DCM teve acesso.
Mais reportagens baseadas nesses arquivos foram publicadas. Você pode ler nesses links: 1 e 2.
A prática dos procuradores de Curitiba é ilegal. A norma brasileira que regulamenta e deu origem ao instituto da delação premiada no Brasil (Lei Nº 12.850, de 2 de agosto de 2013) veda expressamente que as autoridades constituídas sugiram versões, solicitem inclusões ou firam de qualquer modo a iniciativa do próprio delator sobre o que pretende levar a conhecimento dos órgãos de investigação e controle.
Vale dizer: não é permitido que se construam delações customizadas por promotores ou procuradores, ao gosto de seus estrategemas processuais ou, no caso específico, políticos.
É o que estabelece o artigo 4º da lei citada, que versa sobre as regras que devem ser observadas pelo juiz de Direito ao homologar um acordo de delação.
Entre essas diretrizes, está a de certificar que todo o conteúdo da delação apresentada foi escrito espontaneamente pelo próprio delator, obrigatoriamente verificando a existência da “voluntariedade da manifestação, especialmente nos casos em que o colaborador está ou esteve sob efeito de medidas cautelares”.
Vulgarização do instituto da delação premiada
Mas não foi assim no caso de Pedro Barusco, um dos primeiros delatores da Lava Jato.
No dia 19 de novembro de 2014, foi assinado por ele e pelos procuradores da Lava Jato o seu acordo de delação premiada, documento público cujo trecho final é reproduzido abaixo.

Na referida delação, o executivo da Petrobras dava conta de um acerto de propina entre funcionários de carreira da petrolífera, representantes de empreiteiras e políticos.
O documento, no entanto, não caiu no gosto de Deltan Dallagnol e Athayde Ribeiro Costa.
Diálogo entre os dois procuradores ocorrido no dia 3 de janeiro de 2015 – e periciado pela Polícia Federal – evidencia que os operadores da Lava Jato estavam trabalhando no aditamento da delação de Barusco.
Os procuradores estavam construindo, de próprio punho, uma nova delação para Pedro. Conforme debatiam, eles analisavam os elementos disponíveis para incluir o Partido Progressista (PP) entre os entes que seriam beneficiados pelo esquema de corrupção que estariam instalado na Petrobras.
Em dado momento, Dallagnoll observa que há “falta de prova do pagamento” de propina ao PP. Os procuradores, então, passam a trabalhar com a hipótese de trabalhar com “provas diretas de valor relativo“, “prova indiciaria (sic)” e elementos de outras delações premiadas, como a de Alberto Yousseff (chamado apenas de “Y”) e a de Paulo Roberto Costa (identificado como “PRC”).
Dessa maneira, refletiam os procuradores, seria possível incluir em suas denúncias o Partido Progressista como entidade receptora de dinheiro ilegal.
Mas, ainda assim, não era bom o suficiente. Dallagnol diz ao colega: “Pensando aqui, tem o custo político de atacar o PP e não PT”. Veja reprodução do trecho abaixo

Para resolver o “problema político”, o colega de Dallagnoll sugere, então, que se faça também um aditamento na delação de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras.
A manobra teria um custo processual para o MPF, que teria que conceder mais benefícios aos delatores, mas resolveria a necessidade política de incluir o PT entre os acusados. O preço seria deixar Barusco “sem nenhuma punição com que se importe de verdade”.
Neste ponto, Dallagnol proferiu, com todas as letras, a ordem ilegal para que seu colega escrevesse ele mesmo partes das novas delações que deveriam ser assinadas por Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco, e depois encaminhasse aos advogados dos delatores, para colher suas assinaturas.
Veja trecho abaixo.

A negociação deu certo.
No dia 9 de março de 2015, dois meses após os diálogos periciados dos procuradores, Barusco assinou um termo complementar de delação, como se vê abaixo.

Barusco confessa: construiu “provas” contra Lula junto com os procuradores
As evidências de que Pedro Barusco atendeu aos mandos dos procuradores da Lava Jato e, junto com eles, escreveu nova versão de sua delação premiada, dessa vez incluindo o PT, veio depois, quando, em 2019, o executivo admitiu, em juízo, o modus operandi à margem da lei arquitetado por Dallagnol e seu colega.
Para condenar Lula por corrupção passiva pelo recebimento de vantagem indevida da Odebrecht, no caso Atibaia, a juíza Gabriela Hardt, que substituiu Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, utilizou uma seleção de delações premiadas.
Uma delas, feita pelo ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, indica que “provas” apresentadas à 13º Vara Federal para “corroborar” as falas de delatores foram fabricadas ainda durante a fase de negociação com os procuradores de Curitiba.
O caso de Barusco está registrado a partir da página 133 da sentença assinada por Hardt em fevereiro de 2019.
O delator afirma no depoimento que produziu, “no período da minha colaboração”, uma planilha que contém, “de memória”, alguns contratos da Petrobras com a Odebrecht e os valores de propina que ele acredita que foram negociados entre a diretoria da estatal e a empreiteira.
No acordo, ele confirmou a tese desenhada na Lava Jato: metade da propina paga por empreiteiras à Diretoria de Serviços ficava com a “casa” (ou seja, com diretores da Petrobras, que recebiam em contas no exterior) e a outra metade teria sido destinada ao PT.
Durante o julgamento da ação penal envolvendo o sítio de Atibaia, o Ministério Público Federal perguntou a Barusco se ele se recordava da tabela que continha contratos de consórcios integrados pela Odebrecht, anexada aos autos como prova de sua delação.
“Sim”, respondeu Barusco, “essa planilha foi feita durante, no período da minha colaboração. Acho que foi novembro ou dezembro de 2014”.
“E a gente tem que ver como é que eu fiz essa planilha. Eu peguei todos os documentos de contratação desses pacotes da refinaria e fui pela memória lembrando quais os que tinham havido combinação de propina ou não e fui montando a planilha”, afirmou.
A juíza Hardt classificou a planilha de Barusco como “prova complementar produzida a respeito do pagamento de propina.”
Pelos trechos destacados pela magistrada, o depoimento de Barusco, ainda que validado por uma planilha, só confirma o recebimento de propina por parte do delator. Não há ligação direta com Lula ou explicação, na fala dele, sobre como o PT recebia uma parte. Foi tudo que Barusco conseguiu fazer pelos procuradores.
Para o advogado Marco Aurélio de Carvalho, especialista em Direito Público e coordenador do Grupo Prerrogativas, a forma como agiram os procuradores da Lava Jato, manipulando e até redigindo por seu gosto político uma delação premiada que deveria ser espontânea e de autoria exclusiva e voluntária do delator, não deixa margem para dúvidas quanto à ilegalidade que caracterizou a condução dos trabalhos da extinta força-tarefa:
“Esses diálogos dos procuradores são absolutamente constrangedores e criminosos. As delações devem ser espontâneas e voluntárias, e não objeto de qualquer tipo de ação proativa por parte do Ministério Público para comprovar qualquer que seja sua narrativa”, explica o jurista.
“Esses diálogos, que comprovam uma ação completamente à margem da lei por parte do MPF-PR, reforçam a necessidade e a urgência de uma reformulação no Conselho Nacional do Ministério Público, que está atualmente sendo debatida no Congresso Nacional. O Ministério Público e a sociedade precisam enfrentam a vulgarização do instituto da delação premiada”.
Fonte DCM/Publicado por Vinicius Segalla
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