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sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Financial Times prevê derrota de Bolsonaro para Lula em 2022 "por ampla margem”

 



O jornal britânico Financial Times, um dos principais jornais de economia do mundo, aposta na derrota de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de outubro no Brasil.

O jornal prevê que, “apesar das bravatas”, Bolsonaro “terá um fim bem mais prosaico”. Inflação alta e economia estagnada devem ampliar a vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “favorito para vencer por ampla margem”.

O periódico ainda faz previsões para o governo estadunidense. Os analistas apostam que o democrata Joe Biden perderá o controle da Câmara dos Representantes e o Senado no pleito legislativo de novembro nos EUA, a chamada “eleição de meio de mandato”, informa O Antagonista.

Na Europa, o jornal britânico acredita que os votos da direita na eleição presidencial francesa serão divididos entre Éric Zemmour e Marine Le Pen, o que facilitará a tentativa de reeleição de Emmanuel Macron.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

PIB desmorona e política de Guedes ficará em 'sinuca de bico' após epidemia, prevê economista




Com queda do PIB em função do coronavírus, governo ficará dividido entre "necessidade" de "expansão de gastos" e liberalismo de Paulo Guedes, disse à Sputnik Brasil a economista Esther Dweck.

Estimativa do governo anunciada nesta semana aponta uma queda histórica do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,7% em 2020. A projeção anterior, de março, era de alta de 0,02%.
Além disso, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma prévia do PIB, registrou uma queda de 5,9% em março em comparação com o mês anterior.
Para Dweck, professora do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE-UFRJ), a estratégia para mitigar os efeitos da crise do coronavírus passa por políticas de transferência de renda para a população e de crédito para empresas, assim como ajuda para estados e municípios.
Medidas que, se fossem propostas antes da epidemia para a equipe ultraliberal do ministro da Economia, Paulo Guedes, seriam rapidamente rechaçadas.
"O governo vai estar numa sinuca de bico. Por um lado, vai perceber a necessidade de fazer algum tipo de medida de retomada da economia, o que significaria a expansão dos gastos. Por outro, existe a pauta pela qual o governo foi eleito, bastante liberal. E o governo depende do Guedes para se sustentar, porque ele é parte do apoio que o governo tem para aplicar reformas [como da Previdência, por exemplo]", afirmou a especialista.

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Caminho do ajuste fiscal

Ao chegar à encruzilhada, Dweck aposta qual caminho o executivo irá escolher.
"Umas das coisas mais graves anunciadas pelo Guedes é que para sair da crise vamos precisar de mais reformas, reformas que na verdade destroem todos os instrumentos que temos de desenvolvimento", disse a coordenadora do Grupo de Economia do Setor Público do IE-UFRJ.
Além disso, ela lamenta que a equipe econômica do governo tenha se comprometido com a "retomada, a partir do ano que vem, da Emenda Constitucional nº 95", que estabeleceu um teto de gastos públicos durante 20 anos.
O limite imposto pela lei, que segundo críticos praticamente congelou o investimento público em áreas como saúde e educação, está sendo inevitavelmente furado pela situação de calamidade gerada pela pandemia.
De acordo com Dweck, esse caminho "vai trazer uma crise econômica forte" e a perda de "apoio" ao governo, o que pode levar Guedes a deixar seu cargo, seja por "conta própria" ou porque a situação ficou "insustentável".
A especialista, que discorda "totalmente da ideia de que a economia brasileira estava decolando" antes da crise do coronavírus, devido à estagnação do "PIB per capita" e por apostar numa "ideia errônea" de que o ajuste fiscal traria por si só um boom de investimento, coordenou estudo com três cenários pós-epidemia.

Três cenários após a pandemia

No mais otimista, o relatório prevê queda pouco maior de 3%, no intermediário e no pessimista, para ela os mais prováveis, as projeções são de queda de 6% e 11%, respectivamente.
"Os três panoramas envolvem tanto fatores domésticos quanto externos. Em parte, o próprio governo vai determinar o tamanho dessa queda. Nos fatores domésticos, por um lado, o que mais conta é ter um isolamento social bastante eficaz, o que reduziria o tempo de isolamento, o que não é o que esta acontecendo hoje. Por outro, são as politicas de mitigação dos efeitos econômicos por meio da transferência de renda para a população e garantias de créditos para as empresas, além da transferência de recursos para estados e municípios", disse. 
Já o economista Milton Pignatari, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, acredita que a economia brasileira "estava em um processo de tentativa de recuperação", que embora fosse lento, era "sólido".

© FOLHAPRESS / FUTURA PRESS
Centro histórico de São Luís, no Maranhão, vazio devido ao lockdown decretado em função do coronavírus
Porém, a crise do coronavírus provocou uma "desestruturação", que fez a "retomada" ir por "água abaixo". Segundo ele, a situação "revela que nossa economia ainda é uma economia frágil".

Guedes 'mantido' e 'forte'

Pignatari julga que "é muito difícil saber o que vai acontecer, o caminho da economia está incerto", mas certamente "a expectativa de retomada vai ser prejudicada pelo endividamento da economia, pois as empresas vão se endividar mesmo com todos os benefícios que o governo deu”.
O professor avalia que o "grande problema" para a economia "é o prolongamento do isolamento", e o futuro "depende de até quando isso vai existir". Segundo ele, governadores e prefeitos estão fazendo uso "político" da situação.
Pignatari considera que a saída de Guedes do governo neste momento seria uma "tragédia" e, mesmo com a crise, ele está "mantido", é hoje o ministro "mais forte" e sua política vai persistir após a pandemia, embora seu "liberalismo" vai "depender" das negociações das reformas com o Congresso.
"A gente estava sentindo uma recuperação, percebendo que alguma coisa que estava sendo feita e essas politicas estavam dando resultado, mesmo que pequeno. Se a gente imaginar que a gente vem de uma recessão de vários anos, e começa uma recuperação, isso é um sinal de alento, é uma coisa que realmente faria uma diferença muito grande", disse à Sputnik Brasil.
As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Governo do Ceará prevê cenário com mais de 250 mortes por dia no estado em maio



Relatório da Secretaria de Saúde do Ceará projeta que o número de mortos pela COVID-19 a partir de 5 de maio pode passar de 250 por dia no estado.
O fator que deixaria a situação insustentável é a lotação dos leitos de UTI no estado. A secretária-adjunta de Vigilância e Regulação do órgão, Magda Almeida, alerta que o estado atingiu 100% de ocupação de leitos para pacientes infectados com o novo coronavírus.  
Já haveria fila de espera de 48 pessoas para UTIs. Na quarta-feira (15), 169 pacientes estavam internados em unidades de tratamento intensivo, sendo 113 em Fortaleza. 
"Nesse momento, apesar de não estarmos no pico esperado da epidemia, estamos com leitos de UTI em ocupação máxima", disse Magda em entrevista para o portal G1. 

Faltam respiradores no estado

O Ceará é o terceiro estado brasileiro mais afetado pela epidemia do vírus, com 2.386 casos confirmados e 124 mortes.  
De acordo com a projeção da Secretaria de Saúde, em 23 de abril o número de infectados chegará a 3.734 pessoas. 
Um dos problemas enfrentados pelo sistema de saúde do Ceará é a falta de respiradores. Recentemente, o governador Camilo Santana (PT) anunciou a compra de 700 ventiladores da China, mas as negociações para a entrega ainda estão em andamento. 
Segundo balanço do Ministério da Saúde de quarta-feira sobre a COVID-19, o país soma 1.736 mortes e 28.320 casos confirmados da doença.

terça-feira, 31 de março de 2020

Goldman Sachs prevê queda catastrófica do PIB dos Estados Unidos: - 34% e desemprego em 15%



O maior banco de investimentos dos Estados Unidos, a Goldman Sachs, acaba de divulgar sua projeção, que aponta queda de mais de um terço do PIB da maior economia do mundo


"O banco Goldman Sachs Group Inc. espera que a economia dos EUA sofra uma queda muito mais profunda do que o anteriormente previsto, uma vez que a pandemia de coronavírus massacra os negócios, causando uma onda de desemprego em massa. A maior economia do mundo encolherá 34% anualizado no segundo trimestre, em comparação com uma estimativa anterior de 24%, escreveram economistas liderados por Jan Hatzius em um relatório. O desemprego subirá para 15% até o meio do ano, acima da previsão anterior de 9%, eles escreveram", aponta reportagem da Bloomberg.
"Os economistas, no entanto, agora esperam uma recuperação mais forte no terceiro trimestre, com o produto interno bruto expandindo 19%. 'Nossas estimativas sugerem que um pouco mais da metade do declínio da produção no curto prazo é compensado até o final do ano', escreveram eles. Embora exista um risco de conseqüências a longo prazo sobre a receita e os gastos, a ação agressiva do Federal Reserve e do governo deve ajudar a conter isso. As novas previsões vêm dias depois que o presidente Donald Trump estendeu as diretrizes de 'distanciamento social' dos EUA para conter o vírus até abril, abandonando um plano para um fim anterior", aponta ainda a agência de notícias.

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