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domingo, 10 de abril de 2022

Meteoro cruza o céu e luz impressiona moradores de Goiás (vídeo)


 


Por Almiro Marcos, Metrópoles - A passagem de um objeto luminoso, possivelmente um meteoro, impressionou moradores de cidades de Goiás na noite de sábado (9/4). A luz forte que cruzou o céu foi avistada em vários pontos do estado próximos à capital.

Registros e relatos foram feitos em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Hidrolândia, Teresópolis de Goiás e Anápolis. Nesta última cidade, inclusive, moradores disseram ter ouvido um estrondo que chegou a fazer o chão tremer.

O fenônemo foi registrado em vídeos.

Leia a íntegra no Metrópoles.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Bilhões de vermes misteriosos insuscetíveis à luz ultravioleta emergem em geleiras nos EUA (FOTO)

 


No estado norte-americano de Washington, bilhões de misteriosos vermes do gelo emergiram dos glaciares da Cordilheira das Cascatas.

Nos meses de verão no Hemisfério Norte, os vermes sem olhos Mesenchytraeus solifugus saem em massa para a superfície.

"São tantos", disse o biólogo e pesquisador de vermes do gelo Scott Hotaling, da Universidade Estadual de Washington. Estima-se que cerca de 5 bilhões de vermes podem viver em uma única geleira.

"De onde estamos agora, posso ver cinco, seis, dez geleiras", notou ele. "E se cada uma hospedar essa densidade de vermes do gelo? Isso é apenas uma enorme quantidade de biomassa em um lugar que geralmente é pobre em biomassa", explicou.

Segundo Hotaling, durante muito tempo os biólogos tinham considerado as geleiras de elevadas altitudes como sendo basicamente lugares estéreis e sem vida. No entanto, os vermes do gelo mostram que este ambiente frágil, onde as geleiras são vulneráveis às alterações climáticas e estão recuando, é potencialmente muito mais complexo, escreve portal Oregon Public Broadcasting.

Cientistas desconhecem por enquanto para que estes vermes, de aproximadamente 2,5 de comprimento, emergem em massa durante os meses de verão do gelo e como conseguem sobreviver ao frio durante o inverno.

Estes são apenas alguns de muitos mistérios sobre esses vermes, que têm sido muito pouco estudados apesar de serem as criaturas mais abundantes a viverem na neve e no gelo.

Testes revelaram que os vermes são resistentes à luz ultravioleta. Muitos pontos permanecem ainda sem resposta.

"Há mais mistérios do que questões resolvidas sobre estes vermes do gelo", concluiu Hotaling.

Mesenchytraeus solifugus é a única espécie de vermes anelídeos conhecida que consegue sobreviver em ambientes de temperaturas negativas.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Descoberta recente de partícula de luz com brilho sem precedentes pode reescrever leis da física

 


Uma instalação de pesquisa de raios cósmicos no planalto tibetano detectou a partícula mais brilhante de um tipo de luz tão forte que nenhuma lei da física pode a explicar.

A partícula de luz, ou fóton, transportava uma quantidade de energia sem precedentes: 1,4 peta-elétron-volt (PeV). Essa quantidade é 700 trilhões vezes mais forte do que a que pode ser vista pelo olho humano, segundo o estudo publicado na revista Nature.

O fóton foi emitido por uma partícula ainda mais forte, possuindo dez vezes mais energia, da constelação de Cisne, na Via Láctea, a uma distância de cerca de 1.470 anos-luz da Terra.

Partículas de raios cósmicos de 1 PeV ou mais são chamadas de partículas Oh-My-God (Oh Meu Deus, na tradução) não apenas porque levam uma quantidade enorme da energia, mas também, de acordo com a teoria dos físicos, porque não existem.

Durante os experimentos, em menos de um ano, foi descoberta uma dezena de aceleradores de raios cósmicos, chamados PeVatrons, que estavam constantemente jogando fora estas partículas, explicou Cao Zhen, pesquisador principal do estudo.

Os PeVatrons são os maiores aceleradores de partículas do Universo e o novo estudo revela que "estão em toda a parte da nossa galáxia", disse o cientista chinês.

Há mais de um século, os cientistas descobriram que nosso planeta foi constantemente atingido por partículas de alta energia que mais tarde foram apelidas de raios cósmicos. Esses raios carregaram uma porção significativa da energia que permeia o Universo, e estavam ligados a muitas questões científicas fundamentais, inclusive ao surgimento da vida.

No entanto, não se sabe de onde os raios cósmicos vêm. Os astrônomos propuseram muitas teorias para explicar sua origem, por exemplo, uma explosão de supernova, mas as evidências das observações astronômicas foram muito fracas.

Os cálculos baseados na teoria de Albert Einstein e o conhecimento atual do Universo sugerem que a energia de partícula de raios cósmicos não pode superar 1 PeV, e sendo assim, a partícula Oh-My-God não poderia existir. O experimento chinês, que descobriu mais de uma dúzia de fótons, ajudaria então a dissipar o ceticismo sobre a existência de tais partículas.


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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Luz de foguete chinês foi visto em vários pontos do Nordeste

 


A passagem do foguete pôde ser vista em cidades da Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte. Astrônomo explica que imagem brilhante é uma ejeção de gases em combustão.

Nesta segunda (23), uma luz estranha em formato triangular foi vista no céu do Nordeste.

Internautas acham que trata-se de um OVNI (objeto voador não identificado), supondo que trata-se de um disco voador com extraterrestres.





Conforme o New York Times, a missão é a última etapa do programa espacial que a China espera culminar com uma estação de pesquisa lunar internacional e, finalmente, uma colônia humana na Lua por volta de 2030.


O astrônomo Dennis Weaver explica que a "nuvem" brilhante que apareceu no céu "é a ejeção dos gases de queima que dão o empuxo para o foguete sair da Terra com missão para a Lua".

A confirmação de que se trata de uma aeronave chinesa, segundo o astrônomo, é possível com cruzamento de informações com a rota do foguete.

Confira o registra de outras pessoas que fotografaram a passagem do foguete:




Veja abaixo:




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Populares registraram a passagem de um foguete chinês na noite desta segunda-feira (23) sobre o céu de Espanta Gado, e em vários municípios do interior da Bahia, do Ceará e outros lugares do Nordeste. A espaçonave foi lançada pela China na superfície lunar com o objetivo de ser a primeira nação a trazer de volta rochas lunares e amostras de solo em mais de quatro décadas, segundo o The New York Times.

A passagem do foguete pôde ser vista em vários municípios do Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e Bahia. Em imagens obtidas pelo G1, é possível ver, mesmo que de longe, a espaçonave em movimento.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Galáxia datada do início do universo joga luz sobre nova teoria



A galáxia Disco Wolf surgiu 'apenas' 1,5 bilhão de anos depois do Big Bang e reforça um novo modelo de formação de galáxias de disco 'frias'

Que melhor forma de estudar como se forma uma galáxia do que ver uma em formação? Astrônomos do Instituto Max Planck, usando dados do observatório Alma, descobriram uma enorme galáxia em formato de disco de quando o universo tinha apenas 10% da sua idade atual.

A galáxia DLA0817g (apelidada de Disco Wolfe, em referência ao astrônomo Arthur Wolfe, que foi orientador dos pesquisadores) possui uma massa 70 bilhões de vezes a do Sol e está localizada a 12,5 bilhões de anos-luz de distância.
Existem, atualmente, dois modelos para a formação de galáxias. Um é o tradicional "modo quente", em que o gás superaquecido precisa esfriar por um longo tempo para formar um disco galáctico (entre quatro e seis bilhões de anos). A proposta mais recende é de "acréscimo no modo frio", que leva a matéria escura em consideração.
Nesse modelo, a "espinha dorsal" da estrutura cósmica é uma rede cósmica de matéria escura, que não interage com a luz, mas interage gravitacionalmente com a matéria normal (ajudando, inclusive, a manter as galáxias unidas). Onde há um pouco mais de matéria escura, a atração gravitacional é um pouco mais forte.



Galáxia em disco espiral NGC 972. Imagem: ESA/Hubble, NASA, L. Ho
As galáxias se formam dentro dos "nós" da rede de matéria escura têm uma densidade marcadamente mais alta. Mas para que se formem estrelas luminosas (e assim visíveis a grandes distâncias), são necessárias certas condições. As estrelas se formam quando regiões menores dentro de uma nuvem de gás molecular colapsam e esquentam. Mas, para que isso aconteça, e para que o gás forme moléculas, ele precisa ser muito frio (apenas dez graus Celsius acima do zero absoluto, ou - 263,15°C).
A nossa própria Via Láctea possui um enorme disco de gás frio, no qual novas estrelas estão se formando – mas seu tamanho representa um desafio. Um modo importante de crescimento de galáxias são colisões e fusões com galáxias menores. "A maioria das galáxias que encontramos no início do universo se parece com uma batida trem porque foram submetidas a uma fusão consistente e violenta", explica Marcel Neeleman, astrônomo que liderou o estudo.

"Essas fusões a quente dificultam a formação de discos rotativos a frio bem ordenados, como observamos em nosso universo atual", afirma Neeleman. Como o gás dessas galáxias é sempre aquecido na colisão, são necessários alguns bilhões de anos de resfriamento antes que um disco ordenado possa se formar.
Mas simulações modernas de formação de estruturas galácticas feitas em supercomputadores (baseadas nas leis físicas conhecidas) já indicaram que o gás já frio, fluindo através de filamentos da rede de matéria escura, e assim evitando as colisões, permite a formação de galáxias massivas em tempos muito mais curtos do que no cenário de colisão. Só faltava encontrar um exemplo disso.
Usando o Alma, os astrônomos observaram a luz de um quasar passando através de uma região rica em hidrogênio. E havia algo mais: a luminosidade de um lado se apresentou como compactada, ou com desvio para o azul (isso acontece quando algo está se movendo em nossa direção), enquanto a luz do outro lado estava esticada, ou com desvio para o vermelho (ou seja, se afastando-se de nós). Para os pesquisadores estava claro: um disco giratório de 12,5 bilhões de anos.

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Disco Wolfe como visto pelo Alma e pelo Hubble. Imagens: ESO/NAOJ/NRAO e NASA/ESA
Usando esse método, uma galáxia só será detectável pela absorção da luz se houver um alinhamento casual entre a Terra, a galáxia e o quasar. "O fato de termos encontrado o Wolfe Disk usando essa metodologia nos diz que ele pertence à uma população normal de galáxias presentes nos primeiros tempos", disse Neeleman.
"Quando calculamos que ela está girando, percebemos que as galáxias com um disco rotativo não são tão raras no universo inicial quanto pensávamos, e que dever haver muito mais por aí", completa o astrônomo.

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