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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Militar mata esposa e joga corpo em rodovia de Mato Grosso do Sul

 



Metrópoles - O sargento da Aeronáutica Tamerson Ribeiro Lima de Souza foi preso na tarde desta segunda-feira (7/2) suspeito de matar e abandonar o corpo da esposa na BR-060, rodovia de Mato Grosso do Sul. A vítima, Natalin Nara Garcia de Freitas Maia, estava tinha uma lesão no braço e o pescoço estava quebrado. O corpo foi encontrado no domingo (6/2), por um funcionário de uma fazenda.

Segundo a polícia, ela foi encontrada sem nenhuma identificação, e teria sido assassinada na sexta-feira (4/2). O homem foi preso em flagrante pela Polícia Civil e encaminhado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande. A filha do casal, que estava com o homem, foi entregue à família materna. Leia a íntegra no Metrópoles.


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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Carol Portaluppi joga bola em dia de praia com amigos

Filha de Renato Gaúcho foi clicada durante passeio em Ipanema, no Rio de Janeiro, sem fazer o uso de máscara



 Carol Portaluppi aproveitou o tempo bom no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (21) para curtir um dia de praia com os amigos. A filha do técnico Renato Gaúcho foi clicada chegando em Ipanema de shortinho, regata e bola de futebol na mão e depois foi dispensando as peças de roupa para jogar e também renovar o bronzeado. Em nenhum momento Carol foi vista usando máscara de proteção.




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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Galáxia datada do início do universo joga luz sobre nova teoria



A galáxia Disco Wolf surgiu 'apenas' 1,5 bilhão de anos depois do Big Bang e reforça um novo modelo de formação de galáxias de disco 'frias'

Que melhor forma de estudar como se forma uma galáxia do que ver uma em formação? Astrônomos do Instituto Max Planck, usando dados do observatório Alma, descobriram uma enorme galáxia em formato de disco de quando o universo tinha apenas 10% da sua idade atual.

A galáxia DLA0817g (apelidada de Disco Wolfe, em referência ao astrônomo Arthur Wolfe, que foi orientador dos pesquisadores) possui uma massa 70 bilhões de vezes a do Sol e está localizada a 12,5 bilhões de anos-luz de distância.
Existem, atualmente, dois modelos para a formação de galáxias. Um é o tradicional "modo quente", em que o gás superaquecido precisa esfriar por um longo tempo para formar um disco galáctico (entre quatro e seis bilhões de anos). A proposta mais recende é de "acréscimo no modo frio", que leva a matéria escura em consideração.
Nesse modelo, a "espinha dorsal" da estrutura cósmica é uma rede cósmica de matéria escura, que não interage com a luz, mas interage gravitacionalmente com a matéria normal (ajudando, inclusive, a manter as galáxias unidas). Onde há um pouco mais de matéria escura, a atração gravitacional é um pouco mais forte.



Galáxia em disco espiral NGC 972. Imagem: ESA/Hubble, NASA, L. Ho
As galáxias se formam dentro dos "nós" da rede de matéria escura têm uma densidade marcadamente mais alta. Mas para que se formem estrelas luminosas (e assim visíveis a grandes distâncias), são necessárias certas condições. As estrelas se formam quando regiões menores dentro de uma nuvem de gás molecular colapsam e esquentam. Mas, para que isso aconteça, e para que o gás forme moléculas, ele precisa ser muito frio (apenas dez graus Celsius acima do zero absoluto, ou - 263,15°C).
A nossa própria Via Láctea possui um enorme disco de gás frio, no qual novas estrelas estão se formando – mas seu tamanho representa um desafio. Um modo importante de crescimento de galáxias são colisões e fusões com galáxias menores. "A maioria das galáxias que encontramos no início do universo se parece com uma batida trem porque foram submetidas a uma fusão consistente e violenta", explica Marcel Neeleman, astrônomo que liderou o estudo.

"Essas fusões a quente dificultam a formação de discos rotativos a frio bem ordenados, como observamos em nosso universo atual", afirma Neeleman. Como o gás dessas galáxias é sempre aquecido na colisão, são necessários alguns bilhões de anos de resfriamento antes que um disco ordenado possa se formar.
Mas simulações modernas de formação de estruturas galácticas feitas em supercomputadores (baseadas nas leis físicas conhecidas) já indicaram que o gás já frio, fluindo através de filamentos da rede de matéria escura, e assim evitando as colisões, permite a formação de galáxias massivas em tempos muito mais curtos do que no cenário de colisão. Só faltava encontrar um exemplo disso.
Usando o Alma, os astrônomos observaram a luz de um quasar passando através de uma região rica em hidrogênio. E havia algo mais: a luminosidade de um lado se apresentou como compactada, ou com desvio para o azul (isso acontece quando algo está se movendo em nossa direção), enquanto a luz do outro lado estava esticada, ou com desvio para o vermelho (ou seja, se afastando-se de nós). Para os pesquisadores estava claro: um disco giratório de 12,5 bilhões de anos.

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Disco Wolfe como visto pelo Alma e pelo Hubble. Imagens: ESO/NAOJ/NRAO e NASA/ESA
Usando esse método, uma galáxia só será detectável pela absorção da luz se houver um alinhamento casual entre a Terra, a galáxia e o quasar. "O fato de termos encontrado o Wolfe Disk usando essa metodologia nos diz que ele pertence à uma população normal de galáxias presentes nos primeiros tempos", disse Neeleman.
"Quando calculamos que ela está girando, percebemos que as galáxias com um disco rotativo não são tão raras no universo inicial quanto pensávamos, e que dever haver muito mais por aí", completa o astrônomo.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Bolsonaro joga para a própria plateia e perde apoio em todos os campos

Bolsonaro participa de ato por intervenção militar


"Investido da certeza de que levaria as fileiras a segui-lo em sua aventura autoritária, desta vez Bolsonaro levou um toco e novamente assumiu o papel de 'lançadeira', voltando atrás em tudo o que tinha ameaçado. Não convenceu. O que consegue é desnortear a verdadeira pauta do momento, o combate ao Covid-19", diz Denise Assis, do Jornalistas pela Democracia


Por Denise Assis, do Jornalistas pela Democracia
Em um dos primeiros textos que escrevi para o 247, comparei as oscilações e atitudes de Bolsonaro à pecinha da máquina de costura chamada “lançadeira”, cuja função é ir e voltar levando a linha que amarra os tecidos. Uma descrição simplória, para um personagem idem. Não há como falar em sofisticação quando se trata de Jair. Até mesmo o sociólogo português, Boaventura de Sousa Santos, reconhecido mundialmente, reduziu o discurso para melhor definir o que se passa no Brasil, em plena era da Covid-19: “o Brasil é um caso especial. Porque o Brasil não tem um problema de Saúde Pública, tem dois. A pandemia e o presidente.” Uma fala direta, para resumir o cenário a que estamos expostos.
O Bolsonaro que subiu numa caminhonete e foi até a porta do QG do Exército em Brasília, no domingo (19/04) – dando as costas ao bom senso e às regras de saúde – dando apoio a um movimento golpista, sabia bem o que estava fazendo, para quem estava falando e o que estava dizendo. A esta altura, é forçoso voltar ao discurso do dia 21 de outubro de 2018 (entre o primeiro e o segundo turno da eleição que o levou ao cargo), como já considerei também em um dos meus artigos, o seu verdadeiro discurso de posse. 
Ali está a bula que norteia o seu governo. A frase dita no domingo passado está lá, literal, para quem quiser reprisá-lo: “Vocês estão aqui porque acredito em vocês. Vocês estão aqui porque acreditam no Brasil”. E quem quiser entender os seus passos e suas mesuras, tem de levar aquele discurso em conta. Aterrador, sim, mas ali está contida a sua verdadeira essência e as promessas feitas ao eleitorado. 
Bolsonaro fala para a parcela de 30% de fanáticos que o seguem (elegeu os canais popularescos para as suas aparições de TV, com largo alcance entre os ainda sem-internet) e naquele dia, o 21 de outubro, discursou também aos outros 27 %, capturados pela cartilha da Lava-Jato, antes dos vazamentos de Glenn Greenwald e da estagnação econômica, que o golpe e o seu governo provocaram e ele não resolveu. 
“Nós somos o Brasil de verdade. Junto com este povo brasileiro construiremos uma nova nação (...). Nós acreditamos no futuro do nosso Brasil e juntos, em equipe, construiremos o futuro que nós merecemos” (21/10/2018). Jair falou e continua falando para aquela gente. A sua gente. Pessoas a quem ele fez acreditar que após a sua chegada à cadeira presidencial, tudo poderia. Bastaria mandar um cabo e um soldado. “Nós não queremos negociar nada”, disse, no domingo. Traduzindo: estamos dispostos a tudo e não dependemos de ninguém porque o poder somos nós. Ou voltando à fala na Paulista: “construiremos o futuro que nós merecemos”. 
Uma de suas principais provocações aos seguidores é fazê-los acreditar que estão lhes tirando o único direito de participar da vida política do Brasil: o direito de escolher e ter o seu representante. Ao se colocar como o alvo de uma trama para derrubá-lo, Bolsonaro faz crer à sua gente, que estão tentando tirar deles o poder de escolha. O livre arbítrio. Ao tentarem “derrubá-lo” ou “manietá-lo” é a eles que o STF e a Câmara estão imobilizando. Este é o significado do seu discurso. Por isto produz tamanha revolta.
Quando se depara com os freios e contrapesos dos demais poderes que compõem a democracia e das regras impostas ao presidente pela Constituição, Jair age como menino contrariado no shopping. Senta-se no chão para demonstrar o tamanho da frustração e da ira que o acometem. Sabe que prometeu (em 21 de outubro) o que não consegue entregar, esbarrando nos limites da institucionalidade. Neste ponto, retorna ao Vale do Ribeira, onde via os filhos de Rubens Paiva tomar banho de piscina e andar a cavalo, recreações impossíveis para a sua infância pobre retratadas por 01 na biografia que fez do pai. Faz o ressentido.
Para acalmá-lo e permitir que a máquina não pare a cada solavanco provocado por suas estripulias autoritárias – autoritárias, sim. Não adianta aumentar o tom, quando perde em argumentos – os militares da reserva que o cercam e de fato dirigem o país, o engambelaram (tal como se faz com os meninos), mostrando que o poder ele já conquistou e tem a Constituição nas mãos. 
Foi o bastante para sair repetindo: “Eu sou a Constituição”, numa tradução livre da frase de Luiz XIV: L’État c’est moi”. Maior atestado de autoritarismo, só na corte do rei em questão. Outra do mais puro pendor ditatorial: “Todos no Brasil têm que entender que estão submissos à vontade do povo brasileiro”. Ora, se ele se traduz como “o povo”, estão todos submissos à sua vontade. Elementar, meu caro...
Para se justificar diante do seu público, e não parecer “fraco” – imbuído dos princípios machistas que o norteiam – Jair assume o papel de vítima, elege um inimigo e o “atiça” através das fileiras de “robôs” que os filhos manejam com maestria. E, no domingo, os inimigos eram os já eleitos na manifestação anterior, convocada por ele, a do dia 15 de março: o STF e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. 
Formada a tempestade perfeita Jair costuma desviar a atenção da mídia, conflita os poderes e distrai o país, enquanto não governa, não decide. Ele é o tipo que não sabe e tem preguiça de aprender sobre como funciona o boeing que pilota. 
Rodrigo Maia não só sabe, como tem domínio da pauta e respeito do plenário, o que lhe dá poderes para barrar as excentricidades vindas das medidas provisórias presidenciais, muitas delas inconstitucionais, como foi o caso do “Decreto das Armas”, repleto de “pontos de inconstitucionalidades”, como apontou, na ocasião. Porém, se esquiva dos ditames da Constituição, onde consta ser ele o síndico a assumir o país em caso de impedimento da chapa Bolsonaro/Mourão. Sonha com a cadeira, mas não em tempos de pandemia, e com prazo para apenas organizar novas eleições.
No STF os ataques de Jair são rechaçados por parte dos ministros, enquanto o presidente Dias Toffoli sempre tenta contemporizar. (A ponto de impedir a sua queda). Desta feita, porém, foi instado não só a reagir, como a agir, indo ter conversa com o ministro da Defesa e seu “ex-comandado”, Fernando Azevedo da Silva. Foi a primeira vez que o ministro expôs, em nome das Forças Armadas, qual é a posição dos militares diante dos arroubos de Bolsonaro. Ao lado da Constituição. 
Investido, porém, da certeza de que levaria as fileiras a segui-lo em sua aventura autoritária, desta vez Bolsonaro levou um toco e novamente assumiu o papel de “lançadeira”, voltando atrás em tudo o que tinha ameaçado. (Não convenceu. Não convence e não mete medo). O que consegue é desnortear a verdadeira pauta do momento, o combate ao Covid-19.
Isolado, resta-lhe o pupilo e procurador-geral da República, Augusto Aras, que levado por todas as forças da sociedade contrárias às atitudes de Jair, abriu inquérito para apurar a organização de “atos contra a democracia”, dadas as movimentações ocorridas em várias cidades, todas exibindo faixas e cartazes confeccionados com esmero, e da mesma “grife”. Aras excluiu o presidente das investigações, sob o frágil argumento de que pretende “investigar a ação dos organizadores”. Tivesse relido o discurso da Paulista do dia 21 de outubro e poderia economizar tempo e dinheiro. Na dúvida, era só verificar o vídeo do pronunciamento presidencial na base aérea de Roraima, antes do embarque para os EUA, quando convocou a população para o ato do dia 15: "quem tem medo de movimento de rua não serve para ser político". Alguém poderia complementar a sua frase, dizendo: E quem tem medo de fazer política, não serve para governar.

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