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domingo, 3 de outubro de 2021

Bolha do mercado de capitais dos EUA é maior que a de 1929, diz famoso investidor do Reino Unido

 


Jeremy Grantham, investidor britânico, afirmou que a atual subida do mercado acionário norte-americano é comparável com as bolhas de capitais de 1929 e 2000, que estouraram nesses anos.

As ações financeiras dos EUA se encontram em uma bolha maior que a que estourou a Grande Depressão econômica de 1929, de acordo com Jeremy Grantham, famoso investidor do Reino Unido, citado na terça-feira (28) pela emissora CNBC.

Ele disse que acabar com a bolha na bolsa de valores seria "como matar um vampiro" e observou que o mercado está tão confiante que ignora qualquer má notícia.

"As taxas de juros começam a subir, eles encolhem os ombros. O Fed [Conselho da Reserva Federal, banco central dos EUA] começa a falar em retirar suas compras de títulos, eles encolhem os ombros", comentou Grantham.

Segundo ele, a "bolha", que também comparou com a de "dotcom" em 2000, não pode continuar indefinidamente, então ele espera grandes quedas nos mercados de ações nos próximos meses, com o S&P 500 caindo 10% ou mais. Um forte sinal da confiança excessiva e da queda iminente do mercado de capitais é a popularidade das ações meme, das empresas de aquisição de propósito especial (SPAC, na sigla em inglês) e das criptomoedas, disse.

O S&P 500, um dos índices de ações mais importantes dos EUA, subiu 16% até agora em 2021, e aumentou mais de 30% em 2020, informou na quarta-feira (29) o portal Business Insider.

domingo, 5 de abril de 2020

Jejum convocado por Bolsonaro e pastores contraria o que Cristo disse no famoso Sermão da Montanha

Edir Macedo e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/Twitter


Não há nada mais anticristão o jejum que Bolsonaro e pastores bolsonaristas convocaram para hoje.

Isso mesmo.

Ignorante, Bolsonaro desconhece a orientação que Cristo dá a seus discípulos sobre jejum, mas os pastores certamente já leram os versos 16, 17 e 18 do capítulo 6 do livro de Mateus, que faz parte do Sermão da Montanha:

Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.


Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.

Bolsonaro anunciou o jejum como medida para combater o coronavírus, depois que se encontrou com um grupo de pastores na frente do Palácio do Alvorada.

O grupo orou por ele e pediu que convocasse a nação para um jejum, pois, como chefe do Executivo, tem “autoridade”, segundo eles. Bolsonaro até gravou um recado para outros grupos evangélicos e “proclamou” este domingo como um dia nacional de jejum no Brasil.

“Sou católico e minha esposa, evangélica. É um pedido dessas pessoas. Estou pedindo um dia de jejum para quem tem fé. Então, a gente vai, brevemente, com os pastores, padres e religiosos anunciar. Pedir um dia de jejum para todo o povo brasileiro, em nome, obviamente, de que o Brasil fique livre desse mal o mais rápido possível”, disse ele.


Para quem crê, jejum e oração têm validade, é claro.

Mas, da forma como foi colocado, é uma ação política para se opor aos esforços da equipe do Ministério da Saúde, que tem se comprometido com critérios técnicos e científicos para enfrentar a pandemia.

É como deve ser em qualquer país civilizado, e esse padrão de comportamento não se choca com a fé.

O ministro Luiz Henrique Mandetta, por exemplo, é católico fervoroso, de fazer novena. E se bateu de frente com Bolsonaro por defender essa posição. Bolsonaro quer o fim do isolamento social, para que o comércio volte a funcionar.

Seguir rigorosamente orientação técnica no combate ao coronavírus é o que todos deveriam fazer, o cristão especialmente.

Usar a ciência como aliada numa ação para evitar — ou atenuar — o sofrimento do outro é a melhor forma de mostrar que não é cristão apenas da boca para fora.

Se quiser fazer jejum, que faça, mas não como um espetáculo público que faz parte de um movimento de disputa de poder.

Publicado por
 Joaquim de Carvalho

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