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terça-feira, 9 de junho de 2020

Por medo de Covid-19, coveiro e moradores se negam a enterrar idosa em Canudos, agentes funerários fazem o sepultamento



Dois agentes funerários fizeram o enterro de uma idosa de 81 anos vítima da Covid-19, na última sexta-feira (5), em um cemitério localizado no distrito de Rosário, que pertence ao município de Canudos, no norte da Bahia. A mulher morreu em Salvador e teve o corpo levado para onde morava no interior do estado. Contudo, ao chegar ao local, os agentes não encontraram pessoas que estivessem dispostas a realizar o sepultamento e decidiram realizar o enterro.

Proprietário da funerária Pax Monte Sinai, José Silva foi um dos agentes funerários responsáveis pelo enterro da idosa. Ele explica que a mulher morreu na sexta-feira e que a filha dela ficou em Salvador, já que também foi diagnosticada com Covid-19 e não pôde acompanhar o retorno do corpo para Rosário.

José Silva lembra que falou com um representante do distrito que disse que a comunidade não queria se envolver no sepultamento por medo de contaminação. “Situação muito inusitada. Tem 15 anos que eu trabalho como agente funerário. Depois de rodar 800 quilômetros, pegar corpo no Hospital Roberto Santos e não encontrar ninguém, nem para mostrar onde era o cemitério. Quando a gente chegou no cemitério, com bastante dificuldade pela estrada, apenas eu e meu companheiro de trabalho Ricardo”.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Manaus faz valas comuns em cemitério para enterrar vítimas de coronavírus (vídeo)

Cemitérios públicos de Manaus estão perto do esgotamento com a crise do coronavírus (Foto: Amazônia Real)

Os números são destacados por um agente penitenciário. "A gente saiu de uma média de por volta de 30 enterros por dia para um pico de 120. Achávamos que chegaríamos a 90 sepultamentos diários em maio, agora já há quem fale em até 150, 200 por dia", relata


Cemitérios públicos de Manaus estão perto do esgotamento com a crise do coronavírus. O pico aconteceu no domingo (19), quando 122 corpos foram enterrados na capital. Neste dia, o governo do Amazonas registrou oficialmente três mortes oficiais por covi-19 na capital. O estado tem pelo menos 2.160 confirmações e 185 óbitos. 
O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, admitiu que o município também passa por um "colapso funerário". A abertura de novas covas dá-se conforme a demanda, afirma a assessoria da prefeitura, que estima em 60% o aumento do número de enterros até o mês de abril, mas não explica qual é a base de comparação. As informações foram publicados no portal Uol.
Um agente funerário que trabalha há 30 anos no ramo disse, em reserva, que a cidade se encontra no limiar do uso de covas coletivas. Retroescavadeiras são usadas nos cemitérios no lugar da ação direta dos coveiros. Em acordo com a prefeitura, as funerárias começaram a buscar corpos de falecidos durante a noite nos hospitais e nas casas.
"A gente saiu de uma média de por volta de 30 enterros por dia para um pico de 120. Achávamos que chegaríamos a 90 sepultamentos diários em maio, agora já há quem fale em até 150, 200 por dia. A situação está muito crítica em Manaus", contou.

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