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quarta-feira, 8 de junho de 2022

Astrônomos encontram altos índices de metais em Júpiter revelando pistas sobre sua origem

 


Uma equipe internacional de astrônomos, liderada pela pesquisadora do Observatório Leiden do Instituto Holandês de Pesquisa Espacial (SRON, na sigla holandesa) Yamila Miguel, descobriu que o envelope gasoso de Júpiter não tem uma distribuição homogênea.

De acordo com a PhysOrg, um novo estudo revelou que a parte interna do gigante gasoso tem mais metais do que as partes externas, ou seja, o correspondente a 3-9% de sua massa total. Esta é uma metalicidade alta o suficiente para concluir que corpos do tamanho de um quilômetro devem ter desempenhado um papel na formação de Júpiter.
O maior planeta do Sistema Solar pôde ser melhor observado pela primeira vez em 2016, quando a missão espacial Juno da NASA chegou a Júpiter. Além da famosa Grande Mancha Vermelha, Júpiter está repleto de furacões atmosféricos, que lhe garantem um visual totalmente único.
O envelope do planeta sob a fina camada visível, no entanto, não é imediatamente aparente, mas a sonda Juno foi capaz de produzir imagens incríveis e determinar a atração gravitacional acima de diferentes locais em Júpiter, o que dá aos astrônomos informações sobre a composição de seu interior, diferente de como o vemos pela superfície.
A equipe internacional de astrônomos descobriu agora que o envelope gasoso não é tão homogêneo e tem uma maior contração de metais – elementos mais pesados que hidrogênio e hélio – em direção ao centro do planeta. Para chegar às suas conclusões, a equipe construiu uma série de modelos teóricos que aderem às restrições observacionais medidas por Juno.
Representação artística d uma galáxia com um quasar brilhante em seu centro - Sputnik Brasil, 1920, 07.06.2022
Sociedade e cotidiano
Astrônomos descobrem estrutura desconhecida em uma galáxia a 2,4 bilhões de anos-luz
A equipe estudou a distribuição de metais porque ela fornece informações sobre como Júpiter foi formado.

"Existem dois mecanismos para um gigante gasoso como Júpiter adquirir metais durante sua formação: através do acreção de pequenos seixos ou planetesimais maiores. Sabemos que quando um planeta recém-criado está grande o suficiente pode começar a empurrar seixos para fora. A riqueza de metais dentro de Júpiter que vemos agora é impossível de se alcançar antes disso. Então, podemos excluir o cenário com apenas seixos como sólidos durante a formação de Júpiter. Os planetesimais são grandes demais para serem bloqueados, então eles devem ter desempenhado algum papel."

A constatação de que a parte interna do envelope possui elementos mais pesados do que a parte externa, significa que a abundância diminui para fora com um gradiente, em vez de haver uma mistura homogênea em todo o envelope. "Antes, pensávamos que Júpiter tinha convecção, como água fervente, tornando-o completamente misturado", diz Miguel. "Mas nossa descoberta mostra que é diferente."

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Cientistas americanos encontram substância contra coronavírus em algas para sushi



 

Biólogos americanos esperam que sua descoberta ajude na criação de tratamentos antivírus com base em plantas.


Os cientistas determinaram que o sulfato de rhamnan – polissacarídeo componente das algas verdes Monostroma nitidum, utilizadas para embrulhar o sushi, pode neutralizar eficazmente o coronavírus, conforme o estudo publicado na revista Marine Drugs.
O SARS-CoV-2 invade as células devido à interação entre o domínio RBD da proteína spike e o receptor ACE2 da célula-hóspede. Além do receptor ACE2, o domínio RBD é capaz de se ligar a outros polissacarídeos na superfície da célula.
Os pesquisadores do Instituto Politécnico Rensselaer decidiram verificar se outros polissacarídeos também podem bloquear o coronavírus, por exemplo, o sulfato de rhamnan, nas algas Monostroma. Essas algas são plantadas no Leste da Ásia e na América do Sul para "embalar" o sushi durante sua preparação. Anteriormente foi determinado que os polissacarídeos das Monostroma nitidum podem ser um tratamento eficaz contra infecção do vírus da encefalite japonesa.

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SARS-CoV-2 (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 27.11.2021
Propagação e combate à COVID-19
Com nova cepa Ômicron, especialista teme que surja variante de COVID-19 tão perigosa quanto ebola


Eles avaliaram a ligação da substância com o RBD do coronavírus tanto de sua variante original de Wuhan, como da cepa Delta.

Os resultados mostraram que o sulfato de rhamnan liga eficazmente a proteína spike do SARS-CoV-2, suprimindo a capacidade do coronavírus de penetrar nas células e inibindo os processos de transcrição e transmissão.
Durante os experimentos em culturas de células, ele neutralizou com sucesso um vírus de laboratório, inclusive a variante com mutações características da cepa Delta.
Os autores acreditam que o sulfato de rhamnan, junto com heparina e possivelmente com outros polissacarídeos, pode se tornar um remédio forte contra a COVID-19.

sábado, 4 de setembro de 2021

Arqueólogos chineses encontram cerveja de 8.000 anos que é a mais antiga do mundo (FOTOS)

 


Arqueólogos descobriram um túmulo com potes pintados e jarros de cerveja que eram usados em rituais de sepultamento na área de Qiaotou, no sul da China.

Um grupo de arqueólogos encontrou uma jazida de potes para bebidas alcoólicas na área de Qiaotou, China. Lá eles também encontraram uma grande quantidade de jarros e vasos cerâmicos, que são as peças pintadas mais antigas conhecidas.

Primeiro, os arqueólogos recolheram amostras das peças cerâmicas, que continham 170 grânulos de amido. Depois eles retiraram microfósseis (amido, fitólitos, fungos) de dentro das peças e a análise comprovou a presença de um bolor que induz sacarificação e fermentação dos elementos nas paredes dos potes. Sendo assim, alguns dos jarros eram usados para produção e armazenamento de cerveja.

© FOTO / WANG ET AL.
Potes pintados de cerâmica do kurgan (monte funerário) de Qiaotou

A cerveja chinesa não se parecia com aquela que temos hoje, sendo extremamente doce, ligeiramente fermentada e bem escura, diz Jiajing Wang, arqueóloga e antropóloga. Supostamente, a cerveja era usada para rituais de sepultamento e para celebrar a morte de uma pessoa reforçando os laços sociais entre os presentes nos funerais. A bebida da China precedeu as dos registros escritos em mais de 8.000 anos.

De acordo com registros, as bebidas alcoólicas pré-históricas incluem cerveja, vinho e hidromel. A cerveja era produzida de grãos de cereais ou substâncias do tipo amido. A análise do estudo publicado na revista Plos One mostrou que bebidas de Qiaotou se pareciam mais com cerveja de arroz.

Potes pintados de cerâmica usados para servir comida e bebidas
© FOTO / WANG ET AL.
Jarros pintados de cerâmica provenientes do monte funerário de Qiaotou

Além do mais, os arqueólogos encontraram enterramentos humanos cobertos com um montículo e rodeados por uma trincheira artificial. Acredita-se que o lugar serviu de túmulo. Primeiro, a pessoa era sepultada e, depois, os outros membros da comunidade honravam a memória do falecido bebendo cerveja.

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Cientistas encontram SARS-CoV-2 em tecido cerebral de cadáveres

 


Nova pesquisa conduzida por pesquisadores de universidade alemã revela que o vírus da COVID-19 consegue acessar o sistema nervoso central dos pacientes.

Um novo estudo analisou 43 cadáveres de várias idades que tiveram COVID-19 e os cientistas detectaram o SARS-CoV-2 no tecido cerebral em 53% desses pacientes. Esse resultado foi publicado na revista científica Lancet Neurology esta semana.

"Mostramos que o vírus ganha acesso ao tronco cerebral e fomos capazes de identificar a presença de proteínas virais em estruturas como os nervos cranianos em alguns pacientes", afirma Markus Glatzel, coautor do estudo, ao portal MedPage Today.

A equipe de pesquisadores da Universidade Medical Center Hamburg-Eppendorf, Alemanha, explica que a presença de SARS-CoV-2 não foi associada a alterações patológicas graves no cérebro.

"Não vimos alterações neuropatológicas mais graves em pacientes com altas cargas virais em comparação com aqueles sem a presença de vírus, mas a reação imunológica ao vírus no cérebro, que começamos a definir neste estudo, está lá", comenta Glatzel.

"Isso nos faz pensar que a reação neuroimune pode ser um fator-chave para explicar alguns dos sintomas neurológicos vistos em pacientes com COVID-19", acrescenta o pesquisador.

A descoberta de que o novo coronavírus pode atingir o sistema nervoso central dos pacientes pode ajudar os médicos a entender as condições neurológicas que alguns pacientes com COVID-19 apresentam e talvez ajudá-los a tratar melhor a doença.

A pesquisa analisou o tecido cerebral de pessoas que morreram em hospitais, lares de idosos ou em casa com COVID-19 de 13 de março a 24 de abril de 2020. Os pacientes tinham entre 51 e 94 anos. De acordo com a equipe de cientistas, este é o estudo mais abrangente com descobertas neuropatológicos em pacientes que morreram de COVID-19.

terça-feira, 28 de julho de 2020

Após vasculhar quase 12.000 compostos, cientistas encontram 21 possíveis medicamentos para COVID-19



Um grupo de pesquisadores testou 11.987 medicamentos possíveis contra o SARS-CoV-2, encontrando um número restrito de terapias para pessoas sofrendo com os efeitos do vírus.

Uma equipe de cientistas internacional analisou uma lista de medicamentos existentes e identificou 21 potenciais tratamentos para combater a COVID-19, escreve o portal EurekAlert.
Os cientistas usaram 11.987 compostos da Biblioteca de Reformulação de Medicamentos ReFRAME da Administração de Controle de Alimentos e Drogas dos EUA (US Food and Drug Administration, FDA, na sigla em inglês) para testá-los contra o SARS-CoV-2 em uma linha de células chamada Vero, cultivada a partir do rim de um macaco-verde africano (Chlorocebus sp.). Os resultados do estudo foram publicados na revista Nature.
"Este relatório fornece à comunidade científica um arsenal maior de armas em potencial que podem ajudar a levar a pandemia global em curso ao calcanhar", garante o virologista Sumit Chanda, do Instituto Médico Sanford Burnham Prebys, na Califórnia, EUA.
"No início da pandemia da COVID-19, percebemos que a ReFRAME seria um recurso inestimável para a triagem de drogas para se reestruturar contra o novo coronavírus", contou o químico médico e coautor do estudo Arnab Chatterjee da Calibr, da divisão de descoberta de medicamentos da Scripps Research, que criou a ReFRAME.
Dos 11.987 compostos, 100 inibiram a replicação viral do SARS-CoV-2 em células Vero. Desses, 21 não devem afetar um humano, incluindo o remdesivir. 13 das 21 drogas já passaram por ensaios clínicos prévios.
Os pesquisadores consideram importante que haja um grande leque de escolhas para atacar o vírus que está assolando o mundo, mesmo que, compreensivelmente, nem todas sirvam para os pacientes.
"Embora alguns desses medicamentos estejam atualmente em testes clínicos para a COVID-19, acreditamos que é importante buscar mais candidatos a medicamentos para que tenhamos múltiplas opções terapêuticas", comenta Chanda.

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