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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Cientistas encontram SARS-CoV-2 em tecido cerebral de cadáveres

 


Nova pesquisa conduzida por pesquisadores de universidade alemã revela que o vírus da COVID-19 consegue acessar o sistema nervoso central dos pacientes.

Um novo estudo analisou 43 cadáveres de várias idades que tiveram COVID-19 e os cientistas detectaram o SARS-CoV-2 no tecido cerebral em 53% desses pacientes. Esse resultado foi publicado na revista científica Lancet Neurology esta semana.

"Mostramos que o vírus ganha acesso ao tronco cerebral e fomos capazes de identificar a presença de proteínas virais em estruturas como os nervos cranianos em alguns pacientes", afirma Markus Glatzel, coautor do estudo, ao portal MedPage Today.

A equipe de pesquisadores da Universidade Medical Center Hamburg-Eppendorf, Alemanha, explica que a presença de SARS-CoV-2 não foi associada a alterações patológicas graves no cérebro.

"Não vimos alterações neuropatológicas mais graves em pacientes com altas cargas virais em comparação com aqueles sem a presença de vírus, mas a reação imunológica ao vírus no cérebro, que começamos a definir neste estudo, está lá", comenta Glatzel.

"Isso nos faz pensar que a reação neuroimune pode ser um fator-chave para explicar alguns dos sintomas neurológicos vistos em pacientes com COVID-19", acrescenta o pesquisador.

A descoberta de que o novo coronavírus pode atingir o sistema nervoso central dos pacientes pode ajudar os médicos a entender as condições neurológicas que alguns pacientes com COVID-19 apresentam e talvez ajudá-los a tratar melhor a doença.

A pesquisa analisou o tecido cerebral de pessoas que morreram em hospitais, lares de idosos ou em casa com COVID-19 de 13 de março a 24 de abril de 2020. Os pacientes tinham entre 51 e 94 anos. De acordo com a equipe de cientistas, este é o estudo mais abrangente com descobertas neuropatológicos em pacientes que morreram de COVID-19.

sábado, 28 de março de 2020

Minas investiga excesso de cadáveres em funerária e estuda exumação para testar coronavírus


O governo de Minas Gerais investiga a entrada de 41 cadáveres em menos de 48h em uma funerária de Belo Horizonte. A polícia afirma que os laudos apontam insuficiência respiratória como causa das mortes


O governo de Minas Gerais colocou sob investigação a chegada de 41 cadáveres, em um intervalo de 48 horas, numa funerária de Belo Horizonte. 
A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que "o governo de Minas Gerais admite que corpos estão sendo enterrados no Estado sem que se saiba se a morte se deu por causa da nova doença. O diagnóstico do coronavírus depende de exames laboratoriais “realizados em vida, e não de necropsia”, afirma a secretaria de Saúde. “Após o término da contingência epidemiológica, caso a autoridade policial entenda ser necessária, a exumação do corpo a poderá ser realizada”, diz."
A matéria ainda afirma que "no dia 22 de março, a Polícia Militar mineira recebeu uma denúncia anônima, em que um morador relatava a existência de corpos acumulados em uma funerária da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ao chegar ao local, a equipe do 5º Batalhão se deparou com o gerente da funerária, que narrou que, entre os dias 20 e 22 deste mês, 73 cadáveres haviam chegado à funerária com laudos da causa da morte parecidos: pneumonia ou insuficiência respiratória."

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