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segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Filha de Guedes é diretora de offshore nas Ilhas Virgens e esposa é sócia; informação foi omitida do governo

 

Ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)


Apesar de ter deixado a diretoria de sua conta secreta num paraíso fiscal quando assumiu o cargo de ministro da Economia, em 2019, Paulo Guedes manteve na offshore sua filha, Paula Drumond Guedes, como diretora e sócia e sua esposa também como sócia. As duas informações foram omitidas do Palácio do Planalto.

A denúncia é do deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), que vai representar ao Ministério Público Federal a partir das novas informações sobre a offshore das Ilhas Virgens. O parlamentar analisou a documentação encaminhada pelo ministro à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara e descobriu que Guedes omitiu as informações.

Em 2019, quando se tornou ministro, Guedes não apresentou essa informação na Declaração Confidencial de Informações (DCI) exigida pelo governo. Segundo a documentação a que o deputado teve acesso, ele foi diretor de 2014 a 2019 e a filha é diretora desde 2015. 

“Entendo que a empresa está sob suspeita. É no mínimo muito estranho Guedes ter omitido essas informações. Por isso, é importante que o Ministério Público Federal analise o extrato de desempenho dessa offshore para saber se não foi beneficiada por informações privilegiadas que Guedes obteve por ser ministro”, afirma Elias Vaz.

O deputado também explica que vai insistir que Paulo Guedes cumpra a convocação proposta por ele e aprovada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara Federal. “O que tanto Guedes tem a esconder? Se a offshore é legal e não foi privilegiada, como ele alega, por que o ministro está fugindo? Nós não vamos abrir mão do nosso direito de fiscalização parlamentar. E não é só para nós, deputados, que Guedes tem que se explicar, toda a sociedade merece uma satisfação”.

Proibição

Guedes violou o artigo 5º do Código de Conduta da Alta Administração Federal, instituído em 2000, que proíbe funcionários do alto escalão de manter aplicações financeiras que sejam afetadas por políticas governamentais. A proibição não se refere a toda e qualquer política oficial, mas àquelas sobre as quais “a autoridade pública tenha informações privilegiadas, em razão do cargo ou função”. Em janeiro de 2019, cinco anos depois de abrir a offshore e depositar US$ 9,54 milhões, Guedes virou o principal fiador do governo Bolsonaro e assumiu o cargo de ministro da Economia. 

Segundo informações do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, a desvalorização do real na gestão de Guedes fez o ministro ganhar R$16 milhões de reais, fazendo os investimentos subirem para R$51 milhões de 2019 pra cá. “O que ele tem a esconder, por que não vem à Câmara e se explica? Enquanto ele usou informações privilegiadas para lucrar milhões sem pagar imposto, tem brasileiro se alimentando de osso e sebo", afirma o parlamentar.

Com informações da assessoria de imprensa do deputado Elias Vaz

domingo, 19 de abril de 2020

Diretora do SPA do São Raimundo morre vítima de Covid-19




Manaus – A diretora do Serviço de Pronto Atendimento (SPA do São Raimundo), Ana Valéria Costa de Matos, de 51 anos, morreu neste sábado (18), por volta das 13h40, no Hospital Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto, após piora no quadro de infecção pelo novo coronavírus (Covid-19).

A paciente deu entrada na unidade de saúde no dia 4 de abril, sendo internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mantida em ventilação mecânica. A paciente realizou a coleta do exame para o novo coronavírus no dia da internação e no dia 10  teve o resultado positivo para Covid-19.

Ana Valéria Costa de Matos era agente administrativa concursada da Secretaria Estadual desde 1985 e também é formada em Administração Hospitalar pelo Centro Universitário Nilton Lins (2004). A Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas (Susam) lamentou a morte da servidora.

domingo, 29 de março de 2020

Atriz e diretora de teatro de 39 anos morre após complicações do coronavírus



DO DIA 
 A Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna confirmou em sua página oficial no Facebook que a atriz e diretora Ericka Ferreira, 39 anos, formada na unidade, morreu na noite deste sábado por conta de complicações do coronavírus. Segundo o relato do marido da vítima, o também ator Sylvio Moura, ela estava internada no Hospital de Clinicas Alameda, no bairro Fonseca, em Niterói, Região Metropolitana do Rio, desde o último dia 24.
“Ela tinha diabetes e por causa disso teve que fazer a amputação de um dos pés. Optamos por cremar o corpo para conseguirmos dar um velório e um enterro digno a ela. Sabemos que muita gente gostaria de prestar uma última homenagem a ela. Ela saiu do hospital já dentro do caixão e direto para o carro fúnebre, que a levou ao local do crematório, no Parque da Colina. A gente só pôde acompanhar a saída do carro fúnebre até dentro do prédio numa distância de uns 20 metros mais ou menos”, disse Sylvio.
Sobre o possível local para jogar as cinzas da mulher, Sylvio disse que ainda vai discutir esse assunto com a família. “Mas a primeira ideia seria no mar, porque ela tinha uma relação boa com o mar, com as águas”.
Segundo o marido, existe a possibilidade do velório ser realizado na Martins Penna, onde Erika se formou. “Ela tinha uma relação muito forte com a escola e ela é muito importante para o Rio de Janeiro”.

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