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domingo, 14 de fevereiro de 2021

Judiciário libera Ford para demitir em massa na Bahia

 



Empresa está deixando o Brasil, onde chegou em 1919, em função da política econômica e industrial da dupla Temer-Bolsonaro

A Ford conseguiu revogar liminar que a proibia de fazer demissões em massa em Camaçari (BA) enquanto não chegasse a um acordo coletivo com os trabalhadores. Diante de recurso da empresa, o Judiciário liberou a companhia que está deixando o Brasil e demitir quantos trabalhadores quiser independente de acordo com o sindicato, informa o Painel da Folha de S.Paulo.A demissão é consequência da decisão da empresa de fechar fábricas no Brasil, anunciada em janeiro.

Com a liminar reformada, agora, a Ford não precisa mais aguardar aval do sindicato para fazer os cortes na Bahia.

Outra liminar, que determina a suspensão das demissões em Taubaté (SP) enquanto não houver o acordo, ainda está mantida.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Merval: Bolsonaro quer demitir Valeixo porque investigações sobre fake news se aproximam de Carlos Bolsonaro


Por conta da iminente demissão do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, ameaça se retirar do cargo "por sentir que perderá o poder que tem, e sobretudo o poder que acham que tem", segundo Merval Pereira


Jair Bolsonaro "chegou ao máximo da irritação" com o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, de acordo com o colunista Merval Pereira, do Globo.

A "irritação" se deve ao fato de que Valeixo manteve no novo inquérito aberto pelo Procurador-Geral da República, Augusto Aras, para investigar atos contra a democracia no último domingo (19), a mesma equipe que investiga fake news que atacam membros do STF. Esta última investigação aponta para o envolvimento do "gabinete do ódio” e de Carlos Bolsonaro no caso.
Para Merval, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, ameaça se demitir "por sentir que perderá o poder que tem, e sobretudo o poder que acham que tem". Ele ainda diz que Moro, se sair, só tem uma única opção: "sair atirando, para manter sua popularidade".

sexta-feira, 3 de abril de 2020

'Não tem coragem de demitir Mandetta', diz Maia sobre Bolsonaro




O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta-feira (3) que, apesar dos ataques, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não tem coragem de demitir o ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e mudar a política de enfrentamento ao coronavírus. As declarações foram feitas durante videoconferência promovida pelo jornal Valor Econômico com o banco Itaú e que contou com a participação de Mário Mesquita, economista-chefe do banco. O deputado criticou os ataques de Bolsonaro ao ministro da Saúde. "É fundamental que, no meio do processo [de enfrentamento à doença], a gente não tenha uma perda de um nome como o do Mandetta", disse. Segundo Maia, uma eventual troca mudaria a política do Ministério da Saúde e significaria que Bolsonaro não acredita no que o ministro está fazendo. "Ao mesmo tempo, ele não tem coragem de tirar o ministro e mudar oficialmente a política. Ele fica numa posição dúbia". Para o presidente da Câmara, Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda quando vem a público criticar o ministro, mas Mandetta tem tido "paciência e todo equilíbrio" para continuar reafirmando a mesma posição do Ministério, sem se submeter à pressão do presidente. Maia lembrou que Mandetta foi escolhido por Bolsonaro. "Esse conflito que ele constrói agora com o ministro, do ponto de vista concreto, não faz sentido, porque ele delegou ao ministro a área técnica", afirmou o deputado. Ele ainda sugeriu que o presidente estaria ouvindo "quem quer o cargo do Mandetta de forma oportunista" e que uma troca de comando do Ministério da Saúde seria decisão política de Bolsonaro. "E toda decisão política tem consequência." Para Maia, apesar dos ataques, Bolsonaro reconhece o trabalho do ministro. "Temos toda confiança, e todo respaldo que o ministro precisar da maioria da Câmara, no meu mandato, na minha Presidência, ele tem." Na noite de quinta-feira (2), Bolsonaro afirmou que está faltando "humildade" ao ministro da Saúde. "Tá faltando um pouco mais de humildade pro Mandetta", disse o presidente. "O Mandetta em alguns momentos teria que ouvir um pouco mais o presidente da República." Questionado sobre as declarações do presidente, Mandetta apenas respondeu inicialmente: "ok". "Não comento o que o presidente da República fala. Ele tem mandato popular, e quem tem mandato popular fala, e quem não tem, como eu, trabalha", declarou. Em seguida, disse que estava analisando dados sobre o novo coronavírus e preocupado com a situação de algumas regiões. "Eu acho que estamos frente a uma doença nova, e está todo mundo aprendendo com essa doença. Vamos saber o que ela vai fazer com nosso sistema de saúde. Rezo a Deus que nada disso aconteça aqui, que eu esteja absolutamente errado, que toda a ciência esteja absolutamente errada", afirmou o ministro. Mandetta e Bolsonaro vem travando um embate desde o começo da crise. O ministro tem defendido políticas de isolamento social frente à pandemia, incluindo o fechamento de estabelecimentos comerciais, como forma de evitar aglomerações e a proliferação da doença. Bolsonaro, no entanto, tem criticado esse discurso e as medidas, defendidas por Mandetta, adotadas pelos governadores de decretar uma quarentena.

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