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terça-feira, 23 de novembro de 2021

Cientistas acham novos animais e fontes hidrotermais únicas em costa mexicana (VÍDEO)

 


Equipe de cientistas do México e EUA descobriu, durante uma expedição ao largo da costa do estado da Baixa Califórnia do Sul, novas fontes hidrotermais e seis possíveis novas espécies de animais

Com a ajuda do robô submarino ROV SuBastian, os pesquisadores centraram-se no estudo dos processos tectónicos e cartografia, fluxos de calor e geofísica das fontes hidrotermais, bem como dos organismos biológicos presentes na área.
Os cientistas gravaram imagens impressionantes do fundo marinho, em que se distinguem piscinas de fluídos hidrotermais, ímpares não só por sua aparência, mas também por suas temperaturas extremas: elas ejetam água que pode chegar a até 287 ° C e minerais tóxicos, possuindo altas pressões.
Estas fontes inesperadamente formam um ecossistema cheio de vida, onde habitam vermes de escamas azuis iridescentes.

A descoberta, feita no golfo da Califórnia, a 150 km da cidade mexicana de La Paz, também inclui novas espécies de vermes segmentados tais como: vermes-flecha, conhecidos como quetognatos, crustáceos, moluscos e vermes redondos, junto a outras dez espécies conhecidas, mas que os biólogos nunca tinham encontrado no golfo da Califórnia, avança portal LiveScience.

Cientistas e engenheiros têm estudado as falhas geológicas, o vulcanismo e as fontes hidrotermais durante mais de uma década no sul do golfo da Califórnia. Esta expedição baseou-se nas anteriores explorações realizadas nas bacias de Pescadero e Alarcón.


quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Poderoso ecranoplano soviético surge na costa do mar Cáspio (VÍDEO)

 


O enorme ecranoplano soviético do projeto 903 Lun, apelidado pelos países ocidentais de "monstro do Cáspio", foi flagrado na costa do mar Cáspio, próximo de Derbent, na república russa do Daguestão.

A raridade foi rebocada da base naval de Kaspiysk para Derbent em julho deste ano para ser exibida em um parque temático militar, que ainda será construído.

Antes disso, a aeronave esteve nas docas dos estaleiros do Cáspio por aproximadamente 30 anos. O "monstro do Cáspio" fazia parte de um programa militar soviético que desenvolvia aviões capazes de voar a muito baixa altitude para destruir porta-aviões.

Seu propósito principal era combater embarcações usando mísseis antinavio Moskit. A aeronave, devido à sua velocidade de até 500 quilômetros por hora e a não ser detectada pelos radares, poderia se aproximar dos porta-aviões a pouca distância para lançar mísseis com precisão.

O ecranoplano, de 73 metros de comprimento, 44 metros de envergadura, voava muito perto da superfície da água - quatro metros ou menos acima do nível do mar. O peso máximo de decolagem era de 380 toneladas.

A aeronave foi construída em 1987, tendo entrado em serviço em 1989. Seus mísseis supersônicos Moskit, mais rápidos que o míssil Harpoon da Marinha dos EUA, fizeram desta aeronave um adversário formidável.

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sexta-feira, 31 de julho de 2020

Ao menos 1 fuzileiro naval morre e 8 estão desaparecidos durante exercícios na costa da Califórnia




Nesta quinta-feira (30), um fuzileiro naval dos EUA morreu e oito militares estão desaparecidos na sequência de um acidente com um veículo de assalto anfíbio na costa do sul da Califórnia.

Segundo a I Força Expedicionária de Fuzileiros, o incidente, que ocorreu durante um exercício de treinamento na tarde desta quinta-feira (30) perto da ilha de San Clemente, envolveu membros da 15ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros (MEU, na sigla em inglês).
Um fuzileiro naval morreu, 8 militares continuam desaparecidos e 2 ficaram feridos após um incidente que envolveu um veículo de assalto anfíbio em 30 de julho na costa do sul da Califórnia. Todos pertenciam à 15ª MEU. A operação de busca e resgate está em curso com apoio da Marinha e da Guarda Costeira.
O incidente aconteceu durante um exercício de treinamento de rotina perto da ilha San Clemente, relata Business Insider.
Quinze fuzileiros navais estavam a bordo do veículo de assalto, tendo sido relatada entrada de água no veículo, disse o Corpo de Fuzileiros.
Em relação aos dois feridos, um se encontra em estado crítico, o outro está estável.

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quinta-feira, 18 de junho de 2020

Rios 'invisíveis' cercam toda a costa australiana, descobrem cientistas



A dimensão dos rios excede dez mil quilômetros, encontrados após pesquisas que duraram mais de uma década. O fenômeno varia de acordo com a estação do ano, segundo pesquisa.

A Austrália tem um sistema de rios submarinos ocultos ao largo da plataforma continental que é provavelmente o maior do mundo, relata o portal Science Alert.
"Esta é a descoberta mais significativa para a oceanografia costeira nas últimas décadas, não apenas na Austrália, mas globalmente", disse o oceanógrafo Chari Pattiaratchi, da Universidade da Austrália Ocidental. O processo foi estudado anteriormente, mas ninguém conhecia a verdadeira dimensão do fenômeno em volta do continente.
A rede de rios submarinos, que os cientistas chamam de Plataforma de Água de Cascata Densa (DSWC, na sigla em inglês), envolve uma área de mais de dez mil quilômetros, formada por uma evaporação da água costeira no verão australiano (entre dezembro e fevereiro) e redução de água doce. Quando a temperatura desce, a água se afunda ainda mais, e a gravidade cria um rio subaquático no fundo do oceano.
A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports, consistiu em observações subaquáticas realizadas por submersíveis da universidade entre 2008 e 2019. O fenômeno é variável sazonalmente, com um pico no inverno australiano, entre junho e agosto, segundo os estudos.
"Este trabalho foi o resultado de um enorme conjunto de dados coletados com planadores oceânicos [...] ao longo de mais de uma década [...] equivalente a passar mais de 2.500 dias no mar", explica Tanziha Mahjabin, líder do projeto e oceanógrafa física.
A equipe ressaltou a importância da interação biológica entre a superfície australiana e o oceano mais profundo.
"O oceano costeiro é a bacia receptora de matéria suspensa e dissolvida que inclui nutrientes, material vegetal e animal e poluentes e representa um importante componente do ambiente oceânico, ligando a terra ao oceano mais profundo", explicou o coautor e oceanógrafo Yasha Hetzel.
"Concentrações mais elevadas de clorofila e material em suspensão juntamente com correntes marítimas direcionadas demonstram que as DSWC podem ter uma grande influência no transporte cruzado ao longo das linhas costeiras que se estendem por mais de dez mil quilômetros", dizem os pesquisadores.

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