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domingo, 8 de agosto de 2021

CPI irá denunciar “Capitã Cloroquina” ao Tribunal Penal Internacional de Haia por crime de lesa-humanidade

 


O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), decidiu, juntamente com os demais parlamentares que integram o chamado G7 (grupo de senadores de oposição que integram o colegiado) - que irá denunciar a  secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como “Capitã Cloroquina, ao Tribunal Penal Internacional de Haia por crime de lesa-humanidade.

De acordo com a coluna do jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, os senadores avaliam que a médica utilizou a população de Manaus como cobaia para experimentos científicos com a cloroquina, medicamento sem eficácia científica comprovada no combate à Covid-19.

”Ao dirigir a ação do Estado para promover o uso de medicamentos prejudiciais aos manauaras, analisaram os senadores, Mayra cometeu crime contra a humanidade”, destaca a reportagem.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Perguntas combinadas e estudos com “conflitos”: vídeo revela treinamento da Capitã Cloroquina para a CPI

 


O portal The Intercept divulgou um vídeo na noite desta quarta-feira (21) no qual a secretária de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como “Capitã Cloroquina”, se prepara para seu depoimento na CPI da Covid no Senado, em maio. Mayra foi a responsável por lançar o aplicativo TrateCov em Manaus, que causou polêmica e foi retirado do ar após a descoberta de que se tratava de um sistema para receitar o ‘tratamento precoce’ contra a Covid independentemente do diagnóstico.

O vídeo é uma conversa entre Mayra, o pesquisador Regis Bruni Andriolo, defensor da cloroquina e ligado à Universidade do Estado do Pará, e o médico olavista e também secretário da pasta, Helio Angotti Neto. Ela pede orientações aos dois, pergunta se não há uma “bala de prata” para “provar” que “cloroquina funciona” e em algum momento faz “pergunta de leiga”, demonstrando seu total desconhecimento até mesmo no assunto em que ela se vendeu ser especialista.

“Qual é a bala de prata que eu posso levar estampada para dizer aos senadores: ‘tá aqui a prova estatística que eu tenho até hoje que hidroxicloroquina, ivermectina funciona?’”, pergunta Mayra. Ela também demonstra ter conhecimento de que os estudos que levaria ao Senado têm problemas de metodologia e não são reconhecidos cientificamente. “E eu imprimi 2.400 páginas de evidências, mas eu sei que boa parte do que eu imprimi, se a gente for analisar, pode ter os mesmos conflitos que o senhor acabou de falar aqui. Questões de metodologia inadequada…”

Combinação de perguntas

Mayra Pinheiro diz precisar enviar aos senadores governistas perguntas cujas respostas sejam “oportunidade” para ela falar. "Se o senhor puder fazer três ou quatro perguntinhas que os 'deputados' [sic] podem me fazer. Tem um grupo que nos apoia, que reconhece o nosso trabalho. Esse grupo precisa fazer perguntas que nos ajudem no nosso discurso. Que perguntas posso dar a esses senadores fazerem a mim, que eles chutam para eu fazer o gol?", pergunta.

"Capricha e já me dá a resposta porque os senadores têm que ter essa respostinha. Tem cinco senadores que vão jogar com a gente, preciso dar perguntas para eles interrogarem cujas respostas sejam oportunidade de eu falar", continua. Mayra também diz no ‘treinamento’ ver na CPI uma oportunidade de dar a “sua verdade”.



quinta-feira, 6 de maio de 2021

Renan Calheiros quer "Capitã Cloroquina" na CPI da Covid

 


O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou um requerimento para convocar a secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como "Capitã Cloroquina". O parlamentar anunciou o requerimento quando o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, respondia perguntas sobre cloroquina, medicamento sem eficácia comprovada contra a Covid-19 defendido por Jair Bolsonaro.

Em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF-AM), a dirigente afirmou ter sido responsável pelo planejamento e organização de viagem a Manaus para difundir o uso do remédio.

Na sessão, Calheiros perguntou a Queiroga se o ministro foi pressionado a adotar protocolo de uso da cloroquina em estados e municípios. "Eu não autorizei distribuição de cloroquina na minha gestão. Eu não tenho conhecimento de distribuição de cloroquina na minha gestão", disse. Documentos públicos apontaram que Pazuello sabia do cenário crítico sobre o sistema de saúde em Manaus oito meses antes de ser constatada a falta de oxigênio em hospitais da capital.

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