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quarta-feira, 21 de julho de 2021

Cientistas descobrem novo coronavírus em morcegos no Reino Unido

 


Um novo coronavírus relacionado com o coronavírus responsável pela infecção por COVID-19 em humanos foi descoberto em morcegos-ferradura no Reino Unido.

Este novo e importante achado foi realizado pela pesquisa colaborativa da Universidade de Anglia do Leste (UEA, na sigla em inglês), Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês), e Saúde Pública de Inglaterra (PHE, na sigla em inglês). O estudo sobre essa descoberta foi publicado na revista Scientific Reports, em 19 de julho.

Porém, até o momento não existe qualquer evidência de que este novo vírus tenha sido transmitido a humanos, nem que tal venha a acontecer no futuro, a não ser que ocorram mutações.

Os pesquisadores da UEA coletaram amostras de fezes de pelo menos 50 morcegos-ferradura em Somerset, Gloucestershire e Gales e as enviaram para análises virais à PHE.

Assim, foi revelado que a sequência do genoma encontrado em uma das amostras de fezes de morcego pertencia a um novo coronavírus, o qual foi batizado pelos pesquisadores de RhGB01.

Esta foi a primeira vez que um coronavírus relacionado com SARS foi descoberto nessa espécie de morcego e dentro do Reino Unido.

O morcego-ferradura habita vários continentes, entre os quais Europa, África, Ásia, e também na Austrália. Os cientistas acreditam que esta espécie já deveria estar carregando o vírus em causa há muito tempo, mas só agora se sabe disso, pois só agora é que os animais foram testados.

Porém, é importante voltar a sublinhar que é improvável que este novo vírus represente uma ameaça direta para os humanos, a menos que sofra uma mutação, o que, por sua vez, pode ocorrer caso um humano infectado com COVID-19 passe a infecção para um morcego infectado pelo RhGB01.

Professora Diana Bell, especialista em doenças zoonóticas emergentes da Escola de Ciências Biológicas da UEA, contou que "vírus semelhantes foram encontrados em outras espécies de morcegos-ferradura na China, no Sudeste Asiático e no Leste Europeu".

Professor Andrew Cunningham, da Sociedade Zoológica de Londres, informou que a recente descoberta destaca que "a distribuição natural dos vírus e as oportunidades de recombinação por meio da coinfecção do hospedeiro intermediário foram subestimadas [...] Este vírus do Reino Unido não é uma ameaça para os humanos porque o domínio da ligação ao receptor (RBD, na sigla em inglês) – a parte do vírus que se liga às células hospedeiras para as infectar – não é compatível com a capacidade de infectar células humanas", citado na matéria.

Contudo, o professor indica que "o problema é que qualquer morcego carregando um coronavírus semelhante ao da SARS pode atuar como um caldeirão para mutações de vírus. Portanto, se um morcego com a infecção RhGB01 [...] se infectasse com o SARS-CoV-2, haveria o risco de que esses vírus se hibridizem e façam com que um novo vírus surja [...] e assim seja capaz de infectar pessoas", citado na matéria.

A descoberta descrita foi realizada pela estudante de Ecologia Ivana Murphy, da Escola de Ciências Biológicas da UEA, que coletou fezes de 53 morcegos como parte de sua pesquisa para sua dissertação no último ano. A estudante se submeteu a vários testes de COVID-19 para evitar contaminação. Jack Crook conduziu as análises genéticas em parceria com outros pesquisadores da PHE. Os animais foram liberados assim que suas amostras de fezes foram recolhidas.

Ivana, no entanto, disse estar preocupada, pois receia "que as pessoas possam de repente começar a temer e perseguir morcegos, que é a última coisa que eu desejaria, e isso seria desnecessário. Como acontece com toda a vida selvagem, se deixados sozinhos eles não representam qualquer ameaça".


 

Argentina decreta identificação oficial de cidadãos não binários em passaporte, 1ª na América Latina

 


A Argentina decretou a incorporação da letra X nos Documentos Nacionais de Identidade (DNI) e nos passaportes, de modo a identificar oficialmente os cidadãos não-binários, isto é, cidadãos que não se identificam nem com o sexo feminino nem com o masculino.

A partir do Museu do Bicentenário, os ministros das Mulheres, Géneros e Diversidade, e do Interior, Elizabeth Gómez Alcorta e Eduardo de Pedro, respectivamente, acompanharam o presidente argentino, Alberto Fernández, na apresentação do novo documento.

"Se determina que as nomenclaturas a serem utilizadas nos DNI e nos passaportes comuns para os cidadãos argentinos, no campo referido a 'sexo', poderão ser 'F' — Femenino —, 'M' — Masculino —, ou 'X'", estipula o decreto-lei 476, publicado no Boletim Oficial esta quarta-feira (21).

A letra X pode ser atribuída a pessoas cujas certidões de nascimento tenham sido retificadas no âmbito da Lei nº 26.743 sobre o direito à identidade de gênero das pessoas, sancionada e promulgada em maio de 2012.

Um DNI com perspectiva de gênero é uma conquista histórica para a comunidade LGBT+ e mais um passo para que as leis e políticas públicas reconheçam a existência de outras identidades. Mais informações em @PresentesLGBT

Da mesma forma, reconhece-se que os documentos "terão validade como documento de viagem para os fins previstos no Acordo sobre Documentos de Viagem dos Estados-Membros e Estados Associados do Mercosul", reporta Telesur.

O novo documento determina que o direito à identidade "tem um vínculo direto e indissolúvel com o direito a não sofrer discriminação, o direito à saúde, à privacidade e à realização do próprio plano de vida".

Por sua vez, o presidente argentino promulgou uma lei aprovada no Congresso há duas semanas que garante 1% dos cargos no setor público nacional para cidadãos travestis, transexuais e transgêneros.

Deste modo, a Argentina se converte no primeiro país da América Latina a possibilitar a escolha de um terceiro gênero além dos gêneros tradicionalmente aceites, juntando-se assim a outros países como o Canadá, Austrália e a Nova Zelândia.


 

YouTube remove 14 vídeos de Bolsonaro e canal pode ser derrubado

 


Guilherme Amado, Metrópoles - Na mais dura ação já feita contra Jair Bolsonaro por violações de regras da plataforma, o YouTube acaba de remover 15 vídeos, sendo 14 lives, postados pelo presidente em seu perfil na rede social. Os vídeos foram publicados por Bolsonaro entre o ano passado e este ano, e foram derrubados por trazerem conteúdo falso e violarem a política de informações médicas corretas sobre a Covid-19.

Entre as 14 lives que serão removidas, estão as transmissões que o presidente fez em 6 de agosto do ano passado, com Eduardo Pazuello, e em 27 de agosto, com Damares Alves. Outra, já deste ano, e posterior à nova política, que foi implementada em abril, foi feita diretamente do Amazonas, em 27 de maio. O 15º, é um vídeo que o presidente repostou de uma entrevista da médica Nise Yamaguchi recomendando cloroquina e ivermectina em uma entrevista para a emissora CNN.

A ação é especialmente grave porque gerou o que o YouTube chama de alerta ao usuário, ou seja, sinalizou a Bolsonaro que houve uma violação das regras de uso da plataforma. Na próxima violação que o presidente cometer, o presidente sofrerá um strike, ou seja, ficará durante uma semana sem poder usar o canal.

Leia a íntegra no Metrópoles.


Perguntas combinadas e estudos com “conflitos”: vídeo revela treinamento da Capitã Cloroquina para a CPI

 


O portal The Intercept divulgou um vídeo na noite desta quarta-feira (21) no qual a secretária de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como “Capitã Cloroquina”, se prepara para seu depoimento na CPI da Covid no Senado, em maio. Mayra foi a responsável por lançar o aplicativo TrateCov em Manaus, que causou polêmica e foi retirado do ar após a descoberta de que se tratava de um sistema para receitar o ‘tratamento precoce’ contra a Covid independentemente do diagnóstico.

O vídeo é uma conversa entre Mayra, o pesquisador Regis Bruni Andriolo, defensor da cloroquina e ligado à Universidade do Estado do Pará, e o médico olavista e também secretário da pasta, Helio Angotti Neto. Ela pede orientações aos dois, pergunta se não há uma “bala de prata” para “provar” que “cloroquina funciona” e em algum momento faz “pergunta de leiga”, demonstrando seu total desconhecimento até mesmo no assunto em que ela se vendeu ser especialista.

“Qual é a bala de prata que eu posso levar estampada para dizer aos senadores: ‘tá aqui a prova estatística que eu tenho até hoje que hidroxicloroquina, ivermectina funciona?’”, pergunta Mayra. Ela também demonstra ter conhecimento de que os estudos que levaria ao Senado têm problemas de metodologia e não são reconhecidos cientificamente. “E eu imprimi 2.400 páginas de evidências, mas eu sei que boa parte do que eu imprimi, se a gente for analisar, pode ter os mesmos conflitos que o senhor acabou de falar aqui. Questões de metodologia inadequada…”

Combinação de perguntas

Mayra Pinheiro diz precisar enviar aos senadores governistas perguntas cujas respostas sejam “oportunidade” para ela falar. "Se o senhor puder fazer três ou quatro perguntinhas que os 'deputados' [sic] podem me fazer. Tem um grupo que nos apoia, que reconhece o nosso trabalho. Esse grupo precisa fazer perguntas que nos ajudem no nosso discurso. Que perguntas posso dar a esses senadores fazerem a mim, que eles chutam para eu fazer o gol?", pergunta.

"Capricha e já me dá a resposta porque os senadores têm que ter essa respostinha. Tem cinco senadores que vão jogar com a gente, preciso dar perguntas para eles interrogarem cujas respostas sejam oportunidade de eu falar", continua. Mayra também diz no ‘treinamento’ ver na CPI uma oportunidade de dar a “sua verdade”.



terça-feira, 20 de julho de 2021

Lula diz para Bolsonaro parar 'de ser chucro e estúpido' em provocação sobre as eleições de 2022

 


O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva usou o Twitter para provocar o atual presidente Jair Bolsonaro. No post, Lula aposta que Bolsonaro não será o mais votado pelos brasileiros em 2022.

Luiz Inácio Lula da Silva, que comandou o Brasil entre 2003 e 2011, usou sua conta no Twitter, nesta terça-feira (20) para enviar um recado ao atual presidente Jair Messias Bolsonaro. Além de ofender Bolsonaro de "chucro" e "estúpido", Lula ainda afirma em sua mensagem que o atual presidente não será reeleito pelos brasileiros em 2022.

Em outro tweet, o ex-presidente criticou a postura de Bolsonaro em seus recentes questionamentos acerca da confiabilidade da urna eletrônica e sua insistência no retrocesso do sistema eleitoral atual, julgando que o presidente deveria estar focado em pautas públicas e econômicas. 

O presidente defende o sistema de voto impresso e em recentes falas ameaçou não aceitar eventual derrota eleitoral com o atual sistema eletrônico porque, segundo ele, seria sinônimo de fraude. No entanto, o sistema eleitoral eletrônico do Brasil é modelo internacional em avanço tecnológico e segurança da informação, que inclusive deu a vitória de Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2018.

Tradicionalmente, a transferência de poderes ocorre no Brasil quando o presidente em fim de mandato entrega a faixa presidencial ao presidente eleito, algo que Bolsonaro adiantou que não vai fazer "se houver fraude".

O ex-presidente Lula lidera todas as pesquisas de opinião para as eleições presidenciais de outubro de 2022, apesar de ainda não ter confirmado oficialmente sua candidatura.


domingo, 18 de julho de 2021

Produtora de ivermectina patrocinou anúncios de 'kit COVID-19' e faturou 1230% a mais, diz Rodrigues

 


De acordo com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), farmacêuticas que impulsionavam propagandas de tratamento precoce e "kit COVID-19" apresentaram alto faturamento quando comparado ao ano passado.

Neste domingo (18), o vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues, disse que o faturamento das empresas que vendem remédios ineficazes contra a COVID-19 ultrapassou R$ 500 milhões, segundo o Último Segundo.

O faturamento teria contado com uma estratégia de anúncios muito bem remunerada, já que a Associação Médicos pelo Brasil, que divulga propagandas em defesa do tratamento precoce, teve estes anúncios patrocinados pela farmacêutica que produzia ivermectina, a Vitamedic, de acordo com a mídia.

Aplicativo TRATECOV do Ministério da Saúde sugere a prescrição de medicamentos sem eficácia, como cloroquina e ivermectina, para auxiliar médicos e profissionais da saúde no tratamento de pacientes com a COVID- 19
© FOLHAPRESS / ROBERTO COSTA
Aplicativo TrateCov do Ministério da Saúde sugere a prescrição de medicamentos sem eficácia, como cloroquina e ivermectina, para auxiliar médicos e profissionais da saúde no tratamento de pacientes com a COVID- 19

Também com o apoio do grupo Médicos Pela Vida, as vendas de ivermectina pela farmacêutica, uma das maiores produtoras do medicamento, cresceram 1230% em 2020 em relação a 2019.

Segundo o senador, estima-se que a empresa tenha arrecadado R$ 734 milhões só com o medicamento do "kit COVID-19" nesse período.

O grupo Médicos pela Vida mantém a defesa ao tratamento precoce no site da associação e alguns de seus integrantes compõem o chamado gabinete paralelo do governo, uma divisão que aconselharia nos bastidores o presidente, Jair Bolsonaro, a lidar com a pandemia no Brasil.

Malware de empresa israelense hackeou vários celulares, incluindo os de chefes de Estado, diz mídia

 


Grandes nomes da mídia estão unidos em uma investigação para entender detalhadamente sobre a disseminação de malware, criado por empresa israelense, que afetou celulares de mais de 1.000 pessoas em mais de 50 países, incluindo chefes de Estado e primeiros-ministros.

Uma investigação aprofundada realizada por 17 grandes organizações de notícias internacionais afirma que a firma cibernética israelense NSO Group vendeu malware de celular usado para atingir jornalistas, ativistas e políticos em dezenas de países, segundo o The Times of Israel.

A investigação global foi intitulada Projeto Pegasus, em referência ao software criado pelo grupo israelense chamado Pegasus, uma ferramenta de spyware vendida pela NSO e que, segundo a empresa, está sendo usada por dezenas de clientes governamentais.

O projeto conduziu análises forenses em 37 celulares a partir dos números incluídos na lista, descobrindo que eles foram infectados pelo spyware, com uma correlação entre os carimbos de data/ hora que apareceram na lista e a hora em que os telefones foram atingidos pelo malware.

Mídias como The Washington Post, Le Monde, Die Zeit, The Guardian, Haaretz, PBS Frontline entre outras participam da investigação, a qual apontou que mais de 1.000 pessoas em mais de 50 países tiveram seu celular rastreado, incluindo chefes de Estado e primeiros-ministros, membros da família real árabe, executivos de negócios, ativistas de direitos humanos, jornalistas, políticos e funcionários do governo.

malware funciona induzindo os usuários a clicarem em um link, em seguida, ele se instala e dá ao hacker acesso completo a todo o conteúdo do telefone, bem como a capacidade de usar suas câmeras e microfone sem ser detectado.

O The Guardian afirmou que o Ministro da Defesa israelense, Benny Gantz, "regula de perto a NSO" e aprova cada licença de exportação individual antes que o software de vigilância seja vendido a um novo país. 

Em sua resposta, a NSO declarou que "em relação às licenças de exportação, a NSO está sujeita a várias exportações regimes de controle, incluindo o Ministério da Defesa israelense, semelhantes aos regulamentos existentes em outros países democráticos".

A empresa se recusou a revelar quais países compraram o software e negou a maioria das reivindicações feitas nos relatórios do Projeto Pegasus. A NSO "nega firmemente as falsas alegações feitas neste relatório, muitas delas teorias não corroboradas que levantam sérias dúvidas sobre a confiabilidade de suas fontes, bem como a base de sua história", disse a organização citada pela mídia.

Segundo a mídia, o WhatsApp está processando o NSO Group em um tribunal dos Estados Unidos, acusando-o de usar o serviço de mensagens de propriedade do Facebook para realizar ciberespionagem contra jornalistas, ativistas de direitos humanos e outros. 

Fundado em 2010 pelos israelenses Shalev Hulio e Omri Lavie, o NSO Group tem sede em Herzliya, próximo a Tel Aviv.

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