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domingo, 8 de agosto de 2021

“É uma piada”, diz modelo sobre seu ex-chefe, Ciro Nogueira, virar ministro

 


Metrópoles e 247 - Em entrevista ao Metrópoles, a modelo Denise Rocha, que em 2012 foi assessora do senador Ciro Nogueira (PP-AL) diz que a nomeação do ex-chefe a ministro da Casa Civil “é uma piada”.  

A advogada que foi vice-campeã de A Fazenda 6, capa da Playboy e ficou conhecida como o Furacão da CPI, lembra da reação que teve ao saber da escolha do parlamentar para o comando da Casa Civil. “Na hora, eu pensei: Não! Agora o mundo tá acabado mesmo! Ciro Nogueira na Casa Civil? Aí não tem para onde correr”.



Segundo Denise, o pouco tempo que trabalhou com o parlamentar foi suficiente para traçar o perfil político que  Ciro Nogueira representa. Ela explica que não se trata de um político que procura os holofotes. “Ele gosta de atuar nos bastidores. E faz um estrago danado.” Denise, porém, não deu detalhes sobre o que é “fazer um estrago”. 

Denise assessorou Ciro Nogueira durante a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investigou crimes cometidos por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com a participação de políticos.

No decorrer das audiências, um vídeo íntimo, protagonizado por Denise, passou a ser compartilhado entre os políticos que integravam a comissão. Ali, ela começou a ser chamada de Furacão da CPI e acabou demitida pelo senador.

Já na época, Denise classificou a atitude como “desumana” e “machista”. O vídeo não tinha relação com qualquer episódio ou personagem relacionado à CPI.

A saída rumorosa em agosto de 2012 acabou em convite para um ensaio fotográfico para a capa da revista Playboy de setembro do mesmo ano. Ela aceitou.

Um ano depois, foi chamada para participar da sexta edição do reality show A Fazenda, da Rede Record. Topou e faturou o segundo lugar.

Em 2014, ela cogitou disputar uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal, mas acabou desistindo da candidatura.

Denise diz que preferiu manter distância do ambiente da política. “O único laço que tenho com a política se resume às poucas amizades que me restaram em Brasília”, diz a modelo que, pelo visto, não inclui o ex-chefe na lista restrita de amigos.

terça-feira, 28 de abril de 2020

Caatinga: bioma que só existe no Brasil vai virar deserto?




No Dia Nacional da Caatinga, comemorado nesta terça-feira (28), a Sputnik Brasil ouviu um especialista para entender o processo que ameaça o único bioma 100% brasileiro.

Estudo do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens e Satélites (Lapis), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), aponta que 12,85% do semiárido brasileiro enfrenta o processo de desertificação.
Para o engenheiro ambiental e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) David Zee, o processo ocorre porque o solo do local está sendo desgastado. 
"Ao longo do tempo, a ocupação humana começou a degradar a vegetação da caatinga, ou seja, as pessoas usavam a madeira para fazer cercados, para ter energia em seu fogão caseiro. E isso foi destruindo a vegetação que estava adaptada para a região. Como ela não tem uma capacidade de reprodução e espalhamento muito grande, a velocidade com que o homem foi utilizando esse material e, principalmente, o crescimento do rebanho de caprinos, das cabras, promoveu a destruição das folhagens novas", afirma Zee à Sputnik Brasil. 
O processo de desertificação, afirma o professor da UERJ, pode representar uma "quebra no ciclo natural" do bioma e causar o desaparecimento de espécies. "A preservação é extremamente importante para a viabilidade não só ambiental da região, mas principalmente social", diz Zee. 
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a caatinga ocupa uma área de cerca de 844.453 quilômetros quadrados, cerca de 11% do território nacional. Os estados Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais fazem parte do bioma. 
A caatinga é lar de 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 abelhas.
As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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