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segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Gamma-plus: Cientistas identificam nova versão mais potente da cepa no Brasil

 


Cientistas identificaram uma nova versão da variante Gamma da Covid-19. Identificada inicialmente em Manaus, a cepa é a mais prevalente no país, e a nova versão é mais potente e possivelmente mais transmissível. O estudo que identificou a nova cepa foi divulgado na semana passada, pelo portal Medicina S/A. A pesquisa foi conduzida por pesquisadores do Genov, um dos principais projetos de vigilância genômica do Sars-CoV-2 da América Latina. As informações são de reportagem do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

A nova versão foi chamada de Gamma-plus. Conforme a reportagem, a mutação tem uma alteração genética, em que o vírus substituiu o aminoácido prolina por outro, a histidina, que condiciona a velocidade de infecção do vírus nas células humanas e está presente em outras variantes de preocupação, dentre elas a Delta.

“Essa mutação de prolina para histidina já havia sido vista em todas as variantes de preocupação, mas não era muito comum na Gamma. No entanto, temos visto um aumento em sua ocorrência nas amostras brasileiras”, explicou o coordenador do Genov, biólogo e virologista da Dasa, José Eduardo Levi, no comunicado sobre o achado.

O Metrópoles destaca que esse é o primeiro relatório do projeto científico Genov, vinculado à Dasa, uma das maiores redes particulares de diagnóstico do país. No trabalho, os pesquisadores analisaram 1.380 amostras do coronavírus em pessoas infectadas de todas as regiões do Brasil. As amostras foram coletadas entre maio e junho deste ano.

Entre as análises, em mais de 95% delas eram da linhagem Gamma e que, no meio dessas amostras, havia 11 da variante Gamma-plus. Dentre essas 11 amostras, cinco são do estado de Goiás, duas do Tocantins, uma do Mato Grosso, uma do Ceará, uma de Santa Catarina e uma do Paraná. Além dessas, foi encontrada no Rio de Janeiro uma outra mutação, a P681R, que no lugar da prolina apresentou a arginina, que também é típica da Delta.

“São chamadas Gamma-plus apenas aquelas que têm algo a mais no sentido de aumentar o seu perigo”, esclarece Levi. Para ele, mesmo que os dados sejam referentes a maio e junho, têm grande importância epidemiológica por ajudar a compreender o comportamento e evolução de novas variantes do coronavírus no Brasil.



quinta-feira, 10 de junho de 2021

China deixa Elon Musk para trás e cria inteligência artificial 10 vezes mais potente

 


A inteligência artificial (IA) segue avançando: um modelo desenvolvido em conjunto por mais de 100 cientistas na China, denominado WuDao 2.0, é capaz de escrever poesia em inglês e chinês, prever estruturas 3D de proteínas e muito mais.

Isso graças à utilização de 1,75 trilhão de parâmetros, enquanto o modelo GPT-3 da empresa OpenAI, de Elon Musk, utiliza apenas 175 bilhões de parâmetros, um número muito inferior ao alcançado pela Academia de Inteligência Artificial de Pequim.

Além disso, supera os 1,6 bilhão de parâmetros da Switch Transformer da Google, projeto que estabeleceu um recorde, hoje ultrapassado pelo WuDao 2.0.

"O WuDao 2.0 tem como objetivo permitir que as máquinas pensem como humanos e alcancem capacidades cognitivas mais além do teste de Turing [...] O caminho até a IA passa por grandes modelos e supercomputadores", observou Tang Jie, subdiretor da Academia de Inteligência Artificial de Pequim.

O WuDao 2.0 possui capacidades únicas, destacando-se nos campos de reconhecimento e geração de imagens ou na predição de estruturas 3D de proteínas. Além disso, pode escrever ensaios, poemas e canções em inglês e chinês tradicional.

Estas capacidades foram treinadas com 4,9 terabytes de imagens e textos, incluindo 1,2 terabyte de textos em inglês e chinês.

Estes modelos sofisticados, treinados com gigantescos conjuntos de dados, requerem apenas uma pequena quantidade de novos dados quando usados para uma função específica, porque podem transferir o conhecimento já aprendido para novas tarefas, assim como os humanos", disse Blake Yan, um pesquisador da academia.

"O que estamos construindo é uma usina de energia para o futuro da inteligência artificial, com mega-dados, mega-potência de computação e mega-modelos; podemos transformar dados para alimentar as aplicações de inteligência artificial do futuro", afirmou Zhang Hongjiang, presidente da Academia de Inteligência Artificial de Pequim.

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Kaspersky faz alerta mundial por causa de potente vírus cibernético brasileiro

 


O vírus cibernético brasileiro Ghimob, que ataca aplicativos para celular, se espalhou para seis países, alertou em comunicado nesta terça-feira (10) a empresa russa de segurança cibernética Kaspersky Lab.

"O novo código malicioso Ghimob que hackers usam para espionar suas vítimas apareceu em Paraguai, Peru, Portugal, Alemanha, Angola e Moçambique", informou a Kaspersky no comunicado.

O vírus engana a vítima por meio de uma mensagem de e-mail quando é aberta no celular, na qual é oferecida ajuda para pagamento de dívidas e exibido um link para ela saber os detalhes. Ao clicar no link, o arquivo malicioso é baixado e infecta o dispositivo móvel. Assim, os cibercriminosos podem realizar,  remotamente, transações fraudulentas.


© SPUTNIK / VLADIMIR ASTAPKOVICH
Bitcoin, criptomoeda

“O Ghimob pode espionar 153 aplicativos para celular, geralmente de bancos, empresas financeiras e plataformas de criptomoeda”, alertaram os analistas da Kaspersky.

A empresa de segurança aconselha organizações financeiras a rastrear novos malwares, melhorar o processo de autenticação, aplicar tecnologias antifraude e usar análises de ameaças para reduzir a probabilidade de ataques de cavalos de Troia como este.


 

terça-feira, 21 de abril de 2020

Mutações agressivas do coronavírus são identificadas: carga viral é 270 vezes mais potente



Cientistas chineses identificaram uma estirpe de SARS-CoV-2, o elemento patogênico causador da Covid-19, muito mais agressiva que as já conhecidas. Essa variedade, que tem seu poder viral 270 vezes mais potente que as demais, foi a encontrada na Itália e também no Brasil


Sputnik News - Estudo feito na China conclui que diferentes mutações do novo coronavírus acarretam intensidades diferentes da COVID-19 e podem mudar uma patogênese fraca da doença para uma mais forte.
A patogênese da COVID-19 pode variar dependendo da estirpe de seu patógeno, o SARS-CoV-2, descobriram pesquisadores da Universidade de Zhejiang, China, que publicaram uma versão preliminar da pesquisa no site MedRxiv.
Os cientistas estudaram amostras de diferentes mutações do coronavírus de 11 pacientes aleatórios de Hangzhou, e analisaram a rapidez com que diferentes estirpes penetram em células humanas e as destroem.
Como resultado, verificou-se que as mutações mais agressivas são as mesmas da Itália e da Espanha e as menos ativas são as mais comuns nos Estados Unidos, particularmente no estado de Washington, noroeste do país.
Anteriormente, um geneticista da Escola de Medicina de Icahn no Monte Sinai, em Nova York, disse que a maioria dos casos de infecções com coronavírus na cidade, que se tornou o epicentro da infecção nos Estados Unidos, veio da Europa.
Um grupo da Escola de Medicina Grossman da Universidade de Nova York chegou a conclusões semelhantes, relata o portal Washington Post Examiner.
Os autores do estudo da Universidade de Zhejiang argumentam que foram os primeiros a conseguir provar que uma mutação do coronavírus pode mudar a patogênese da doença. Assim, as estirpes mais agressivas do agente causador da COVID-19 podem atingir 270 vezes mais carga viral do que as estirpes mais fracas.
Os pesquisadores também alertam que mutações mais fracas do coronavírus não significam redução do risco de morte pela doença em todos os grupos de pessoas.
Como exemplo, dois pacientes de Zhejiang de carca de 30 e 50 anos de idade foram infectados com um vírus de mutação mais fraca, após o que sofreram gravemente com a COVID-19. Mais tarde ambos se recuperaram, mas o paciente mais velho teve que ser internado na unidade de terapia intensiva.
O coronavírus SARS-CoV-2, originalmente registrado na China, se espalhou praticamente por todo o mundo. De acordo com os últimos dados da Universidade Johns Hopkins (EUA), o número de infectados chegou a quase 2,5 milhões e mais de 171.000 pessoas morreram.

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