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domingo, 15 de agosto de 2021

Tesouro Nacional sofreu ataque de ransomware, confirma Ministério da Economia

 


Segundo o órgão, a invasão hacker do tipo ransomware impede o acesso ao sistema e força a vítima a pagar um resgate.

O Ministério da Economia confirmou que a rede interna da Secretaria do Tesouro Nacional sofreu um ataque hacker na noite de sexta-feira (13).

Em nota, a pasta afirma que "as medidas de contenção foram imediatamente aplicadas e a Polícia Federal, acionada [...]. Os efeitos da ação criminosa estão sendo avaliados, neste primeiro momento, pelos especialistas em segurança da Secretaria do Tesouro Nacional e da Secretaria de Governo Digital", relata o jornal O Globo neste domingo (15). O ministério não detalhou o grau de dano provocado pela invasão.

De acordo com o Ministério da Economia, o sistema do Tesouro Nacional sofreu um ataque de ransomware, em que os invasores pedem um resgate, geralmente em forma de criptomoedas, em troca dos dados sequestrados (criptografados) do computador. Há um bloqueio para que o usuário invadido não consiga acessar os dados sequestrados.

"Nesta primeira etapa, avaliou-se que a ação não gerou danos aos sistemas estruturantes da Secretaria do Tesouro Nacional, como o Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI) e os relacionados à Dívida Pública. As medidas saneadoras estão sendo tomadas", acrescenta a nota.

Em fevereiro, o Ministério da Saúde sofreu um ataque similar. Na ocasião, segundo a pasta, não houve vazamento de informações e a situação foi controlada pela equipe de segurança da informação.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Tecnologia e internet: Detalhes do 'maior ataque de ransomware do mundo' são revelados

 


No sábado (3), o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que Washington não tem certeza sobre o envolvimento do governo russo em um recente e sofisticado ataque de ransomware.

Milhares de vítimas em aproximadamente 17 países foram afetadas pelo "maior ataque de ransomware do mundo já registrado", segundo o jornal Politico, que acusou o grupo de hackers REvil de estar envolvido na ação.

A mídia dos EUA citou a empresa de cibersegurança Sophos afirmando que uma "ampla gama de empresas e agências públicas" foram prejudicadas pelo ataque de sexta-feira (2), "aparentemente em todos os continentes, incluindo os serviços financeiros, viagens e lazer e o setor público.

O ataque de ransomware afetou a maior parte das 800 lojas da rede sueca de supermercados Coop, bem como as redes farmacêuticas e de postos de gasolina do país, além da ferrovia estatal e da emissora pública SVT, segundo o Politico.

Além disso, milhares de clientes de uma empresa alemã de serviços de TI e duas dessas empresas nos Países Baixos, VelzArt e Hoppenbrouwer Techniek, também foram atingidas.

Ross McKerchar, diretor de segurança da informação da Sophos, por sua vez, afirmou ao Politico não ter encontrado "evidências de roubo de dados".

Já o CEO da empresa de software atingida Kaseya, Fred Voccola, afirmou que o ataque afetou principalmente as pequenas empresas, como "bibliotecas, odontologias, empresas de arquitetura e centros de cirurgias plásticas", descrevendo o "nível extraordinário de sofisticação" utilizado no ataque lançado por uma afiliada do REvil, supostamente ligada a hackers russos, conforme o Politico.

O presidente norte-americano, Joe Biden, afirmou não ter certeza se os ataques foram mesmo promovidos pelo grupo russo.

Biden ordenou que "todos os recursos do governo federal" fossem usados para investigar o incidente.

A embaixada russa negou "fortemente" qualquer envolvimento russo nos ataques "a instalações do governo e privadas nos EUA e no exterior".

"Enfatizamos que o combate ao crime cibernético é uma prioridade inerente para a Rússia e parte integrante de sua política de Estado para combater todas as formas de crime. Uma ampla gama de instrumentos de aplicação da lei é usada para sua implementação", afirmou a embaixada russa.

Os diplomatas russos também expressaram sua esperança de que os "norte-americanos descartem a prática de fazer acusações infundadas e se concentrem no trabalho profissional com especialistas russos para fortalecer a segurança da informação internacional [...] para combater o crime cibernético".

As declarações surgiram após um relatório conjunto da Agência de Segurança Nacional, Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura e Departamento Federal de Investigação, dos EUA, e do Centro Nacional de Segurança Cibernética, do Reino Unido, ter sido publicado no início da semana.

No relatório, as agências de inteligência alegaram que a inteligência militar russa estaria realizando uma "campanha global de força bruta", supostamente visando "ambientes empresariais e em nuvem". Contudo, o documento não forneceu qualquer evidência para apoiar as alegações.


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