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sexta-feira, 26 de junho de 2020

Quem é Mariah Corazza, executiva que manteve idosa em trabalho escravo em bairro nobre de SP


Mulher não pagava salário fixo à trabalhadora desde 2011. Idosa foi abandonada em imóvel da patroa sem acesso a banheiro


Revista Fórum - Funcionária de alto escalão na Avon, Mariah Corazza Üstündag, 29 anos, manteve uma idosa de 61 anos em condições análogas à escravidão em sua casa no Alto de Pinheiros, bairro nobre da zona oeste de São Paulo.

No Linkedin de Mariah, que foi deletado após a repercussão do caso, consta que ela é gerente global da marca no setor de “inovação em fragrância”. Estudou na Universidade de São Paulo (USP) e é filha de uma famosa cosmetóloga brasileira, Sônia Corazza.
Sônia, por sua vez, é engenheira química e foi responsável por criar produtos para as principais empresas de cosmético do país e do exterior, como Natura, Boticário e Avon. A idosa foi resgatada neste mês pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Ela não recebia salários por seu trabalho como empregada doméstica desde 2011. 
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Avon demite executiva que manteve idosa em trabalho escravo em São Paulo

Mariah Corazza Üstündag, executiva que manteve idosa em trabalho escravo em bairro nobre de SP (Foto: Reprodução)

Empresa ainda informou que prestará acolhimento à idosa que foi mantida em trabalho escravo pela executiva Mariah Corazza


Revista Fórum - A Avon divulgou uma nota, na tarde desta sexta-feira (26), em que informa que a executiva Mariah Corazza Üstündag, que manteve uma idosa em trabalho escravo em um imóvel de Pinheiros, bairro nobre de São Paulo, foi demitida. A princípio, quando o caso veio à tona, a empresa havia informado que Corazza havia sido afastada enquanto os fatos eram apurados.

Já na nova nota, além de anunciar que a executiva não faz mais parte do quadro de funcionários, a Avon informou que vai prestar acolhimento à idosa, que foi resgatada em condições análogas à escravidão e que não recebia salário desde 2011.
“Com grande pesar, a Avon tomou conhecimento de denúncias de violações dos direitos humanos por um de seus colaboradores. Diante dos fatos noticiados, reforçamos nosso compromisso irrestrito com a defesa dos direitos humanos, a transparência e a ética, valores que permeiam nossa história há mais de 130 anos. Informamos que a funcionária não integra mais o quadro de colaboradores da companhia. A Avon está se mobilizando para prestar o acolhimento à vítima”, diz a nota.
Confira a reportagem completa na Revista Fórum.

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