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domingo, 11 de setembro de 2022

Armas liberadas por Bolsonaro estão sendo usadas por traficantes de drogas e pelo crime organizado

 



Os decretos de Jair Bolsonaro que liberaram armas para colecionadores e atiradores estão favorecendo, na verdade, traficantes e grandes quadrilhas do crime organizado. É o que aponta reportagem do jornalista Rafael Soares, do Globo, que levantou diversos casos em que armas de supostos atiradores caíram nas mãos de quadrilhas de roubo de cargas, tráfico de drogas e do chamado 'novo cangaço'.


"O número de armas e munição nas mãos dos CACs explodiu no Brasil nos últimos quatro anos, em decorrência de uma série de decretos do presidente Jair Bolsonaro que ampliou os direitos da categoria. O número de integrantes da categoria cresceu de 117 mil em 2018 para mais de 673 mil até junho de 2022, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Por decreto, o presidente aumentou o limite de armas e munição a integrantes da categoria. Atualmente, atiradores podem ter até 60 armas e comprar 180 mil por ano; antes o limite máximo era de 16 armas e 40 mil cartuchos. Por isso, o arsenal nas mãos da categoria passou de 350 mil armas em 2018 para mais de 1 milhão", lembra o jornalista.

"Para o policial federal Roberto Uchôa, que estuda políticas de controle de armas e é pesquisador associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a série de decretos do governo sobre armas beneficiou o crime organizado", acrescenta o repórter. "Na festa das armas, o crime organizado é um dos convidados principais. Hoje, com a flexibilização das regras promovida pelo governo, existem diversas maneiras de armas compradas legalmente irem parar nas mãos de criminosos. As quadrilhas podem cooptar alguém sem antecedentes para se registrar como CAC e comprar armas, usar laranjas, usar brechas no controle para que seus próprios integrantes virem CACs e, por fim, ainda podem atacar transportadoras e lojas de armas. No mercado ilegal, um fuzil custa R$ 50 mil, ficou muito mais fácil buscar essa mesma arma três vezes mais barata no mercado interno, legal", afirma.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Combate ao crime organizado em Feira de Santana, avaliado em quase meio milhão, carga de 300 kg de maconha é apreendida

 


Um carregamento com aproximadamente 300 quilos de maconha avaliado em meio milhão de reais, foi apreendido na cidade de Feira de Santana, no Portal do Sertão, na noite deste domingo (14).  De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), investigadores da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE/Draco) já estavam monitorando um homem que estaria chegando ao município para distribuir a droga e conseguiram encontrá-lo em uma pousada onde estava hospedado. As equipes abordaram o suspeito quando ele se aproximava de um veículo, no estacionamento do local, mas o homem conseguiu fugir deixando para trás dois carros carregados com a droga.



De acordo com o delegado Deivid Lopes, a operação causou um prejuízo de aproximadamente R$ 500 mil ao tráfico." A equipe já vinha acompanhando esse alvo e, quando obteve a informação de que o indivíduo estaria chegando com uma grande quantidade de drogas, a equipe já iniciou o trabalho de campana", disse. Na mesma operação também foram apreendidos dois veículos, uma arma de fogo e uma pistola 380. Também foram identificados mais dois indivíduos que o estariam auxiliando nesta empreitada criminosa. De acordo com a SSP-BA as investigações continuam para identificar a origem do material e os principais destinatários.


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