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quarta-feira, 1 de junho de 2022

Cientistas apontam razão de Netuno ter azul mais escuro que Urano


 


Os dois planetas mais longínquos do Sistema Solar possuem semelhanças na sua composição e até na sua aparência visual, que cientistas agora pretendem explicar.

Cientistas afirmaram em um estudo publicado na revista Journal of Geophysical Research: Planets ter descoberto a razão de os planetas Urano e Netuno terem tonalidades de azul ligeiramente diferentes.
A diferença se resume essencialmente a uma névoa. Ambos os planetas têm uma camada de névoa grossa e concentrada em suas atmosferas gasosas, mas esta camada é mais persistente em Urano, "branqueando" sua aparência vista do espaço e dando-lhe uma aparência de ciano mais brilhante.
Em Netuno, tempestades violentas agitam mais sua atmosfera, fazendo com que sua camada nebulosa se condense em tempestades de metano líquidas, limpando a névoa à medida que ela cai em direção ao planeta. Já o Urano mais calmo, que aparece plano, não tem tal dinâmica. Sem essa camada de névoa, ambos os planetas teriam um azul profundo causado por nuvens de gelo de metano e sulfeto de hidrogênio, de acordo com os autores da pesquisa.
Gelo negro (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 16.11.2021
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Os cientistas explicaram que determinaram isso ao observar ambos os planetas usando múltiplos comprimentos de onda de luz através do Observatório Gemini no Havaí, EUA.

"Este é o primeiro modelo a se ajustar simultaneamente às observações da luz solar refletida dos comprimentos de ondas ultravioletas a quase infravermelhos. É também o primeiro a explicar a diferença de cor visível entre Urano e Netuno", resumiu Patrick Irwin, professor de Física Planetária da Universidade de Oxford, Inglaterra, Reino Unido, e autor principal do estudo, à agência espacial norte-americana NASA, citado na terça-feira (31).

Devido à grande distância dos dois planetas gasosos da Terra, os mais distantes do Sistema Solar, até agora somente a sonda espacial Voyager 2 os visitou de perto, enquanto todos os outros estudos foram realizados de longe, da Terra ou na órbita da Terra. Urano e Netuno eram demasiado longínquos e escuros para serem vistos a olho nu do nosso planeta. Apenas a invenção dos telescópios tornou possível a descoberta deles nos séculos XVIII e XIX.

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Novo estudo pode explicar por que Urano e Netuno não têm a mesma cor

 



Os planetas mais parecidos de nosso Sistema Solar, Urano e Netuno, são quase do mesmo tamanho e têm massa muito aproximada, com composições e estruturas semelhantes, até mesmo taxas de rotação.


Divulgada pela Science Alert e disponível em arXiv, uma nova pesquisa afirma ter encontrado uma resposta para as cores tão diferentes entre os dois "gêmeos" do Sistema Solar.
De acordo com uma equipe liderada pelo físico planetário da Universidade de Oxford, no Reino Unido, Patrick Irwin, uma extensa camada de neblina dilui a tonalidade de Urano, resultando em um orbe mais pálido em comparação com seu gêmeo distante.
Urano e Netuno são compostos por pequenos núcleos rochosos cercados por um manto de gelo de água, amônia e metano. Segundo as medições, possuem uma atmosfera gasosa consistindo principalmente de hidrogênio, hélio e metano com a atmosfera superior cheia de nuvens. Mas essa atmosfera não é homogênea, acredita-se que seja composta de camadas, como todas as outras atmosferas do Sistema Solar.

De acordo com últimos modelos atmosféricos infravermelhos de Irwin e seus colegas, ambos os planetas têm uma camada de névoa fotoquímica. Isso ocorre quando a radiação ultravioleta do Sol quebra as partículas de aerossol na atmosfera, produzindo neblina (chamada de camada Aerosol-2). É um processo comum, visto em Vênus, Terra, Saturno, Júpiter, no planeta anão Plutão e nas luas Titã e Tritão.
Perspectiva da atmosfera de um exoplaneta (imagem de referência) - Sputnik Brasil, 1920, 31.01.2022
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"Já que essas partículas absorvem raios ultravioletas (UV), isso explica a menor refletividade UV observada em Urano e também explica por que Urano parece ter uma cor azul mais pálida para o olho humano do que Netuno, uma vez que essas partículas têm um espectro de refletividade visível aproximadamente branco", escreveram os pesquisadores em seu artigo, que ainda aguarda revisão de seus pares.

"A menor opacidade da camada de Aerossol-2 de Netuno também explica por que as manchas escuras [...] são mais fáceis de se observar na atmosfera de Netuno que na de Urano."
Ainda não está claro por que a camada de Aerossol-2 de Netuno não é tão densa quanto a de Urano, mas os pesquisadores acreditam que a atmosfera de Netuno pode ser melhor em limpar a neblina ao nevar metano com mais eficiência do que em Urano.
"Observações futuras de Urano e Netuno [...] podem ajudar a resolver a questão de saber se manchas escuras e regiões escuras são causadas por um escurecimento ou clareamento da camada [mais profunda] de Aerossol-1", escreveram eles. "Este será, esperamos, o foco do trabalho futuro."


sábado, 9 de outubro de 2021

Simulações sugerem que pode haver planeta do tamanho da Terra ou Marte além da órbita de Netuno

 


Uma equipe de cientistas sugere em um recente estudo que pode existir um planeta do tamanho da Terra ou de Marte além da órbita de Netuno.

Em seu trabalho, publicado na Annual Review of Astronomy and Astrophysics, os pesquisadores sugerem ainda que simulações da criação do Sistema Solar mostram que tal planeta pode ter sido empurrado para regiões exteriores do sistema pelos gigantes gasosos, escreve portal Phys.org.

Enquanto os cientistas continuam estudando o Sistema Solar, eles estão tentando entender não só como os planetas surgiram, mas por que eles se situam em suas órbitas atuais. Neste novo trabalho, os autores notam que as simulações da evolução do Sistema Solar ainda não são capazes de explicar a configuração atual devido à falta de informações.

Pesquisadores notaram que há algo estranho na configuração atual dos planetas, onde há quatro planetas rochosos internos, um cinturão de asteroides e, em seguida, quatro gigantes gasosos no Sistema Solar externo. Depois seguem os planetas anões e outros corpos celestes tais como cometas. Os astrônomos acreditam que está faltando algo.

Apresentação artística de um corpo celeste localizado no Sistema Solar
Apresentação artística de um corpo celeste localizado no Sistema Solar
Eles afirmam que é improvável que a evolução natural do nosso sistema teria quatro gigantes gasosos e depois nada além dos anões. Seguindo esta lógica, deveria haver alguns planetas de outros tamanhos, e suas simulações suportam essa teoria, acrescentando que a existência de outro planeta do tamanho da Terra ou Marte, posicionado talvez entre dois dos planetas gasosos, formaria um modelo mais preciso, pelo menos durante as fases inicias de desenvolvimento.

Posteriormente, tal planeta teria sido empurrado para mais longe no espaço, ou se juntando aos anões ou sendo afastado para o espaço interestelar, onde viajaria sozinho. Cientistas concluem que se tal planeta existe nas margens externas do Sistema Solar, os novos telescópios podem ser capazes de localizá-lo, confirmando assim a teoria.

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