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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Usuários devem abandonar Facebook Messenger 'agora' por esta razão, apela mídia

 


Um jornalista da revista Forbes comentou a situação em torno do aplicativo de mensagem, declarando que os usuários que se preocupam com privacidade não podem continuar usando o aplicativo.

Em meio às preocupações com a mudança da política de privacidade do WhatsApp, os argumentos para fazer o mesmo em relação ao Facebook Messenger são ainda maiores, afirmou no sábado (16) a revista Forbes.

Segundo Zak Doffman, jornalista de segurança cibernética, a controvérsia em torno do WhatsApp "desviou a atenção do quanto o Messenger invadiu sua privacidade".

"Não há nenhuma justificativa para isso. Todos nós sabemos que o Facebook vive de nossos dados, é assim que pagamos por seus serviços 'gratuitos'. Mas tem que haver um limite. Se nos encontramos em um lugar onde o Facebook diz 'pegaremos tudo que pudermos colocar em nossas mãos', e dizemos 'sim, está tudo bem', então o que isso diz sobre nós e o valor que colocamos em nossa própria privacidade?", questionou.

Na opinião do autor do artigo, se o êxodo do WhatsApp foi justificado, ele era ao menos suavizado com o principal argumento da empresa, de que o aplicativo não podia ler as mensagens das pessoas, e muito menos do Facebook.

"Você não tem tanta sorte, porém, se você é um usuário do Messenger", disse Doffman.

Ele notou que a criptografia de ponta a ponta no Messenger é apenas realizada em mensagens privadas, não dentro de grupos, e que não está ativada por padrão, algo que deveria ser o caso, critica. Além disso, refere que o aplicativo detido por Mark Zuckerberg grava "informações sensíveis", "informações financeiras", bem como "saúde e forma física".

O jornalista aconselha que os usuários deixem o Facebook Messenger e mudem para o WhatsApp, sendo esse ainda "a opção mais fácil", e depois para o "o mais seguro" Signal a longo prazo, "à medida que seus contatos se juntarem mais".

"Se você é um dos 1,3 bilhão de usuários do Facebook Messenger, então a reação repentina contra o WhatsApp deve servir como um forte aviso", apontou Zak Doffman.

"Você deve fazer isso agora", concluiu.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Vídeo de Bolsonaro gerou revolta e demissão no alto escalão do Facebook

 


Uma reportagem da revista norte-americana New Yorker, publicada nesta semana, revelou que uma live do presidente brasileiro Jair Bolsonaro provocou revolta e debate no alto escalão do Facebook e provocou a demissão de um engenheiro. O profissional pediu demissão após expressar inconformidade com a aparente condescendência dos executivos da rede social com supostas violações das regras da plataforma pelo brasileiro. A transmissão ao vivo em questão foi a que o presidente fez referências aos indígenas afirmando que  “cada vez mais, o índio é um ser humano igual a nós”, em janeiro deste ano.

Segundo Andrew Marantz, que assina a reportagem e é autor do livro “Antisocial”, sobre extremismo on-line, notícias sobre a declaração do presidente chocaram David Thiel, um especialista em cibersegurança baseado na sede do Facebook, em Menlo Park, Califórnia, segundo O Globo. Ele teria ficado ainda mais inconformado quando constatou que o Facebook não havia removido o vídeo, apesar de clara violação à regra que veda discursos que “desumanizem” ou classifiquem de sub-humano qualquer grupo ou etnia.  

Thiel publicou na Workplace, rede social interna do Facebook, um questionamento sobre a permanência do vídeo na plataforma. Dois experts, um em Brasília e outro em Dublin, avaliaram a queixa e concluíram que a declaração de Bolsonaro não violava as regras. De acordo com a reportagem, o especialista baseado em Brasília justificou a decisão informando que Bolsonaro é “politicamente incorreto” e que, na verdade, o presidente falava em sentindo figurado. 

Thiel discordou da avaliação e suspeitou da objetividade do colega, “já que ele havia trabalhado para pelo menos um político pró-Bolsonaro”, descreveu a revista. O engenheiro recorreu, então, a instâncias superiores, e pelo menos quatro membros do time responsável pela política de conteúdo do Facebook concordaram em se reunir virtualmente com Thiel para debater o tema.

O engenheiro estava tão inconformado com a tolerância do Facebook com Bolsonaro que preparou um PowerPoint de 15 slides para convencer a “banca” de que o brasileiro violou, sim, as regras da plataforma. 

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Fantástico expõe em detalhes como opera o gabinete do ódio bolsonarista punido pelo Facebook (assista)


Programa da Globo fez questão de destacar que as informações coletadas pelo Facebook de contas de assessores próximos à família Bolsonaro podem ser adicionadas às ações do STF que pedem a sua cassação


O programa Fantástico, da Globo, veiculou em sua edição da noite deste domingo (2) uma longa reportagem mostrando detalhes sobre a investigação do Facebook que derrubou páginas de assessores próximos à família Bolsonaro que são utilizadas para disseminar fake news e promover ataques contra adversários.
Assista a reportagem AQUI.
Durante a exibição da matéria, o programa procurou evidenciar a proximidade entre assessores que se fingiam de “jornalistas” com o presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e deputados bolsonaristas.
No dia 8 de julho, o Facebook derrubou uma rede de distribuição de fake news e perfis falsos ligada aos gabinetes de Jair Bolsonaro, do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e dos deputados estaduais bolsonaristas Anderson Moraes (PSL-RJ) e Alana Passos (PSL-RJ). Todos tiveram destaque na matéria do Fantástico.
Continue lendo na Fórum. 

sexta-feira, 27 de março de 2020

Internet: Facebook trará novos recursos para as transmissões ao vivo



Ferramenta valiosa para produtores de conteúdo em tempos de quarentena, o Facebook Live ganhará novas ferramentas nas próximas semanas

Com o surto do novo coronavírus obrigando milhões de pessoas ao isolamento social em suas casas, as transmissões ao vivo nas redes sociais se tornaram uma maneira prática para usuários – especialmente criadores de conteúdo e artistas – manterem contato com seu público.
Por isso, o Facebook irá lançar vários recursos nas próximas semanas para tornar o Facebook Live mais acessível e fácil de usar, principalmente para pessoas com limitações nas suas redes de dados móveis.
Entre as novidades estarão um modo de transmissão só de áudio e a criação de legendas automáticas. A rede social também quer aumentar o alcance das transmissões, e permitirá que pessoas sem uma conta no Facebook possam acessar o conteúdo. A plataforma também dará suporte para que os streamers gerem números de telefone gratuitos para que os espectadores possam telefonar e participar de uma transmissão ao vivo.
Os eventos ao vivo, feitos por organizadores e que reúnem diversos streamers, também ganharão novos recursos. A função “Stars”, que permite aos criadores ganhar dinheiro com transmissões, está se expandindo para músicos e instituições culturais. Até agora, era usado principalmente por jogadores de videogame.
Além disso, o Facebook está fornecendo a alguns parceiros, principalmente organizações religiosas e educacionais, acessórios para celular para ajudá-los a entrar no ar. Também está lançando configurações que exigem uma câmera e um codificador conectados para transmissões profissionais. O objetivo é facilitar o gerenciamento de transmissões ao vivo e inclui ferramentas como moderação de comentários, sobreposições e recortes.
Via: The Verge

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