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quarta-feira, 28 de julho de 2021

Exclusivo: Dallagnol e esposa compram segundo apartamento em condomínio de luxo de Curitiba

 

Deltan e Fernanda Dallagnol (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A esposa de Deltan Dallagnol, Fernanda, arrematou no dia 12 de julho o segundo apartamento da família no condomínio Playmouth Hill’s, um dos mais luxuosos de Curitiba. Usando o pseudônimo Sofimora, ela pagou cerca de R$ 2,1 milhões pelo imóvel. Com isso, a família passa a ter duas unidades no condomínio.

Em 2018, Deltan Dallagnol comprou a primeira unidade da família no condomínio. Segundo escritura, ele pagou cerca de R$ 1,8 milhão.

O negócio foi revelado com exclusividade no documentário Walter Delgatti, o hacker que mudou a história do Brasil.

O imóvel arrematado por Fernanda Dallagnol ocupa todo o um andar do Playmourth Hill’s. O que Dallagnol comprou ocupa todo o segundo andar do mesmo edifício. 

Incluindo as áreas comuns, o casal tem agora 1.100 metros quadrados do condomínio. As área privativas somam quase 800 metros quadrados.

Em 2016, utilizando um power point, Deltan Dallagnol atribuiu a Lula um triplex em um condomínio relativamente modesto do Guarujá.

O imóvel, que nunca foi de Lula e tinha sido dado em garantia pela OAS à Caixa Econômica Federal, foi usado como prova num processo que custou ao ex-presidente da República 580 dias de liberdade e a candidatura em 2018, no pleito em que Bolsonaro se elegeu.

O processo contra Lula foi foi anulado pelo Supremo Tribunal Federal neste ano, em razão da parcialidade de Moro e também da incompetência da Justiça Federal em Curitiba para julgar o caso.

A ação foi central na Lava Jato, operação responsável direta pela destruição de 4,4 milhões de empregos e a perda de mais de R$ 170 bilhões em investimentos no país, segundo apurou o Dieese, o departamento intersindical de estudos socioeconômicos.

O país empobreceu, mas como revela mais esta transação imobiliária, a família de Deltan Dallagnol enriqueceu.

Sergio Moro também ficou rico, mudou-se para um condomínio fechado em Curitiba e hoje também tem residência Georgetown, o bairro mais caro de Washington, onde ele trabalha para a Alvarez & Marsal, uma das maiores bancas de advocacia do mundo.

Sua remuneração seria equivalente a R$ 1,7 milhão por ano.

O imóvel arrematado pela esposa de Deltan Dallagnol também remete a Sergio Moro. 

É que o apartamento de um andar inteiro pertencia ao ex-secretário da Fazenda de Maringá Luís Antônio Paolicchi, que trabalhou em quatro administrações, inclusive a do líder de Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros.

Paolicchi foi assassinado em 2011, Seu corpo foi encontrado amarrado dentro do porta-malas de um carro com dois tiros, em uma estrada rural da cidade. 

Em 2000, Paolicchi tinha sido condenado à prisão sob acusação de chefiar uma quadrilha que desviou R$ 100 milhões, em valores da época, dos cofres públicos. 

Ele ficou preso até 2005. Mais tarde, foi condenado a restituir R$ 500 milhões à prefeitura e também por sonegação de impostos. 

Um dos acusados de integrar a quadrilha Paolicchi foi o advogado tributarista  Irivaldo Joaquim de Souza, de quem Moro foi estagiário em Maringá e em favor de quem deu testemunho favorável na ação em que Paolicchi foi condenado.

Irivaldo Joaquim de Souza obteve habeas corpus depois do depoimento de Sergio Moro.

Um jornal do Paraná noticiou que parte do dinheiro desviado da prefeitura de Maringá foi usado nas campanhas de Jaime Lerner e também de Álvaro Dias, em operações intermediadas pelo doleiro Alberto Youssef, réu-colaborador de Moro em dois casos, o do Banestado e o da Lava Jato.

Uma parte do espólio de Policchi agora engorda o patrimônio do ex-coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, que aparece nas mensagens acessadas por Walter Delgatti como cúmplice de Moro em ações de investigação combinadas.

A Lava Jato foi péssima para o Brasil, mas gerou oportunidades excelentes para seus protagonistas.

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Abaixo, o documento que oficializa o arremate do apartamento pela esposa de Deltan Dallagnol:

Reprodução
Reprodução(Photo: Reprodução)Reprodução

Fonte 247

sábado, 5 de dezembro de 2020

VÍDEO: Guarda acaba com festa clandestina de jovens que desafiaram toque de recolher em Curitiba

 

O vídeo foi publicado pelo prefeito Rafael Greca, reeleito em primeiro turno em Curitiba. Leia o que ele escreveu:



Nossa Guarda Municipal atendeu na noite desta sexta,4 de dezembro, denúncia, via 153, de uma abusiva e criminosa festa clandestina realizada no Salão de Festas Maravilha – localizado na rua Marechal Floriano, 4845, na Vila Hauer.
A festa foi interrompida com base no decreto municipal 1640, que dispõe sobre medidas restritivas a atividades e serviços para o enfrentamento da Emergência em Saúde Pública, de acordo com o quadro epidêmico do novo Coronavírus (COVID-19) e a situação de Risco Médio de Alerta – Bandeira Laranja, conforme Protocolo de Responsabilidade Sanitária e Social de Curitiba.
Os 122 participantes presentes a festa foram orientados a retornar às suas casas uma vez que está em vigência a lei seca e o toque de recolher no período das 23h as 5h da manhã, segundo o decreto estadual 6294, que também dispõe sobre medidas restritivas de combate à COVID-19.
A Guarda Municipal registrou Boletim de Ocorrência (número 53,410/2020) e deu ciência ao proprietário, Édson Redolfi. A Prefeitura Municipal de Curitiba tomara as medidas administrativas e jurídicas cabíveis para punir o infrator com a severidade que seu crime contra a Saúde Pública exige.
Estes 122 jovens irresponsáveis – em 5 dias – estarão à porta das UPAS reclamando atendimento. Na sequência seus pais e avós precisarão de leitos e UTIs SUS exclusivas para COVID. Depois, muitos deles nos culparão pelas mortes que provocaram. #XôCoronaFests Determinei que a Secretaria de Defesa Social, a Guarda Municipal monitorem demais festas clandestinas marcadas para este final de semana em Curitiba. Pedi ao Governador que a PM ajude na repressão.
Os promotores de eventos e os proprietários dos locais que sediarem as festas correm risco de serem acusados de crime sanitário, por estimular a propagação do coronavírus. Com este tipo de prática não haverá leitos clínicos e UTIs suficientes!

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Policial penal de 41 anos morre em Curitiba por Covid-19

 


Nesta terça (13), o sistema penitenciário do Paraná registrou a segunda morte de um policial penal por Covid-19.  Jefferson Oliveira dos Santos, de 41 anos, estava internado no Hospital Santa Casa, em Curitiba, e sofreu uma parada cardíaca. 


O Sindarspen, Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, emitiu uma nota de pesar pelo falecimento de Jefferson. Segundo o sindicato, Santos trabalhava no sistema penitenciário paranaense desde 2007 e atualmente estava lotado no Monitoramento. Colegas policiais penais sairam em carreata em frente a Funerária Jardim da Saudade, em Curitiba até o Jardim da Saudade, na Avenida Maringá, 3300, em Pinhais, onde o corpo foi sepultado. Segundo o Mapa de Monitoramento de Prevenção ao coronavírus nas unidades penais do Paraná, do Sindarspen, 190 policiais penais do Paraná já foram contaminados pelo Covid-19. Em 4 de agosto, o primeiro agente penal morreu por Covid-19. Marcelo Tersi, policial penal, de 43 anos, estava lotado na Cadeia Pública de Curitiba. 


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