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sexta-feira, 1 de abril de 2022

Estudo demonstra que Mercúrio tem tempestades magnéticas semelhantes às da Terra

 


Uma equipe internacional de cientistas conseguiu provar que Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar, tem tempestades geomagnéticas semelhantes às da Terra.

A pesquisa realizada por cientistas dos Estados Unidos, Canadá e China inclui o trabalho da professora de física espacial do Instituto Geofísico da Universidade do Alasca Fairbanks Hui Zhang.
O campo magnético significativamente mais fraco, menor magnetosfera e escala de tempo muito mais rápida dos processos em torno de Mercúrio, em comparação com a Terra, permitem que as partículas carregadas escapem da sua magnetosfera de forma mais eficiente através do sombreamento da magnetopausa e bombardeiem diretamente a superfície.
Nova análise de dados da nave espacial Messenger da NASA prova que, apesar destas diferenças substanciais, uma corrente anelar bifurcada, ou seja, um campo de partículas carregadas em forma de donut que flui lateralmente ao redor do planeta excluindo os polos pode se formar na magnetosfera de Mercúrio e desencadear tempestades magnéticas sob forte vento solar.

Uma tempestade geomagnética é uma grande perturbação na magnetosfera de um planeta causada pela transferência de energia do vento solar. Tais fenômenos na magnetosfera da Terra produzem auroras e podem interromper as comunicações de rádio.

"Os processos são bastante semelhantes aos daqui na Terra", disse Zhang sobre as tempestades magnéticas de Mercúrio. "As principais diferenças são o tamanho do planeta e que Mercúrio tem um campo magnético fraco e praticamente nenhuma atmosfera".

Confirmação das tempestades geomagnéticas em Mercúrio resulta de pesquisas que foi possível realizar por uma coincidência fortuita: uma série de ejeções de massa coronal do Sol entre os dias 8 e 18 de abril de 2015 e o fim das operações da sonda espacial Messenger, que foi lançada em 2004 e caiu na superfície do planeta em 30 de abril de 2015, no final da sua missão.
Uma ejeção de massa coronal é uma nuvem ejetada do plasma do Sol – um gás feito de partículas carregadas. Essa nuvem inclui o campo magnético incorporado do plasma.
A ejeção de massa coronal de 14 de abril provou ser a chave para os cientistas, uma vez que comprimiu a corrente anelar de Mercúrio no lado voltado para o Sol e aumentou a energia da corrente.
Planeta do sistema TRAPPIST-1 - Sputnik Brasil, 1920, 11.02.2022
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Nova análise de dados da Messenger mostra "a presença de uma intensificação da corrente anelar que é essencial para desencadear tempestades magnéticas", aponta estudo.

Mas isso não significa que Mercúrio possa exibir auroras como as da Terra. Na Terra, as tempestades produzem auroras quando as partículas de vento solar interagem com as partículas da atmosfera.
Em Mercúrio, no entanto, as partículas de vento solar não encontram atmosfera pelo caminho. Em vez disso, elas atingem a superfície livremente e, portanto, podem ser visíveis apenas através de exames por raios X e raios gama.

domingo, 14 de novembro de 2021

Egito: fortes tempestades 'convocam' escorpiões; cerca de 500 pessoas são picadas, ao menos 2 morrem

 



Foi relatado que centenas de pessoas no Egito foram picadas por escorpiões que saíram em meio a tempestades de granizo e chuvas fortes, além de cobras e alguns outros répteis.

Cerca de 500 pessoas foram mordidas por escorpiões na província egípcia de Aswan, sul do Egito, havendo também mortes, informou no sábado (13) Khaled Abdel Ghaffar, ministro da Saúde em exercício do país.
Aswan foi atingida por tempestades de granizo e chuvas fortes, forçando os escorpiões a abandonarem suas tocas em direção às ruas e casas das pessoas, escreve a emissora Republic TV.


"503 residentes em Aswan receberam antídotos para picadas de escorpião, enquanto houve duas mortes pelas picadas", indica uma declaração do Ministério da Saúde do Egito.

No entanto, foi relatado que três pessoas morreram dos ataques de escorpiões na cidade de Aswan. Além disso, serpentes e outros répteis teriam saído de seus esconderijos durante o granizo e a chuva forte.

Ashraf Attia, governador de Aswan, restringiu na sexta-feira (12) o movimento da população no rio Nilo e ordenou o fechamento de algumas estradas em meio a cortes de eletricidade e tempestades.
Escorpião (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 14.11.2021
Escorpião (imagem referencial)
De acordo com Ghaffar, há antiveneno suficiente em todos os hospitais do Egito, incluindo 3.350 doses atualmente disponíveis apenas na província de Aswan. Foi pedido aos médicos que a vacinação contra a COVID-19 seja pausada para tratar dos efeitos das picadas dos escorpiões.
Os escorpiões de cauda gorda, que vivem no Egito, são dos mais perigosos no mundo, podendo matar uma pessoa em menos de um minuto e deixando o corpo pálido. Alguns dos sintomas das picadas são "contrações musculares, dificuldades em respirar e movimentos incomuns da cabeça", explica a Republic TV.

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