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terça-feira, 3 de maio de 2022

Deputado aciona TCU por superfaturamento de até 550% na compra de Viagra pelas Forças Armadas

 



O deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) ingressou com  representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a investigação de compra de 11 milhões de comprimidos de citrato de sildenafila, o popular Viagra, feita pelo governo federal para as Forças Armadas. De acordo com o deputado, a aquisição teve um superfaturamento de até 550%.

“O prejuízo à União pode passar de R$28 milhões. É dinheiro público indo para o ralo da corrupção enquanto o povo brasileiro recolhe alimentos no lixo e come sopa de osso. Essa situação precisa ser investigada”, afirma o deputado.

Na semana passada, o parlamentar divulgou os detalhes do contrato firmado entre o Comando da Marinha e o laboratório EMS S/A para fornecimento de mais de 11 milhões de comprimidos de citrato de sildenafila de 20, 25 e 50 miligramas de 2019 a 2022. O acordo prevê ainda a transferência de tecnologia de fabricação do medicamento pelo laboratório da Marinha, causando questionamento sobre a finalidade dessa medida e os critérios para a produção de remédios pelas Forças Armadas.

Nos empenhos autorizados pelo governo federal, cada comprimido custa entre R$2,91 e R$3,14, valores muito acima dos praticados pelo Ministério da Saúde. O Pregão Eletrônico n° 74/2021, promovido pelo Departamento de Logística do Ministério da Saúde para fornecimento de 879.912 comprimidos de citrato de sildenafila de 25 e 50 miligramas, obteve o preço unitário de R$ 0,48, mesmo preço alcançado pelo Pregão Eletrônico n° 16/2022, que também foi promovido pelo Departamento de Logística do Ministério da Saúde para a compra de 745.074 comprimidos de 25 e 50 miligramas.  A diferença em relação aos preços de empenhos da Marinha é de  550% 

O gasto total do medicamento comprado pela Marinha pode chegar a R$33.592.714,80. Se a aquisição dos 11.21.624 comprimidos tivesse sido realizada pelo Departamento de Logística do Ministério da Saúde, o Tesouro Nacional teria desembolsado R$ 5.382.059,52, ou seja, a União teria comprado o medicamento com preço 5 vezes menor. “O contrato com a EMS S/A é, no mínimo, desastroso e a transferência da tecnologia não é suficiente para justificar esse absurdo. Claramente, o patrimônio público está sendo lesado, com autorização do governo Bolsonaro”, destaca o deputado Elias Vaz. 

terça-feira, 7 de abril de 2020

Notas fiscais revelam superfaturamento de Bolsonaro quando deputado


Reportagem da Agência Sportlight revela documentos que trazem comprovação de superfaturamento em reembolsos da verba de combustível. Uma das notas aponta abastecimento de mil litros de combustível


(Lúcio de Castro) Agência Sportlight de jornalismo investigativo - Jair Bolsonaro encheu o tanque do carro com mais de mil litros de gasolina comum. Exatamente 1.003,46 litros.
Ao menos é o que está na nota fiscal de um posto na Barra da Tijuca (Auto Serviço Rocar), zona oeste do Rio de Janeiro. Emitida em 7 de janeiro de 2009, com valor de R$ 2.608,00 na ocasião, corrigidos para R$ 4.833,38 atuais (IGP-M do último mês de fevereiro). Embora não exista carro com tal capacidade no tanque, foram reembolsados sem objeção pela Câmara como parte da “cota parlamentar” do então deputado federal pelo PP, partido de Paulo Maluf. Dinheiro público.
Os altos valores em notas fiscais para reembolso de combustível do agora presidente não ficaram por aí. 

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