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domingo, 29 de agosto de 2021

Governo ocultou do MPF compra de máscaras por metade do preço no começo da pandemia

 


Governo não declarou ao MPF aquisição de máscaras impróprias para profissionais da saúde por valor dobrado quando a pandemia estourou, no início de 2020.

O governo federal pagou R$ 3,59 por máscara do tipo PFF2, considerado um dos melhores modelos para proteção contra o coronavírus, e pagou R$ 8,65 por unidade de uma máscara que acabou sendo inutilizada por ser imprópria a profissionais de saúde, segundo a Folha de São Paulo.

Entretanto, a existência de um contrato para compra de 500 mil máscaras PFF2 diretamente da 3M do Brasil, a um custo de R$ 3,59 por peça, foi omitida em ofícios do Ministério da Saúde ao Ministério Público Federal (MPF) em Brasília.

Segundo a mídia, desta forma, não foi possível saber que o governo pagou por uma máscara imprópria mais do que o dobro do valor pago por uma máscara tida como adequada e eficiente. As duas compras foram feitas com dispensa de licitação, no começo da pandemia da COVID-19, em 2020, e, de acordo com a Folha, a informação só foi fornecida após insistência do MPF.

A Procuradoria da República também investiga irregularidades na aquisição de equipamentos de proteção impróprios, do tipo KN95, de fabricação chinesa.

O então secretário-executivo do Ministério da Saúde, coronel Élcio Franco, e o então diretor do Departamento de Logística em Saúde, Roberto Ferreira Dias, eram os principais responsáveis pela aquisição de medicamentos e equipamentos de proteção da pasta.

Ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, recebe orientação de sua advogada, Maria Jamile José na CPI da Covid, 7 de julho de 2021
© FOTO / AGÊNCIA SENADO / EDILSON RODRIGUES
Ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, recebe orientação de sua advogada, Maria Jamile José na CPI da Covid, 7 de julho de 2021

Eles foram cobrados por procuradores para entregarem a relação de todos os contratos de compra de máscaras feitos pelo ministério durante a pandemia.

Dias, em ofício entregue ao MPF em novembro de 2020, ocultou a existência do contrato com a 3M do Brasil. No principal inquérito em curso, a procuradora Luciana Loureiro cobrou novas informações, em 30 de março deste ano. Em 14 de abril, Dias voltou a omitir a existência da compra da PFF2, afirmando existir apenas o contrato com Freddy Rabbat, dono da 356 Distribuidora, Importadora e Exportadora.

A 356 Distribuidora, por meio dos advogados Eduardo Diamantino e José Luis Oliveira Lima, afirmou em nota que os preços estavam abaixo da média de mercado, segundo a mídia.

"Na ocasião, houve aumento sem precedentes da demanda mundial, o que influenciou os preços. Apesar da competição, o Brasil conseguiu concluir a aquisição, feita diretamente entre governo e fornecedora chinesa", disse a distribuidora em declaração.

A Folha relata que tentou entrar em contato com a 3M do Brasil e o Ministério da Saúde, mas ambos não responderam.

domingo, 24 de janeiro de 2021

Ford foi só a ponta do iceberg: estrangeiros cortam pela metade investimentos no Brasil

 


A ONU divulgou neste domingo (24) dados que mostram que os investimentos estrangeiros diretos no Brasil em 2020 registraram uma queda de 51% em comparação com 2019, uma redução superior à média da queda mundial


Nos últimos dias, o Brasil se deparou com diversas notícias de empresas deixando o País ou fechando unidades por aqui: Ford - a de maior impacto -, Forever 21, General Mills, Zara… Há, porém, uma notícia ainda pior, segundo a ONU: isso é só a ponta do iceberg.

Às vésperas do início do Fórum Econômico Mundial, realizado de forma virtual neste ano, as Nações Unidas divulgaram neste domingo (24) dados que mostram que os investimentos estrangeiros diretos no Brasil em 2020 registraram uma queda de 51% em comparação com 2019, uma redução superior à média da queda mundial.

“No Brasil, o investimento diminuiu para 33 bilhões de dólares, enquanto o programa de privatização e as concessões de infra-estrutura pararam durante a crise pandêmica”, indicou a Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento, informou o jornalista Jamil Chade.

“As indústrias mais afetadas foram as de transporte e serviços financeiros, com quedas na entrada de fluxos de mais de 85% e 70%, respectivamente, e as indústrias de extração de petróleo e gás e automotiva, que registraram ambas uma queda (preliminar) de 65% nos fluxos”, explica o relatório da ONU.

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Metade dos pacientes com Covid-19 sofrem com fadiga persistente, identifica estudo



Mais da metade dos pacientes recuperados do Covid-19, independentemente da gravidade da infecção, apresentam fadiga persistente. A conclusão foi de um estudo conduzido por cientistas irlandeses. O coautor do estudo, Liam Townsend, do Hospital St. James, de Dublin, ressaltou que por mais que os sintomas da doença sejam bem caracterizados, as consequências de médio e longo prazo ainda não foram exploradas. As informações são de reportagem da revista Galileu. Para chegar as conclusões, os cientistas analisaram 128 participantes, com idades em torno de 50 anos e sendo 54% de mulheres. Essas pessoas foram recrutadas após 10 semanas da recuperação clínica da infecção pela Covid-19.

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De acordo com reportagem da Galileu, do número total de pacientes participantes do estudo, 52,3% relataram que sentiam fadiga persistente. 71 pessoas deram entrada no hospital para internação, enquanto que os outros 57 não foram internados. "A fadiga ocorre independentemente da admissão ao hospital, afetando ambos os grupos igualmente", ressaltou Townsend em nota. Entre as mulheres os relatos de cansaço persistente foram maiores do que entre os homens. A matéria traz que o problema foi sinalizado principalmente pela mulheres que tinham diagnóstico pré-existente de depressão e ansiedade.

"Este estudo destaca a importância de avaliar aqueles que estão se recuperando de Covid-19 para sintomas de fadiga, independentemente da gravidade da doença inicial", aponta Townsend. Para controlar a fadiga, os autores do estudo defendem o uso de intervenções não farmacológicas. "Essas intervenções precisarão ser adaptadas às necessidades individuais dos pacientes, e pode incluir modificação do estilo de vida, terapia cognitivo-comportamental e exercícios de ritmo próprio, quando tolerados", explicam.

sábado, 28 de março de 2020

Heleno quebrou quarentena por 'engano' e pode ter infectado presidente, vice e mais da metade do ministério


O nível de desorganização do governo é tal que o próprio ministro do GSI, General Heleno, violou a quarentena que lhe foi imposta por 'equívoco'. Heleno participou de reunião de três horas com presidente e vice-presidente, expondo o governo a um risco de apagão completo


Infectado com o novo coronavírus, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, confessou que quebrou a quarentena antes da hora por um "engano". Heleno participou de uma reunião no Palácio do Planalto com o presidente Jair Bolsonaro, o vice, Hamilton Mourão, e com mais metade dos ministros.

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que "o ministro é um dos integrantes da comitiva brasileira que esteve em Miami entre 7 e 10 de março. Ao todo, 23 integrantes desta comitiva presidencial e outros brasileiros que se encontraram durante a viagem se infectaram com o novo coronavírus – Bolsonaro já fez dois testes que, segundo ele, deram negativo."
A matéria ainda informa que "em nota, Heleno disse que, após participar do encontro, na última quarta-feira, 25, por um período de três horas, foi alertado de que houve um engano e que ele deveria permanecer mais sete dias em isolamento na sua residência. Em fotos divulgadas pelo Planalto é possível ver que Heleno estava sem proteção e sentou ombro a ombro com colegas de ministério."

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