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terça-feira, 23 de março de 2021

Covid-19: Estudo identifica na Bahia variante que pode ser resistente à imunidade

 


Um estudo produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que a disseminação em larga escala e sem controle da Sars-Cov-2 no Brasil gerou mutações do coronavírus que circulam em território nacional. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (22). De acordo com a reportagem, a pesquisa o identificou "mutações preocupantes" em 11 sequências do vírus na Bahia e em mais quatro estados: Amazonas, Maranhão, Paraná e Rondônia. Segundo o levantamento, estas variantes podem ser capazes de escapar parcialmente à imunidade adquirida por indivíduos.


A matéria reforça que as mutações naturais da Sars-Cov-2 está em processo de evolução e adaptação diante de um cenário de aumento no número de pessoas com anticorpos. O estudo faz parte de um levantamento a Rede de Vigilância Genômica Covid-19 da Fiocruz e foram colhidas entre 12 de março de 2020 e 28 de fevereiro de 2021. Ao todo, 31 pesquisadores assinam o artigo.


"Identificamos que linhagens Sars-Cov-2 circulando no Brasil com mutações preocupantes no RBD [domínio de ligação ao receptor] adquiriram, de forma independente, deleções convergentes e inserções no NTD [domínio do terminal amino] da proteína S. Esses achados apoiam que a contínua transmissão generalizada do Sars-Cov-2 no Brasil está gerando novas linhagens virais que podem ser mais resistentes à neutralização do que as variantes parentais preocupantes", diz o estudo publicado hoje na revista especializada "Medrxiv”.


Agora, a publicação passará pelo processo de análise para uma eventual validação de outros pesquisadores. "Esses achados destacam a necessidade urgente de abordar a eficácia das vacinas Sars-Cov-2 para aquelas variantes emergentes do Sars-Cov-2 e o risco de transmissão comunitária não controlada contínua do Sars-Cov-2 no Brasil para a geração de variantes mais transmissíveis", apontam os autores.


O pesquisador Gabriel Wallau, da Fiocruz Pernambuco, ressalta a importância de se conter a disseminação livre do vírus no Brasil. “Se você permite que o vírus circule livremente, ele tem mais chance de mutar e acumular alterações ao longo do tempo. Além das variantes --que não surgiram só no Brasil--, o grande problema aqui é que temos uma situação de pandemia descontrolada e um cenário de sobrecarga do sistema de saúde”, afirmou.


Bahia Notícias

terça-feira, 5 de maio de 2020

Cientista russo revela a melhor forma de conseguir imunidade ao coronavírus



Professor universitário russo de fisiopatologia indica em que condições o organismo humano melhor pode produzir os anticorpos necessários que lhe assegurem imunidade contra novo coronavírus.

O professor de Fisiopatologia da Primeira Universidade Médica Estatal de Moscou I.M. Sechenov, Anton Ershov, explicou ao jornal Rossiyskaya Gazeta sob que condições o organismo consegue formar a imunidade ideal ao novo coronavírus SARS-CoV-2.
Segundo Ershov, a manifestação da doença sob uma forma moderada e sem recurso a uso excessivo de medicamentos cria as condições para a formação de um nível ideal de imunidade.
"É quando o corpo forma a máxima imunidade a ele [vírus]", afirmou Ershov.
Segundo o professor, uma imunidade adequada que proporcione a devida proteção contra a infecção, não ocorre em outras duas situações.
A primeira, em caso de manifestação muito leve da doença, pois, apesar da infecção, a reduzida presença viral leva o organismo humano a desconsiderar a ameaça, não produzindo a quantidade necessária de anticorpos, e não conseguindo dessa forma a imunidade.

© REUTERS / NIAID-IRF
Visão de uma célula infectada pelo SARS-CoV-2 sob um microscópio
A segunda, trata-se das manifestações mais severas da COVID-19, que fragiliza o corpo, que "ficará tão estressado que canalizará todas as suas forças compensatórias para suportar a vida no dado momento, e não para formar uma defesa para o futuro. O organismo simplesmente não tem forças suficientes, sobretudo proteínas para criar anticorpos", explicou Ershov.
O especialista acrescentou que o problema fundamental reside no fato de o atual coronavírus ser demasiado recente e como tal não ter ainda havido tempo suficiente para ser estudado.
Contudo, "sendo um vírus SARS, presume-se que a imunidade ao SARS-CoV-2 também permaneça por dois anos. Mas não há dados confirmados", concluiu o professor.
A pandemia do novo coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença COVID-19, já atingiu 187 países e territórios, infectou 3.523.121 pessoas e matou 247.752, segundo os últimos dados desta segunda-feira (4) divulgados pela Universidade Johns Hopkins.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Por que só Califórnia nos EUA teria 'imunidade' ao coronavírus? Nova hipótese sugere



Baixo nível de infecções na Califórnia levanta dúvidas dos cientistas se já não teria ocorrido uma epidemia na região em 2019, criando imunidade de grupo.

A tese de que a região já teria sido afetada por uma epidemia de SARS-CoV-2 está agitando os meios científicos norte-americanos, tendo a Universidade de Stanford iniciado um estudo para verificar essa hipótese.
A notícia foi avançada pelo portal ABC7 News em 11 de abril. Cientistas da Universidade de Stanford estão tentando compreender por que razão o novo coronavírus parece ser menos virulento na Califórnia do que no resto do país. Tese de uma imunidade de grupo está em equação.
Segundo alguns pesquisadores, a Califórnia já poderia ter sido afetada no ano passado por uma forma de coronavírus, então confundida com uma simples gripe. Esta exposição ao vírus, sem o seu conhecimento, teria permitido aos californianos desenvolver uma imunidade, a chamada imunidade de grupo, adianta o ABC7 News.
"Quando se olha para os outros estados, não conseguimos explicar porque é que a Califórnia teve mais sorte quando deveria ter sido a mais afetada […] Passa-se algo que ainda não descortinamos", afirmou ao portal Victor Davis Hanson, pesquisador do Instituto Hoover da Universidade de Stanford.

Testes em curso

Para testar essa hipótese, estão atualmente sendo realizados testes para detectar a presença de anticorpos em californianos, o que poderia ser um sinal de uma infecção anterior, relata o ABC7 News.
A equipe de pesquisadores de Stanford recorreu a 3.200 voluntários de São Francisco para realizar testes de rastreamento da presença de anticorpos. O Departamento da Saúde Pública do Condado de Los Angeles também iniciou testes de detecção de anticorpos envolvendo 1.000 adultos.
Refira-se que o estado de Nova York, com metade da população da Califórnia, acumula 14 vezes mais mortes que a última, relembra o ABC7 News.
De acordo com os últimos dados da Universidade Johns Hopkins, em 11 de abril há 501.615 infectados nos EUA e 18.777 falecimentos.

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