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segunda-feira, 15 de março de 2021

Dezenas de caminhões-tanque e veículos militares dos EUA entram na Síria

 


A administração Biden continua a política de Trump de enviar comboios cheios de equipamentos e suprimentos militares para a Síria, e de contrabandear petróleo para fora, mesmo o Pentágono negando.

Um comboio de 45 caminhões transportando veículos militares, equipamentos e suprimentos, junto com caminhões-tanque, foi enviado para o nordeste da Síria pela coalizão militar liderada pelos EUA, relata no domingo (14) a Agência de Notícias Árabe Síria (SANA, na sigla em inglês), citando fontes da aldeia de Al-Khazna.

A mídia diz que o comboio entrou no país através do posto fronteiriço de Al-Walid com o Iraque, sobre o qual o governo sírio não tem nenhum controle e, portanto, considera ilegal, antes de atravessar a rodovia M4 na rota para destinos em Deir ez-Zor e Al-Hasakah.

SANA diz que a coalizão norte-americana continuou fortalecendo sua presença ilegal no nordeste da Síria, estabelecendo múltiplas bases com o objetivo de proteger e treinar forças aliadas "e organizações terroristas que operam sob seu comando", e para guardar campos de petróleo extraindo recursos e os enviando para o exterior.

Presença dos EUA na Síria

Durante sua presidência, o presidente Donald Trump (2017-2021) admitiu aberta e repetidamente que "as únicas forças" que ele tinha na Síria estavam lá para "levar o petróleo". A mídia síria tem relatado que a política de contrabando de petróleo continua com a administração Biden.

O Pentágono justifica o posicionamento das forças dos EUA na Síria para garantir a "derrota duradoura" do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países), formalmente vencido pelas forças sírias e iraquianas até 2017, com Washington continuando a usar a suposta ameaça de reaparecimento do grupo como justificativa para sua presença contínua em ambos os países.

A presença dos EUA na Síria não é apoiada por nenhum mandato do Conselho de Segurança da ONU, e Washington não tem um convite do governo do país para operar na República Árabe.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Advogados entram com pedido no STF por afastamento de Bolsonaro; Planalto em alerta

O presidente Jair Bolsonaro em cerimônia no Palácio do Planalto Foto: Carolina Antunes/PR


DA COLUNA DE THAÍS OYAMA NO UOL
Jair Bolsonaro não está nem um pouco preocupado com o inquérito que o STF abriu com o objetivo de apurar responsabilidades pelos atos pró-golpe militar de domingo. O inquérito, aberto a pedido do Procurador Geral da República, Augusto Aras, seria para “inglês ver”.

Primeiro porque Aras, indicado ao cargo pelo amigão do presidente, o ex-deputado Alberto Fraga, não incluiu Bolsonaro entre os investigados – o alvo são deputados federais que teriam apoiado e estimulado as manifestações que pediam a volta do AI-5, entre outras iniciativas não toleradas pela Constituição.
Depois, porque o presidente e assessores consideram que a investigação correrá em “ambiente seguro”. Por sorteio, o inquérito ficou a cargo do ministro Alexandre Moraes.
O que inquieta o Planalto de verdade é outra coisa: o mandado de segurança protocolado ontem pelos advogados Thiago Santos Aguiar de Pádua e José Rossini Campos do Couto Correa – o primeiro é ex-assessor da ministra do STF Rosa Weber e o segundo, ex-conselheiro da OAB.
(…)
X.X.X
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