A descoberta foi feita por especialistas do Instituto Norueguês de Pesquisa do Patrimônio Cultural (NIKU) no Parque Medieval de Oslo.




Todos os 23 casos fatais foram registrados em conexão com a vacina, sendo que 13 já foram estudados.
Apesar dos óbitos, o representante da agência, Steinar Madsen, minimizou o quadro, dizendo:
"Estes casos não geram preocupação especial. É completamente óbvio que esta vacina possui um fator de risco muito pequeno, com uma pequena exceção quando falamos de pacientes idosos com a saúde enfraquecida", publicou o canal de TV NRK.
Também foi informado que todos os falecidos tinham imunidade precária e mais de 80 anos de idade.
Para evitar tal mortalidade entre os idosos, o Instituto Nacional de Saúde da Noruega decidiu mudar algumas das recomendações à vacinação para os pacientes de idade avançada que sofrem de doenças graves.
"Efeitos colaterais ordinários podem ter causado agravamento de doenças presentes em pessoas idosas", declarou o instituto.
A vacinação contra o coronavírus SARS-CoV-2 na Noruega com o imunizante das farmacêuticas referidas começou em 27 de dezembro passado.
Os primeiros vacinados foram idosos de um asilo na capital Oslo. Ao total, 25 mil pessoas já foram vacinadas no país até o momento.
Segundo o plano apresentado pelo ministro da Defesa Frank Bakke-Jensen, o governo vai disponibilizar 8,3 bilhões de coroas norueguesas (cerca de R$ 5 bilhões) a mais para as Forças Armadas até 2021 e 16,5 bilhões de coroas (cerca de R$ 10 bilhões) a mais até 2028.
"O governo trabalha com o propósito de fortalecer tanto a previdência social quanto a segurança nacional. Queremos criar uma Noruega mais segura. A Noruega deve estar preparada para lidar com crises, incidentes graves e ameaças", disse o ministro, citado pelo canal NRK.
Um dos pontos principais do plano é transformar a Brigada do Norte em uma unidade mecanizada, contando com quatro batalhões.
"O fortalecimento da Brigada do Norte aumenta a capacidade das Forças Armadas de impedir ou retardar um oponente de assumir o controle do território norueguês até que as forças aliadas cheguem. Isto também nos vai permitir aumentar os esforços da Noruega na iniciativa de contingência da OTAN", explicou Bakke-Jensen.
Contudo, apesar dos altos gastos, o planejamento foi criticado por militares, políticos locais e a oposição no Parlamento.
Torbjorn Bongo, líder sindical da Associação de Especialistas Militares e Oficiais da Noruega (NOF, na sigla em inglês), expressou seu descontentamento com o plano, o considerado "muito fraco".
"A maior preocupação da NOF é o fortalecimento bastante inadequado dos efetivos, um muito lento e muito pouco fortalecimento do Exército, cortes de eficiência irrealistas, privatizações escondidas na cooperação estratégica e nenhuma medida de aumento de incentivo para que os contingentes queiram permanecer nas Forças Armadas. Arriscamos enfraquecer nossa defesa nos próximos dez anos", disse Bongo.
De acordo com o político Toralf Heimdal, prefeito da cidade de Bardu, o aumento de pessoal e a compra de novos equipamentos são muito lentos.
"Eu raramente vi tanto ar quente em um balão tão pequeno como esse plano", comentou Heimdal ao canal, sugerindo que a Noruega "está brincando com os requisitos da OTAN".
Já o líder partidário Bjornar Moxnes argumenta que o plano a longo prazo representa mais lealdade aos Estados Unidos, arriscando envolver o país europeu em uma batalha entre grandes potências.
"Este plano de defesa parece ser 'feito nos EUA' e corresponde mais à Corporação Rand do que aos interesses de segurança noruegueses", disse Moxnes ao canal NRK.
"Este é um plano americano a longo prazo para envolver a Noruega mais profundamente na cada vez mais perigosa rivalidade entre os Estados Unidos e a Rússia. A Noruega tem tudo a perder ao deixar os Estados Unidos travar este conflito em solo norueguês", completou Moxnes.
As Forças Armadas da Noruega contam em tempos de paz com 23.250 efetivos, incluindo militares e especialistas civis, e mais de 63.000 no total com o pessoal militar, conscritos e pessoal da Guarda Nacional da Noruega em mobilização completa.