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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Nova variante da COVID-19 com alta capacidade de mutação é detectada em 3 países

 


A variante B.1.1.529 foi detectada pela primeira vez no dia 11 de novembro em Botsuana, onde já houve três casos. Posteriormente, foram confirmados seis casos na África do Sul e um em Hong Kong

O virologista Tom Peacock, do Colégio Imperial de Londres, publicou no portal GitHub detalhes sobre uma nova variante da COVID-19 que possui um número "extremamente alto" de mutações e que poderia desencadear novas ondas da doença.

"A quantidade incrivelmente alta de mutações na proteína S sugere que esta poderia ser uma preocupação real", escreveu.

Concretamente, a nova variante apresenta 32 mutações na proteína S, capazes de afetar a capacidade do vírus para infectar as células e se propagar, bem como dificultar que as células imunes do corpo a ataquem.

Peacock observa que "[a nova variante] deveria ser monitorada atentamente devido a este terrível perfil de picos".
Imunização contra a COVID-19 com a vacina da Pfizer em São Paulo, 17 de maio de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 25.11.2021
Propagação e combate à COVID-19
COVID-19: cientistas revelam se vacinados podem transmitir coronavírus
variante B.1.1.529 foi detectada pela primeira vez no dia 11 de novembro em Botsuana, onde três casos já haviam sido sequenciados.
Posteriormente, foram confirmados seis casos na África do Sul e um em Hong Kong, em um passageiro que voltava do país africano.
O especialista concluiu que a exportação da variante à Ásia implica que "poderia estar mais estendida" do que mostram os dados de sequenciamento de genomas.

sábado, 26 de dezembro de 2020

Mutação do coronavírus se espalha e 11 países registram casos


 

Países de quatro continentes (Europa, Ásia, América e Oceania) já identificaram a mutação do coronavírus. Um deles foi o Brasil e, mesmo assim, o governo Bolsonaro insiste em sabotar a vacinação

Enquanto autoridades de várias partes do mundo aceleram a corrida pela vacinação contra a pandemia, pelo menos 11 países já identificaram, até este sábado (26), mutação do coronavírus - Austrália, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Itália, Japão, Suécia e Reino Unido. A lista foi publicada no site Poder360.

A nova cepa do Sars-Cov-2, nomeada como B.1.1.7 ou VUI–202012/01, contém 23 mutações em seu código genético.

A Inglaterra, por exemplo, já decretou novo lockdown no país. Após a medida, outras 52 nações, incluindo o Brasil, restringiram voos vindos do Reino Unido. 

De acordo com o governo britânico, a nova variante teria surgido em setembro, em Londres, capital inglesa, ou em na região metropolitana da cidade. Estima-se que 60% dos casos detectados recentemente no país foram causados por essa variante.

No Brasil, a mutação N501Y (da linhagem B.1.1.7) foi detectada em abril, informou o Dr. Julian Tang, professor associado e clínico virologista da Universidade of Leicester. 

"Um exame do banco de dados de sequência GISAID SARS-COV-2 global mostra que esta mutação N501Y estava realmente circulando, esporadicamente, muito mais cedo no ano fora do Reino Unido: na Austrália em junho-julho, EUA em julho e no Brasil em abril, 2020", disse. 

Atualmente, são 85 milhões de infectados no mundo, 1,7 milhão de mortes provocadas pelo coronavírus. O Brasil ocupa o terceiro lugar em número de casos (7,4 milhões), atrás de Índia (10,1 milhões) e Estados Unidos (19,3 milhões). O governo brasileiro também contabiliza a segunda maior quantidade de mortes (190,5 mil) - a primeira é a dos EUA (339 mil). 

A pesquisadora Margareth Dalcomo, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), alertou para a falta de coordenação do governo Jair Bolsonaro no gerenciamento da crise do coronavírus e afirmou que, há seis meses, quando começaram os estudos da fase 3, "era necessário uma coordenação mais harmônica e centralizada do governo federal". A estudiosa previu que, antes de fevereiro, não deve haver imunização contra a Covid-19 no Brasil

Mesmo com estatísticas alarmantes sobre a doença, Bolsonaro voltou a subestimar os efeitos da pandemia. "Ninguém me pressiona pra nada, eu não dou bola pra isso", disse ele, que fez um passeio por Brasília (DF), na manhã deste sábado (26).

O conhecimento liberta. Saiba mais


sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Coronavírus pode ter passado por mutação 'mais contagiosa'



Pesquisadores do Hospital Metodista de Houston, nos Estados Unidos, analisaram recentemente a estrutura do novo coronavírus que infectou os habitantes da cidade em duas ondas.

Desta vez, notaram que a amostra em estudo tinha sofrido uma mutação "que ajuda o vírus a se propagar mais rápido", disse o dr. Jim Musser, presidente de patologia e medicina genômica do centro, citado pela emissora ABC13.
No seu novo estudo, publicado na quarta-feira (23) no servidor MedRxiv, apesar de ainda não ter sido revisado por outros pesquisadores, os cientistas examinaram mais de cinco mil genomas do coronavírus, que foram colhidos nas primeiras fases da pandemia na cidade de Houston e em uma segunda onda de infecções mais recente e em curso.
Feitas as análises, os especialistas chegaram à conclusão de que quase todas as estirpes presentes na segunda onda passaram por mutação, conhecida como D614G, que aumenta o número de "picos" da coroa do coronavírus, permitindo, assim, união mais eficaz a células e, consequentemente, infecção mais rápida.
Porém, apesar dos pesquisadores americanos terem determinado que os pacientes infectados pela estirpe modificada apresentam maiores quantidades de COVID-19 nos seus organismos, não foi encontrada nenhuma evidência de que esta nova mutação tenha tornado o vírus mais letal.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Detectada 1ª mutação significativa do novo coronavírus



Pesquisadores detectaram primeira mutação significativa do novo coronavírus em paciente. A mutação deixa o vírus mais frágil e demonstra que SARS-CoV-2 tem baixo ritmo de mutações, o que favorece o desenvolvimento de vacina.

Pesquisadores de Taiwan e da Austrália informaram ter detectado a primeira mutação significativa do novo coronavírus SARS-CoV-2. Mutação deixa o vírus mais frágil e é uma vitória para a humanidade.
Especialistas estudaram a estrutura genética do novo coronavírus pesquisando 106 variações registradas na base de dados em que estão compiladas leituras do seu código genético: 54 realizadas nos EUA, 35 na China, três na Espanha, duas no Brasil e uma na Austrália, Índia, Itália e demais países.
Uma mutação significativa foi encontrada na estrutura genética do vírus que infectou um paciente na Índia, em 27 de janeiro. A mutação limita a capacidade do patógeno se conectar com receptores ACE2 nas células do paciente. Portanto, a mutação deixa o vírus mais frágil e menos perigoso para o ser humano.
Especialistas também compararam a estrutura genética do novo coronavírus e do SARS, vírus que também gera complicações respiratórias e que se difundiu principalmente entre os anos de 2002 e 2003.

© SPUTNIK / ILIA PITALEV
Técnico de laboratório fazendo testes de detecção de infecção por coronavírus
A estrutura genética do novo coronavírus é muito mais consistente, estável e menos susceptível a mutações do que a do SARS, demonstrou o estudo publicado no site bioRxiv.
De acordo com os pesquisadores, isso seria uma boa notícia, uma vez que a vacina contra a COVID-19, uma vez desenvolvida, poderá ser bastante eficaz.
"A relativa estabilidade do genoma do SARS-CoV-2 é um bom indicador para a luta contra a epidemia, uma vez que quanto menos mutações, maior a possibilidade de desenvolvermos rapidamente uma vacina", escreveram os pesquisadores.
Eles notaram que a mutação detectada no novo coronavírus é menos perigosa e os genes que codificam a proteína da espiga do vírus, que permitem sua ligação a células saudáveis do corpo do paciente, permaneceram os mesmos. Essas são justamente as proteínas nas quais a vacina deverá agir.
O novo coronavírus está incluído na categoria de patógenos que sofrem mutações de forma acelerada durante sua propagação. Isso seria um fator que agravaria a capacidade da ciência desenvolver rapidamente vacinas contra o vírus. A gripe sazonal, que sofre mutações praticamente a cada ano, é um exemplo desta categoria de vírus.
"Como o [novo coronavírus] ainda está se propagando mundialmente e, portanto, se acumulam cada vez mais informações genéticas, ainda precisamos acompanhar com atenção a dinâmica de sua evolução e mutação", notaram os autores.
"Nós descobrimos que o SARS-CoV-2 tem relativamente baixo ritmo de mutações, mas também detectamos que ele é capaz de mutar", pondera o texto.
A pandemia causada pelo novo coronavírus já atingiu quase 2 milhões e 500 mil pessoas mundialmente e fez 166.205 vítimas fatais. O Brasil é o 11º país mais afetado pela COVID-19, de acordo com os dados da Universidade Johns Hopkins (EUA).

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