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sábado, 14 de agosto de 2021

Modernização nuclear da China é 'impressionante', diz Comando Estratégico dos EUA

 


Na quinta-feira (12), o almirante norte-americano Charles A. Richard, chefe do Comando Estratégico dos EUA (STRATCOM, na sigla em inglês) destacou a modernização nuclear chinesa.

Para o almirante, a modernização das forças convencionais e nucleares da China é impressionante", alertando que Pequim vai se tornar, em breve, uma nação "capaz de coerção".

"Só posso descrever o crescimento explosivo da China e a modernização de suas forças convencionais e nucleares como impressionante. E a palavra impressionante, pode não ser suficiente [...] O que importa é que eles estão construindo a capacidade de executar qualquer estratégia plausível de emprego nuclear, o último tijolo na parede de um Exército capaz de coerção", afirmou Richard durante o 24º Simpósio Anual de Defesa Espacial e de Mísseis.

Richard estima que a China vá se tornar em breve, se já não se tornou, uma ameaça à paz na maioria das esferas: espacial, cibernética, nuclear e antimíssil, e está representando uma ameaça ainda maior quando acompanhada da Rússia.

Em maio, o comandante do STRATCOM apelou para estabelecer um diálogo com a Rússia e a China sobre a questão das armas nucleares, bem como para maior transparência e confiança mútua a fim de mitigar os riscos que estão crescendo rapidamente.

sábado, 12 de dezembro de 2020

Pressão militar dos EUA sobre Pequim pode impulsionar modernização da Marinha da China, diz jornal

 


A China deve usar a pressão militar dos EUA na região Ásia-Pacífico como força motriz para modernizar a sua Marinha, apontam especialistas militares.

Durante o fórum anual de Defesa em Washington, que se realizou na semana passada, Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto, disse que o Pentágono precisa implantar forças em toda a região e adotar armas e tecnologias avançadas para impedir que a China assuma o controle do Pacífico Ocidental.

"Se você está falando sério sobre a grande competição e sobre impedir uma guerra entre grandes potências, se você está falando sério sobre ter capacidade dominante sobre algo como a China […] 500 [navios até 2045] são provavelmente o seu bilhete de entrada", afirmou Milley.

Lu Li-Shih, ex-instrutor da Academia Naval de Taiwan em Kaohsiung, disse por sua vez que as novas implantações militares e estratégias dos EUA mostram que o país está determinado a reforçar sua vantagem sobre o Exército chinês, aponta o South China Morning Post.

"Uma China em ascensão é sempre a maior ameaça estratégica para os EUA", disse.

"A Marinha do EPL já encomendou mais navios em resposta ao plano de 500 embarcações dos EUA", ressaltou Lu Li-Shih, em alusão a um relatório divulgado no mês passado segundo o qual a China planeja construir 20 fragatas de mísseis guiados Type 054A.

"A fim de completar a sua segunda fase de modernização militar, o EPL precisa construir mais porta-aviões, destróieres, fragatas e outros navios para reduzir a diferença em relação aos EUA", comentou.

Segundo Zhou Chenming, um especialista militar chinês, o estreito de Taiwan e o mar do Sul da China são as áreas onde pode ocorrer um conflito entre as duas potências mundiais, enquanto Taipé e vários países do Sudeste Asiático saúdam o envolvimento americano.

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