Total de visualizações de página

Leitores online

Mostrando postagens com marcador familiares. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador familiares. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Amigos e familiares lamentam morte de médica gaúcha por complicações da covid-19: "Apaixonada pela profissão"

Médica de Bento Gonçalves morreu nesta sexta-feira


Analice de Rossi, 57 anos, ficou internada por mais de 20 dias, mas não resistiu

Entre as 50 mortes em decorrência da covid-19 registradas na sexta-feira (18) está a de uma médica. Natural de Bento Gonçalves, Analice de Rossi, 57 anos, lutou contra a doença por mais de 20 dias, mas não resistiu e morreu em Porto Alegre, onde residia. 


A morte foi confirmada em nota pelo plano de saúde IBCM, do qual Analice era colaboradora, e lamentada por amigos e familiares nas redes sociais. "Analice nos concedeu a honra da sua companhia nos ensinando que é sim possível carregar no coração amor, alegria, humildade, carinho e dedicação. Apaixonada pela sua profissão, pelos filhos, pacientes e amigos", publicou o namorado Edmilson Azevedo em seu perfil na internet.

Analice ingressou na faculdade de Medicina, na Ulbra, no início dos anos 2000, quando morava em Garibaldi. Colega de trabalho no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), Claudia Schiedeck recorda que Analice sempre quis ser médica e, um dia, resolveu deixar o cargo que ocupava na instituição, como servidora concursada, para realizar o desejo que não havia conseguido quando mais jovem.

— O sonho dela era ser médica. Ela era determinada na busca do sonho. Já estava com os filhos crescidos e pode fazer o que sempre quis. Essa é a imagem dela que vai ficar. Ela tinha uma carreira estável, podia ter se acomodado, mas não — diz Claudia, que conheceu Analice em 1997 e trabalhou com ela por cerca de sete anos.

Depois de formada, exerceu a medicina em Garibaldi até mudar-se para a Região Metropolitana, onde teve passagens por hospitais de Novo Hamburgo. Atuou como emergencista e, atualmente, além colaboradora do IBCM, fazia parte da equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

— Fico triste que a profissão que ela tanto buscou trouxe essa doença para ela, mas feliz porque conseguiu realizar o sonho — destaca Claudia.

Segundo a Rádio Garibaldi, Analice deixa quatro filhos: Julia, Joana, Pedro e Leonardo, todos estudantes de Medicina.
fonte: gauchazh.clicrbs 

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Bolsonaro veta transferência de dinheiro da merenda escolar para familiares dos alunos



O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetou, nesta quarta-feira (19), a autorização para que recursos financeiros recebidos para aquisição de merenda escolar fossem transferidos para pais e responsáveis dos estudantes durante a pandemia.

Pela Lei nº 13.987, que vigora desde abril, as famílias de alunos da educação básica na rede pública têm direito a receber os alimentos que seriam servidos nas escolas, caso elas estivessem abertas. Tal benefício continua valendo.
O Congresso, no entanto, havia proposto um auxílio extra: além da distribuição dos produtos, parte da verba direcionada aos municípios, Estados e escolas federais para comprarem alimentos aos alunos deveria ser repassada aos familiares. Bolsonaro vetou a mudança, ou seja, o repasse do dinheiro não ocorrerá.
A justificativa é de que "a operacionalização dos recursos repassados é complexa" e de que não há como assegurar que esse dinheiro será usado para a compra dos alimentos necessários aos estudante.

O que é o auxílio para a merenda?

Pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), o governo federal direciona recursos suplementares a estados, municípios e escolas federais para auxiliar na compra da merenda escolar.
São 10 parcelas mensais (de fevereiro a novembro) para ajudar na alimentação de estudantes durante os 200 dias letivos. A verba é proveniente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Em cada etapa de ensino, é estabelecido um valor a ser repassado pelo governo federal. Nas creches, por exemplo, o auxílio é de R$ 1,07 para cada aluno, por dia letivo. No ensino médio, é de R$ 0,36.
Atualmente, pela Lei nº 13.987, os alimentos já comprados com esse dinheiro devem ser distribuídos para as famílias dos alunos - já que, durante a pandemia, as escolas estão fechadas.

Agricultura familiar

O Pnae estabelece que uma parcela de 30% do valor repassado aos municípios e Estados deve ser usada para comprar alimentos cultivados pela agricultura familiar. Pela sugestão do Congresso, o índice mínimo deveria ser aumentado para 40%.
No veto, Bolsonaro argumenta que não é possível elevar o índice para 40%, porque "haverá ônus aos municípios que enfrentam dificuldades econômicas".

Mais vetos
O presidente ainda vetou outros artigos do texto original da lei:

1-   Assistência para atividades não presenciais
O primeiro se refere à prestação de assistência técnica e financeira aos Estados e municípios conseguirem promover aulas e atividades pedagógicas não presenciais. Segundo a lei, seriam utilizados recursos oriundos do regime extraordinário fiscal. A justificativa de Bolsonaro para o veto é que as despesas para cumprir a determinação "excedem os créditos orçamentários ou adicionais".

2- Mudança na data do Enem e adaptação de calendários
O presidente também excluiu o artigo que determina que o Ministério da Educação (MEC) consulte os governos estaduais para definir as datas de realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. Em despacho, afirmou que a data do Enem é prerrogativa do Governo Federal e a consulta "viola o pacto federativo".

No mesmo veto, ele excluiu a obrigação de os processos seletivos das universidades que utilizam o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (Prouni) serem adaptados à data de divulgação dos resultados do Enem. A justificativa foi de que a medida poderá prejudicar os alunos que não fizeram o exame e muitos que não o farão em função da pandemia.

No despacho que justifica o veto, o presidente argumenta que o veto “não afasta a manutenção do diálogo entres os entes federados”.
Liberação de 200 dias letivos está mantida

A flexibilização começou a valer em abril, quando o presidente editou uma medida provisória sobre o tema. Como o texto passou por mudanças no Congresso, as alterações voltaram ao Palácio do Planalto para sanção ou veto de Bolsonaro. O prazo para a decisão terminava na terça.

G1

Minha lista de blogs