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quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Pânico na extrema direita: Bolsonaro não aguenta um debate nem mesmo na Jovem Pan

 


A estreia da Jovem Pan na TV por assinatura, com sua Panflix, serviu para demonstrar um fato incontestável: Jair Bolsonaro terá que fugir de qualquer debate, caso queira se reeleger em 2022. Ficou claro que nem quando joga em casa ele consegue suportar a pressão. 

Para quem não viu, a confusão ocorreu quando o comediante André Marinho, filho do empresário Paulo Marinho, que é suplente de Flávio Bolsonaro no Senado, o questionou sobre o tema das rachadinhas, esquema de corrupção utilizado pelo clã presidencial para desviar parte dos salários dos servidores públicos.

A pergunta revoltou o comentarista bolsonarista Adrilles Jorge e constrangeu o apresentador Emílio Surita. Em meio à confusão, Bolsonaro se levantou e abandonou a entrevista. Diante do vexame, o jornalista William de Lucca colocou uma questão relevante:



De fato, Jair Bolsonaro não tem estrutura para falar fora do cercadinho. Não tem controle emocional e, mais importante do que isso, não possui argumentos para responder ao fiasco monumental de seu desgoverno, marcado por fome, miséria, inflação e destruição da própria identidade brasileira.

Para a Jovem Pan, a polêmica talvez renda alguns cliques, mas não creio que esta fosse a expectativa de seus donos ao lançar uma operação destinada a ser o veículo oficial da extrema direita no Brasil. É possível até que o canal receba pressões de Brasília para afastar André Marinho, uma vez que seu pai, além de suplente de Flávio Bolsonaro, é também um dos grandes articuladores da candidatura presidencial de João Doria, do PSDB.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Google bane rede social de extrema direita da Play Store

 


Apple e o Google disseram ao aplicativo de mídia social Parler de “liberdade de expressão” que ele deve começar a moderar o conteúdo de seus usuários, após a violência no Capitólio dos Estados Unidos esta semana. O aplicativo – uma alternativa ao Twitter popular entre os apoiadores de Donald Trump e a extrema direita – enfrentou um escrutínio renovado por seu papel no planejamento dos ataques.

Na sexta-feira, conforme crescia a pressão para que a Apple e o Google o removessem de suas lojas, o Google suspendeu Parler da Play Store, citando “postagens contínuas no aplicativo Parler que visa incitar a violência contínua nos EUA”.

A fim de proteger a segurança do usuário no Google Play, nossas políticas de longa data exigem que os aplicativos que exibem conteúdo gerado pelo usuário tenham políticas de moderação e aplicação que removem conteúdo ofensivo, como postagens que incitam a violência. Todos os desenvolvedores concordam com esses termos e lembramos Parler dessa política clara nos últimos meses. Estamos cientes de que postamos continuamente no aplicativo Parler que visa incitar a violência contínua nos EUA. Reconhecemos que pode haver um debate razoável sobre as políticas de conteúdo e que pode ser difícil para os aplicativos removerem imediatamente todo o conteúdo violador, mas para nós o distribuir um aplicativo por meio do Google Play, exigimos que os aplicativos implementem moderação robusta para conteúdo chocante. Devido a esta ameaça contínua e urgente à segurança pública, estamos suspendendo as listagens do aplicativo na Play Store até que ele resolva esses problemas.

Com a suspensão, Parler não está mais disponível no Google Play, embora as pessoas que já instalaram o aplicativo possam continuar a usá-lo.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

“Qual o limite para ser canalha?”, pergunta Frota sobre Carla Zambelli




“Qual o limite para ser canalha?”, pergunta Frota sobre Carla Zambelli, e logo acrescenta:
“Uma mulher que não tem limite e não tem noção, que fala de chegar às profundezas do inferno”.


Deus que me perdoe por twittar o Frota, mas ele jantou bonito a Carla Zambelli. Pena que não posso marcá-la pois me bloqueou. 👉👌👌👌

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domingo, 5 de abril de 2020

Bolsonaro usa médico adotado por Trump e pela extrema direita dos EUA para defender cloroquina




Aos 46 anos, oito filhos, Vladimir Zelenko é médico de família em Kyrias Joel, uma pequena cidade no estado de Nova York. É dele a inspiração de Jair Bolsonaro para defender o uso da hidroxicloroquina como tratamento para o Covid-19.

O tratamento proposto por Zelenko mistura a hidroxicloroquina, o antibiótico azitromicina e o sulfato de zinco. Conforme noticia o New York Times, o russo alega ter curado 100% dos pacientes com o coronavírus sem necessidade de hospitalização.


Bolsonaro, como sempre, se inspirou em Donald Trump para abraçar a hidroxicloroquina como elixir contra a doença.

Conhecido na comunidade judaica ortodoxa americana, Zelenko ganhou fama global ao ter o método de tratamento divulgado por Trump. Como bom capacho, Bolsonaro foi atrás.


Em seu perfil no Twitter, Bolsonaro divulgou uma entrevista feita por Rudolph Giuliani com Zelenko. No tuíte, Bolsonaro alega que “500 pacientes foram curados do Covid-19”.

Zelenko diz ter recebido ligações de autoridades de saúde de Israel, Ucrânia e Rússia. Ele se define como um “médico de interior, sem ligações com poderosos”.

A fama repentina de Zelenko causou tensões. Ele afirmou que 90% da população da cidade contrairia o vírus, provocando a ira dos moradores de Kyrias Joel.

Não é a primeira vez que tentam usar o combo hidroxicloroquina e azitromicina para tratar a doença. Mas é a primeira vez que o tratamento é usado em pacientes com sintomas leves.



Zelenko relata “estar otimista, mas diz que é cedo para apontar a eficácia do tratamento”, segundo o Times.

Dois anos atrás, em 2018, Zelenko descobriu estar com câncer e teve um dos rins removidos – situação que o coloca no grupo de risco. Ele alega ter curado 350 dos 900 pacientes atendidos por ele com o coquetel de medicamentos prescritos por ele.

O desespero de Trump para encontrar uma cura milagrosa para o Covid-19 se justifica: o número de casos nos EUA cresce 50% a cada dia e o país já tem o dobro de casos da Itália, principal foco da doença em março.

Os EUA contam com 25% dos casos no globo.

Já no Brasil, a luta é por conta da falta de leitos de UTI no país. Apesar do Brasil contabilizar apenas 10 mil casos e 450 mortes, cerca de 80% dos 55 mil leitos de UTI do país já estão ocupados.

Caso haja necessidade de internação em massa, o sistema hospitalar entraria em colapso em poucos dias.

Mas o uso da hidroxicloroquina não tem comprovação científica. Estudo coordenado pelo Hospital Albert Einstein com 1300 pacientes de 70 hospitais não chegou à uma conclusão sobre os efeitos do medicamento no tratamento do Covid-19.

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