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quinta-feira, 27 de maio de 2021

Lula: 'Sociedade que chora 450 mil mortos não pode assistir um presidente passeando de moto'

 


Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (27) que o presidente Jair Bolsonaro é "irresponsável" e "não vai escapar da culpabilidade" pelas mortes provocadas pela pandemia.

Em entrevista à Revista Forum, o petista afirmou que o chefe de Estado deixou de salvar os brasileiros devido ao seu comportamento. 

"Boa parte das pessoas que morreram a gente tem que debitar nas costas de Bolsonaro e nas pessoas que, subordinadas a ele, seguiram as orientações dele e não da ciência. O presidente não vai escapar da culpabilidade. Pode não ser agora, pode ser amanhã, mas é importante que o presidente carregue nas costas a responsabilidade por uma parte muito grande das pessoas que morreram. Não é que ele as matou. Ele deixou de salvá-las porque foi irresponsável”, argumentou. 

Lula também criticou a manifestação realizada no domingo passado no Rio de Janeiro, que contou com a presença de Bolsonaro.

“Uma sociedade que chora por 450 mil mortos não pode assistir um presidente passeando de moto sem oferecer um gesto de condolências pelo luto de milhares de famílias no seu país", disse.

'Vou conversar com muito mais gente'

Lula afirmou ainda que não pode falar que disputará as eleições de 2022, mas, "se entenderem que sou a pessoa mais fácil para ganhar as eleições, não tenho dúvidas de que serei candidato".

"Eu vou conversar com muito mais gente, porque o nosso problema agora não é só recuperar a democracia. É transformar a nossa Constituição em uma coisa real, porque tudo está previsto lá", disse o ex-presidente.

"Não é o Lula que vai derrotar o Bolsonaro. É o povo brasileiro que vai dizer: 'Nós não merecemos isso. Nós gostamos de paz, esperança, amor, cultura. Nós gostamos de gostar'. É esse novo gesto do povo brasileiro, que não está baseado no ódio de 2014 nem de 2018 que vai permitir o povo brasileiro voltar a ser feliz e votar a sorrir”, acrescentou.

Encontro com FHC

Sobre o encontro recente que teve com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Lula disse que a conversa não foi para "combinar sobre programa de governo", mas sobre viver de forma civilizada". 

O petista contou que disse ao tucano ser "anormal", "para quem ama a democracia", ter um "presidente tipo Bolsonaro". 

"Porque ele é a negação da política, negação da democracia, do humanismo. Ele é tudo o que a gente jamais esperava que fosse governar esse país”, disse Lula. "Quando resolvemos no encontrar, é porque tínhamos interesses comuns para discutir. O primeiro deles é o reestabelecimento da democracia no país. Eu digo sempre que era um prazer e era um luxo o Brasil ter o PT e o PSDB discutindo e disputando a Presidência", acrescentou.


 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Repórter da Globo chora ao relembrar morte da mãe por Covid-19 durante velório de Nicette

 


Enquanto noticiava a morte da atriz Nicette Bruno (veja aqui), o repórter da GloboNews, Pedri Neville, não conseguiu segurar a emoção em uma entrada ao vivo ao lembrar a morte da mãe, que também foi uma vítima de Covid-19.

 

"Há quase dois meses a minha mãezinha também se foi por conta da Covid-19. Estou falando contigo, porque tem o mesmo nome da minha mãe, Lílian", iniciou ele, o relato para a jornalista Lílian Ribeiro, apresentadora do telejornal, que já ficou emocionada. "E ela ficou mais ou menos um mês internada. Infelizmente, ela pegou Covid numa viagem. Ela acompanhou meu pai numa viagem ao Sul do Brasil. E, desculpa, deixa eu tentar concluir aqui. Porque ao mesmo que a gente tá falando de um momento difícil, da perda de uma amiga, a gente tem que falar também de conscientização", pediu.

 

O repórter contou que tanto o pai, quanto o irmão e a cunhada, que moram todos na mesma casa, também tiveram a doença. Só que cada um teve uma evolução diferente. E explicou que a mãe tinha comorbidades e por isso evoluiu para um quadro mais grave da doença.

 

"A gente precisa, nesse momento, de conscientização. A gente tá vendo de novo os números aumentarem. E talvez possa não acontecer nada com você, ou possa. Mas talvez você possa levar pra alguém tão querido da sua família. Então, conscientização. Tá acabando. O Brasil tá atrasado em relação às vacinas, mas para o ano que vem pode acabar", torceu.

 


sexta-feira, 1 de maio de 2020

Prefeito de Manaus culpa Bolsonaro por baixo isolamento social e chora em entrevista (vídeo)


Em entrevista à CNN, Arthur Virgílio disse que Bolsonaro foi eleito para levar o País a um porto seguro e não para o buraco. "Se mantenha em casa, faça o que o bom senso manda. Salve a vida de muitos compatriotas seus"


 Sputnik - O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), se emocionou nesta sexta-feira, 1º, ao criticar Jair Bolsonaro por apoiar o relaxamento das medidas de isolamento social. 
Em entrevista à TV CNN Brasil, Virgílio disse que Bolsonaro foi eleito para levar o País a um porto seguro e não para o buraco. "Se mantenha em casa, faça o que o bom senso manda. Salve a vida de muitos compatriotas seus", disse Virgílio. 
Assista:

Arthur Virgílio disse que o isolamento social na cidade e no estado do Amazonas fracassou, em parte por culpa de declarações do presidente Jair Bolsonaro.
Além disso, afirmou que se a situação não melhorar, pode propor ao governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), a adoção do lockdown, ou seja, uma quarentena mais rigorosa, nos moldes das implementadas em países como a Itália. 
Virgílio Neto também se responsabilizou pela baixa adesão às medidas de distanciamento social verificadas em Manaus. 
"A realidade é que eu fracassei em relação ao distanciamento social. Fracassei assim como o governador e todo mundo que está a favor do distanciamento social. Fracassamos perigosamente. Por isso que vamos, ainda nesta semana, dar início a uma campanha de mídia pesada para tentar convencer as pessoas a aderirem ao isolamento", disse o prefeito em entrevista para o jornal O Globo. 
'Pregação do presidente'
O tucano apontou duas razões para a população não respeitar a quarentena. A primeira, seria cultural: "Acho que há um fator cultural. Meu secretário de obras anda pelas periferias e ouve as pessoas dizendo que a Covid-19 é doença de rico, que não vai pegar em pobre, no caboclo. Mas elas estão vendo as pessoas morrendo". 
Outro motivo, segundo Virgílio Neto, são as declarações do presidente contra o isolamento social: "Outro fator é a pregação do presidente Jair Bolsonaro contra essas medidas. Ele diz que precisamos salvar a economia, mas nunca vi salvar a economia com gente doente". 
Além disso, o prefeito criticou o governo federal por não destinar mais equipamentos e recursos para Manaus lidar com a epidemia da COVID-19. 
A capital do Amazonas é uma das cidades do país mais afetadas pela epidemia do novo coronavírus, com sistema de saúde à beira do colapso. 
'Fecha tudo. Radicalizar mesmo'
O político do PSDB disse que se a situação se agravar, com crise sanitária e baixa adesão ao isolamento, recomendará o lockdown ao governador do estado. O Amazonas tem 5.254 casos confirmados da Covid-19, com 425 mortes, segundo boletim do Ministério da Saúde de quinta-feira (1º).
"Se nada mudar, eu vou recomendar ao governador que decrete a quarentena, o chamado lockdown. Fecha tudo. Radicalizar mesmo. Vamos salvar as pessoas mesmo que elas não queiram ser salvas. Lá na frente, elas vão poder avaliar se tomamos as medidas certas ou não. Mas primeiro elas precisam estar vivas", argumentou.

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