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terça-feira, 10 de novembro de 2020

Especialistas avaliam risco de resistência do coronavírus a vacinas

 


Cientistas norte-americanos elaboraram um sistema de avaliação de resistência do novo coronavírus a diferentes vacinas. Resultados da pesquisa foram publicados na revista PLOS Biology.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 198 vacinas contra COVID-19 estão em fase de desenvolvimento, com 44 delas se encontrando na fase de testes clínicos. As vacinas estão sendo desenvolvidas em cinco diferentes plataformas tecnológicas, com cada uma tendo vantagens e desvantagens.

Como bactérias resistentes a antibióticos, o SARS-CoV-2 pode desenvolver com o tempo uma tolerância a vacinas. Sendo assim, um dos principais fatores de avaliação da eficácia de vacinas candidatas é a sua estabilidade duradoura, independentemente da mutação viral.

Cientistas da Universidade da Pensilvânia, David Kennedy e Andrew Read, elaboraram um sistema de controle de resistência do vírus que usa amostras padronizadas de testes clínicos.

"Como temos visto com outras doenças, como pneumonia, a evolução de resistência pode rapidamente tornar vacinas ineficazes. Aprendendo com estes desafios anteriores e implementando conhecimento durante design de vacinas, nós podemos ser capazes de maximizar impacto duradouro de vacinas contra COVID-19", destacou o professor de Biologia David Kennedy, segundo comunicado da Universidade da Pensilvânia.

No artigo, pesquisadores descrevem um sistema de três etapas de controle de resistência baseado na análise de amostras de sangue e do nariz, recebidas durante os testes clínicos para quantificar reações das pessoas a vacinas.

Em primeiro lugar, os autores propõem que amostras de sangue sejam usadas para avaliar a redundância da proteção imunológica gerada pelas vacinas candidatas medindo os tipos e quantidades de anticorpos e células T que estão presentes.



© SPUTNIK / VLADIMIR PESNYA
Vacina russa contra o coronavírus SARS-CoV-2 Gam COVID-Vac (Sputnik V)

"Como combinação de terapia antibiótica atrasa a evolução de resistência a antibióticos, vacinas desenvolvidas a induzir resposta imune redundante ou aquelas que encorajam o sistema imunológico a mirar em vários locais, chamados de epítopos, na superfície do vírus, podem atrasar a evolução de resistência a vacinas. Isso porque o vírus deve adquirir não só uma, mas várias mutações para sobreviver a um ataque do sistema imunológico do hospedeiro", explicou Andrew Read, professor de Biologia e diretor do Instituto de Ciências Naturais da Universidade de Pensilvânia.

Em segundo lugar, os cientistas sugerem usar amostras do nariz, habitualmente recolhidas durante testes clínicos, para definir o índice viral, ou seja, a quantidade do vírus presente no organismo, que pode ser considerada indicadora da carga viral e de possibilidade de transmissão.

Segundo os pesquisadores, supressão rigorosa do vírus por uma vacina eficaz não só vai proteger os vacinados, mas também vai prevenir a transmissão do vírus, durante a qual surgem mutações, aumentando sua resistência.

Finalmente, os autores sugerem que os dados genéticos adquiridos através das amostras de nariz possam ser usados para examinar se ocorreu a seleção orientada pela vacina. Quaisquer diferenças na sequência do genoma em amostras dos vacinados e dos grupos de controle significariam que a seleção sucedeu e, portanto, a tolerância à vacina parcial surgiu.

sábado, 28 de março de 2020

Especialistas dos EUA e Rússia avaliam vantagens do caça MiG-35



A revista norte-americana National Interest e o especialista militar russo Dmitry Litovkin destacaram numerosas vantagens do moderno caça de quarta geração MiG-35.

O caça é de fato o último membro da família de caças bimotores MiG-29 e se encaixa na categoria da geração 4++, comenta o autor da publicação, Caleb Larson.
As modernas aeronaves, segundo a página da corporação aeronáutica MiG, possuem um alto grau de unificação de estrutura, propulsor, aviônicos e armas.
Larson acrescenta que os caças desta geração utilizam um esquema aerodinâmico mais eficiente e materiais compostos mais leves, contam com uma maior carga de combate, alcance das armas e eficiência de uso do combustível.

© SPUTNIK / KIRILL KALLINIKOV
Caça MiG-35 no polígono de testes da fábrica de aeronaves de Lukhovitsy
"Um dos grandes atrativos" do MiG-35 é o empuxo vetorial, comenta o analista. Este tipo de avião tem maior controle sobre a direção que tomam seus gases de escape e, portanto, são mais manobráveis.
"Talvez seja uma das plataformas de quarta geração plus mais capazes que existem", observar o analista norte-americano.
Por sua parte, o especialista militar russo Dmitry Litovkin comentou à Sputnik que o mais importante neste caça é o radar de varrimento eletrônico ativo que permite integrar a aeronave em um moderno sistema de controle de combate.
"Permite escanear rapidamente o espaço, detectar mais objetivos, apontar-lhes as armas e em paralelo suprimir os meios de interferência eletrônica dos aviões ou sistemas terrestres inimigos", explicou.
Outra vantagem, segundo Litovkin, é que leva mísseis que nenhum outro caça no mundo utiliza.
"Está armado com dois mísseis de cruzeiro: o Kh-31 está desenhado para destruir radares inimigos, o Kh-35 para destruir navios, ou seja, é uma aeronave polivalente, um avião muito bom."
Ao mesmo tempo, o analista destacou que o caça em questão combina uma cabine totalmente digital e um motor aperfeiçoado com controle digital, que aumenta a potência e controla o consumo de combustível.
"As melhorias na aeronave permitiram criar um caça qualitativamente novo. E, ainda que a tecnologia furtiva seja mínima, todas as atualizações lhe conferem uma categoria 4++, portanto, de fato é um caça de quinta geração", assegurou o especialista russo.

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