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quarta-feira, 17 de junho de 2020

Deputado bolsonarista invade hospital na Bahia e ameaça prender funcionários em ala com paciente nua


De acordo com o governo da Bahia, um dos seguranças que acompanhavam o deputado estadual Capitão Alden (PSL), policial militar, teve acesso a uma paciente que estava com as partes íntimas expostas em um hospital de campanha na Região Metropolitana de Salvador


O deputado estadual Capitão Alden (PSL), policial militar, invadiu o hospital de campanha Riverside, na Região Metropolitana de Salvador, na Bahia, na tarde desta quarta-feira (17). O local é dedicado ao tratamento de pacientes com coronavírus. De acordo com o governo baiano, Alden chegou acompanhado de seguranças e aparentava estar armado. Ele também teria ameaçado dar voz de prisão aos funcionários. O Executivo estadual também disse que um dos seguranças que acompanhavam o parlamentar se posicionou na porta de um dos quartos e teve acesso a uma paciente que estava com as partes íntimas expostas pois tomava banho em seu leito. 

A invasão acontece menos de uma semana após Jair Bolsonaro, em live nas redes sociais, ter incentivado seus seguidores a invadirem hospitais e filmarem a oferta de leitos. 
De acordo com o secretário de Saúde da Bahia, Fabio Vilas-Boas, "é lamentável que um parlamentar, ainda mais sendo ele policial, cometa um atentado contra a paz de um ambiente hospitalar, onde pacientes isolados estão sofrendo e lutando por suas vidas". Os relatos foram publicados na coluna Painel.
"É lamentável que o deputado e os seus seguranças coloquem em risco a própria saúde, sob risco de serem infectados com à Covid-19, bem como a de pacientes e profissionais", disse a administração estadual, em nota.
Um boletim de ocorrência foi registrado para a apuração do crime cometido.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Mandetta perde apoio de ala militar após dar entrevista para a Globo


"Mandetta não poderia ter desafiado o presidente em público", disse um militar com assento no Planalto, em referência à entrevista do ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) ao programa "Fantástico"


Militares do governo que apoiavam a continuidade de Luiz Henrique Mandetta como ministro da Saúde ficam insatisfeitos com a entrevista dele ao programa "Fantástico". "Mandetta não poderia ter desafiado o presidente em público", disse um militar com assento no Planalto. "Não era isso o que havia sido combinado na semana passada". Os relatos foram publicados na coluna de Thaís Oyama, no portal Uol. 
Mandetta chegou a limpar suas gavetas no ministério, há seis dias, após Jair Bolsonaro resolver demiti-lo. Porém o ministro chefe da Casa Civil, general Braga Netto, e o ministro da Secretaria de Governo, general Ramos, reverteram a decisão sob o argumento de que havia "denominadores comuns" entre as posições do presidente e do ministro.
Mandetta e Bolsonaro ainda não afinaram totalmente a comunicação sobre o coronavírus. O ministro defende o isolamento social, enquanto o ocupante do Planalto já violou as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS)  e saíu às ruas mais de uma vez para atos pró-governo. 
O Brasil tem pelo menos 22,3 mil casos e 1.241 mortes provocadas pelo coronavírus. 

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