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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

VÍDEO – Influencer dança no TikTok ao lado da mãe hospitalizada: “Último vídeo juntas”

 


Uma influencer usou as redes sociais para conquistar engajamento. Stephanie Mecco aparece dançando ao lado da mãe hospitalizada, que foi a óbito no dia seguinte a gravação do TikTok. Nos stories do Instagram, a jovem postou um print da conta da plataforma concorrente. Ela agradeceu a repercussão.

“Obrigada mãe, nosso último vídeo juntas está batendo quase 7 milhões de visualizações, mais de 600 mil curtidas. Esse foi sem dúvidas o seu presente para realizar nosso sonho”, escreveu Stephanie.

Depois disso, ela começou a ser criticada nas redes sociais e resolveu gravar um vídeo para se explicar. “Última vez que venho a público dar qualquer explicação. Gravei esse vídeo no dia 30, último dia que vi minha mãe viva! Nunca imaginei que ela faleceria no dia seguinte. Ela estava consciente, colocamos a música que ela amava para tocar, brincamos com ela, conversamos e mesmo ela não falando, ela respondia”, comentou.

“Apertava nossa mão, os olhos mesmo fechados lacrimejavam, balançava a cabeça. Gravamos o vídeo eu e meu irmão, na esperança de um dia ela ver e dizer: ‘Passei por isso e agora estou bem’. Mas infelizmente ela faleceu no dia 31, postei esse vídeo como uma homenagem”, completou.

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Influencer seguiu se justificando

“Nunca imaginei a repercussão. Ela sempre foi uma pessoa otimista, feliz e sempre encarava os problemas sorrindo. Era minha fã número um, gravava comigo, me gravava, me apoiava em tudo. Postei os stories em forma de agradecimento a mulher maravilhosa que ela era e graças ao seu ensinamento e seu incentivo eu estava crescendo. Era o nosso sonho eu crescer nas redes sociais. Quando o vídeo dela explodiu eu pensei: ‘foi ela quem fez isso’. Era o que ela sempre quis. Mas infelizmente a internet é cruel e as pessoas são horríveis!”, continuou Stephanie Mecco.

“Muitos entenderam e estão me apoiando, a minoria está tentando me colocar para baixo. Sites de fofoca que pegaram um stories fora da ordem e estão divulgando com a legenda ‘Digital influencer comemora visualizações com a morta da mãe’ não viram os stories anterior para entender. Parem de destilar ódios a mim e minha família”, concluiu.

Confira o vídeo:



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terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Objetos do último rei dos asmoneus são encontrados no leste de Jerusalém (FOTO)

 


Os antigos objetos dos asmoneus foram encontrados no leste de Jerusalém e examinados pela Autoridade de Antiguidades de Israel.

Os antigos objetos arqueológicos, incluindo uma moeda da era dos asmoneus, foram descobertos pela polícia no leste de Jerusalém, no domingo (5), último dia do Chanucá, segundo The Jerusalem Post.
Os policiais estavam fazendo uma busca no local quando encontraram os objetos, que tiveram sua confirmação e datação realizada pela Autoridade de Antiguidades de Israel, enquanto o suspeito foi preso.
Moeda da era dos asmoneus encontrada no leste de Jerusalém - Sputnik Brasil, 1920, 06.12.2021
Moeda da era dos asmoneus encontrada no leste de Jerusalém
Além da moeda, datada do período de Antígono II Matatias, o último rei dos asmoneus, também foi encontrada uma lamparina a óleo da era dos asmoneus e um anel de sinete da era bíblica com antigas inscrições hebraicas.

A dinastia dos asmoneus governou a Judeia entre 140 a.C. e 37 a.C. Acredita-se que estes governantes lideraram o povo judeu desde o início da revolta contra o Império Selêucida em 167 a.C.

sexta-feira, 5 de março de 2021

'Lutaremos até o último suspiro': por que os protestos de fazendeiros na Índia são tão resilientes?

 


Fazendeiros indianos estão há mais de seis meses acampados para protestar contra novas leis agrícolas do governo. A Sputnik explica o que está acontecendo e por que o movimento é tão resiliente.

Há mais de seis meses, agricultores indianos estão mobilizados em um dos maiores protestos da história moderna. Acampados em diversos lugares do país - inclusive na capital, Nova Deli - os agricultores dizem que não vão interromper o movimento até que o governo aceite as suas demandas.

Os fazendeiros mantiveram seus acampamentos montados até mesmo durante o rigoroso inverno nos subúrbios de Nova Deli, o que causou a morte de dezenas de manifestantes. Até o fim de janeiro, mais de 120 fazendeiros já haviam falecido em decorrência dos protestos.

Os protestos, chamados de "andolan", contam com o apoio de outros setores da economia indiana e atenção internacional

No dia 26 de janeiro, as manifestações se tornaram violentas após os fazendeiros marcharem para o centro da capital indiana, interrompendo as paradas militares do Dia da República. As forças de segurança reagiram usando bombas de efeito moral, intimidação física e prisões.

Manifestantes marcham com tratores sobre a capital da Índia, Nova Deli, durante as comemorações do Dia da República, 26 de janeiro de 2021
© AP PHOTO / ALTAF QADRI
Manifestantes marcham com tratores sobre a capital da Índia, Nova Deli, durante as comemorações do Dia da República, 26 de janeiro de 2021

A partir dessa data, a narrativa oficial passa a retratar os fazendeiros como violentos e intransigentes, e o governo recorre a bloqueios de Internet para dificultar a comunicação entre os manifestantes.

Quem são os manifestantes?

Os manifestantes são em sua maioria agricultores pertencentes dos estados do Punjab e de Haryana, localizados na região noroeste do país.

Parte significativa pertence à minoria religiosa sikh, que tem histórico de enfrentamento com o Estado indiano, o qual acusam de discriminação e violência.

Fazendeiros indianos acampados durante protestos contra novas leis agrícolas, Nova Deli, Índia, 2 de fevereiro de 2021
© AP PHOTO / MANISH SWARUP
Fazendeiros indianos acampados durante protestos contra novas leis agrícolas, Nova Deli, Índia, 2 de fevereiro de 2021

Os protestos são organizados por comitês que coordenam centenas de sindicatos de agricultores, como a frente ampla Samyukt Kisan Morcha (SKM) e o All India Kisan Sangharsh Coordination Committee (AIKSCC).

"Além disso, diversos partidos de oposição, como o Partido do Congresso, o Partido Aam Aadmi e o Partido Comunista são simpáticos [aos protestos] e apoiaram abertamente os fazendeiros", disse o professor de Relações Internacionais da Universidade Jawaharlal Nehru de Nova Deli, Rajan Kumar, à Sputnik Brasil.

Sindicatos do setor de transportes, como o All India Motor Transport Congress (AIMTC), que representa mais de nove milhões de caminhoneiros e cinco milhões de motoristas de ônibus e táxi indianos, também manifestaram apoio aos agricultores.

Fazendeiros entoam palavras de ordem durante ato contra as novas leis agrícolas do país, em Amritsar, Índia, 25 de fevereiro de 2021
© AFP 2021 / NARINDER NANU
Fazendeiros entoam palavras de ordem durante ato contra as novas leis agrícolas do país, em Amritsar, Índia, 25 de fevereiro de 2021

Em novembro de 2020, a greve geral nacional em apoio aos agricultores contou com a adesão de 250 milhões de pessoas, no que é considerada a maior greve geral da história.

O setor agrícola indiano

A Índia é um importante exportador de grãos, frutas e vegetais, além de produzir mais de 68% das especiarias como pimenta, alho, gergelim e açafrão consumidas em cozinhas ao redor do mundo.

"Hoje, o setor agrícola representa quase 15% da economia indiana, emprega metade da força de trabalho e possui papel fundamental para a segurança alimentar do país", disse a professora da Escola de Assuntos Internacionais da Universidade O. P Jindal da Índia, Karin Costa Vazquez.

Muitos defendem a modernização do setor, uma vez que cerca de 85% dos fazendeiros indianos possuem menos de cinco acres de terra e sofrem com o endividamento e altas taxas de suicídio.

Fazendeiro indiano trabalha em seu campo, em Allahabad, Índia, 3 de julho de 2011 (foto de arquivo)
© AP PHOTO / RAJESH KUMAR SINGH
Fazendeiro indiano trabalha em seu campo, em Allahabad, Índia, 3 de julho de 2011 (foto de arquivo)

"Mais de 300 milhões de indianos vivem na pobreza e sofrem de má nutrição. Aumentar a produtividade e a renda do campo, sobretudo dos pequenos agricultores, é essencial para garantir o acesso aos alimentos", acredita Vazquez.

As novas leis agrícolas

Mas nem todos os indianos estão de acordo sobre como conduzir essa modernização.

Entre junho e setembro de 2020, o governo aprovou novas leis para o setor agrícola, aparentemente sem o devido diálogo com a sociedade civil organizada.

"Essas leis flexibilizam as regras sobre a venda, preço e armazenamento de produtos agrícolas que protegeram os agricultores indianos do livre mercado por décadas. Elas também preveem o encerramento gradual de um programa de compras de produtos agrícolas garantidas pelo governo indiano", explicou Vazquez.

A produção agrícola é considerada uma atividade fundamental para a segurança alimentar da sociedade, mas de alto risco, por estar sujeita a intempéries. Por isso, governos ao redor do mundo adotam políticas para proteger esse setor.

No Brasil, o governo federal pratica a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e o programa de Aquisição do Governo Federal (AGF), que visa minimizar a volatilidade dos preços e estoques das commodities agrícolas.

Colheita de safra de soja no Brasil (foto de arquivo)
© AP PHOTO / ANDRE PENNER
Colheita de safra de soja no Brasil (foto de arquivo)

Na índia, os agricultores negociam a venda de sua produção em mercados públicos chamados mandis. Com as novas regras, os mandis devem ser extintos e os fazendeiros terão que vender sua produção diretamente para conglomerados de empresas, com grande poder de mercado.

"O governo quer dar caráter corporativo para o setor agrícola, mas os fazendeiros temem que isso levará pequenos agricultores a perderem suas terras para grandes conglomerados empresariais", disse Kumar.

Os fazendeiros acusam o governo Modi de favorecer grandes negociadoras de commodities, como a empresa indiana Adani Group, e conglomerados locais como o Reliance Industries.

Negociações com o governo

Mais de 11 rodadas de negociações entre o governo e o movimento de agricultores terminaram sem acordos.

"O movimento é resiliente porque o governo não está disposto a aceitar as demandas dos fazendeiros, que contam com organizações fortes e mobilizadas no oeste da Índia", disse Kumar.

Além disso, para a maioria dos pequenos agricultores, a política de preços mínimos "é a fonte mais segura de renda básica".

"Lutaremos até o último suspiro", disse o fazendeiro Gurdev Singh ao jornal Quartz India.

Manifestantes bloqueiam rodovia em Gurgaon, na Índia, 6 de fevereiro de 2021
© AFP 2021 / SAJJAD HUSSAIN
Manifestantes bloqueiam rodovia em Gurgaon, na Índia, 6 de fevereiro de 2021

Diante do impasse, o Supremo Tribunal indiano suspendeu a implementação da lei por 18 meses. Os manifestantes, no entanto, exigem a total revogação das novas regras.

"O governo deveria dar garantias por escrito aos fazendeiros de que a política de preços mínimos não será revogada", acredita Kumar. "O governo deveria negociar de forma transparente e democrática, ao invés de ameaçar e tentar deslegitimar o movimento como antinacional."

O amplo apoio ao movimento também é creditado a outras políticas polêmicas adotadas pelo governo Modi, como o já engavetado projeto de implementação do registro nacional de cidadãos e a prática de bloqueios de Internet.

Primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, durante debate na XII Cúpula de Chefes de Estado do BRICS, celebrada via videoconferência, 17 de novembro de 2020
© SPUTNIK / ALEKSEI NIKOLSKY
Primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, durante debate na XII Cúpula de Chefes de Estado do BRICS, celebrada via videoconferência, 17 de novembro de 2020

Para Kumar, "o governo não se sente nem um pouco ameaçado, uma vez que o movimento é concentrado em três áreas principais, Punjab, Haryana e Uttar Pradesh [...] nas quais o governo não deve ter bom desempenho em futuras eleições".

"No entanto, os protestos prejudicaram a legitimidade do governo", concedeu o professor. "Os partidos de oposição projetaram a imagem de um governo pró-ricos, pró-corporações e contra os fazendeiros. Isso pode ter consequências no futuro."

E o Brasil com isso?

De acordo com Vazquez, não só o Brasil, mas todos os países do BRICS (grupo que compreende Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) têm lições a aprender com os protestos na Índia.

"A experiência indiana [...] destacou a necessidade de desenvolver o campo e a cidade de maneira equilibrada", destacou Vazquez.

"Desafios semelhantes são enfrentados por praticamente todos os outros países BRICS e têm sido discutidos, ao longo dos anos, nos diferentes encontros do grupo", relatou a professora.

Segundo ela, temas como agricultura sustentável e segurança alimentar estiveram na agenda do Fórum Civil do BRICS, celebrado na Rússia em 2020.

Fazendeiros na cozinha de acampamento montado por manifestantes nos subúrbios de Nova Deli, Índia, 29 de janeiro de 2021
© AP PHOTO / MANISH SWARUP
Fazendeiros na cozinha de acampamento montado por manifestantes nos subúrbios de Nova Deli, Índia, 29 de janeiro de 2021

"No encontro, líderes de organizações da sociedade civil, pesquisadores, e especialistas dos cinco países chamaram atenção para a necessidade de atrair mais investimentos públicos e privados para a promoção da agricultura e do desenvolvimento rural de maneira mais equilibrada, sustentável e inclusiva", relatou Vazquez.

Em meio a esses protestos históricos, "será interessante ver como a Índia levará estes temas adiante durante a sua presidência do BRICS em 2021", concluiu a especialista.

Desde 9 de agosto de 2020, protestos massivos pela revogação de novas leis para o setor agrícola tomaram conta da Índia. De acordo com estimativas dos comitês organizadores, cerca de 140 fazendeiros já teriam falecido em decorrência dos protestos.

domingo, 1 de novembro de 2020

Lady Gaga participará do último comício de Biden antes da eleição

 

Biden e Lady Gaga. Foto: Reprodução

Lady Gaga estará amanhã ao lado de Joe Biden, candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, em seu último comício realizado em Pittsburgh, Pensilvânia, segundo informaram as redes de TV Bloomberg e NBC News. Será a mesma cidade onde ele iniciou a campanha.


Já o cantor e produtor John Legend irá acompanhar a Kamala Harris, vice na chapa com Biden, na Filadélfia.


Faltando dois dias para a eleição, o democrata Joe Biden detém vantagem nacional expressiva sobre o presidente Donald Trump em meio a profundas preocupações dos eleitores sobre a pandemia do coronavírus, mas Trump mantém vivas suas esperanças de ao menos permanecer competitivo nos Estados que podem ser cruciais na disputa pela Casa Branca, segundo levantamento feito pela agência Reuters.


(…)

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