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sábado, 25 de junho de 2022

Anitta diz que Bolsonaro não representa brasileiros em programa de maior audiência da TV francesa

 



RFI - A cantora brasileira Anitta foi convidada para falar de seu novo álbum "Versions of me" no talk show de maior audiência da TV francesa, o Quotidien, do canal TMC-TF1, na noite desta sexta-feira (24). No programa, Anitta foi perguntada sobre o presidente Jair Bolsonaro e, sem mencionar seu nome - "pois isso traz energias ruins", se apressou em dizer que ele "não representa os brasileiros".

"Como vai Bolsonaro?", perguntou o apresentador do programa, Yann Barthès, em português. Anitta, que falou durante mais de dez minutos sobre vários assuntos, alternando entre o francês e o português, disse que não pronunciava o nome dele, que o chamava de Voldemort - em referência à saga Harry Potter -, "aquele que não deve ser nomeado". 

Barthès insistiu: "Mas eu posso dizer?". Anitta fez uma cara de descontente e disse: "Se você quiser (...) É que, para mim, a política é muito importante e eu, como celebridade, como cantora... o público sempre está vendo o que eu falo. Eu gosto de passar para o público o meu pensamento político também. E eu não concordo com muita coisa que esse presidente faz: acho que ele estimula o racismo, o preconceito, tudo de ruim", afirmou. 

"O preconceito é inaceitável, ao meu ver", continuou a cantora, que, em seguida, lembrou que Bolsonaro teve uma "questão com o presidente francês", Emmanuel Macron, e a primeira-dama, Brigitte Macron. Yann Barthès disse que "ele não foi muito elegante", fazendo referência ao episódio em que o brasileiro endossou o comentário de um internauta no Facebook que ironizava a esposa do chefe de Estado francês. Anitta se apressou em deixar claro: "Ele não representa de jeito nenhum os brasileiros, nós somos super respeitosos".

No programa, Anitta, que foi apresentada como "superstar sul-americana que virou superstar mundial", defendeu a liberdade dos corpos - todos os tipos de corpos. E disse que ela mesma dirige os seus videoclips, que são uma extensão de suas músicas. 

O apresentador Yann Barthès apresentou vários clips da cantora no programa e comentou especificamente "Girl from Rio": "é meio louco para nós, franceses, um pouco travados, ver a relação incrível dos brasileiros com os corpos", disse.

"Nós, brasileiros, somos muito livres. Eu gosto de passar a mensagem que a gente pode fazer o que a gente quiser: homem, mulher... Existe uma cultura onde o homem pode tudo; quando as mulheres fazem as mesmas coisas que os homens, elas são julgadas, Então eu gosto de quebrar esse tabu", respondeu Anitta. 

Língua sexy

Anitta, que se disse admiradora da cultura francesa, contou que começou a aprender a língua durante o confinamento e que acha o francês uma língua "muito sexy". Yann Barthès rebateu dizendo também considerar a "língua brasileira" sexy.

A cantora disse que começou a estudar francês no Instagram com seus milhões de seguidores, para juntos aprenderem a língua de Molière.Ela disse ainda que seu filme preferido "da vida" é o francês "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", de Jean-Pierre Jeunet (2001). Ela teve o seu francês elogiado ao final de sua participação e foi convidada a voltar a Paris e ao programa. 

Anitta também foi questionada sobre Neymar e o PSG e disse: "Eu não entendo nada de futebol, são vocês que vão ter que me dizer. Se vocês gostam dele, vocês me dizem e eu levo a mensagem para o Brasil", disse. 

A artista começa neste mês uma turnê europeia com shows em Portugal, França, Itália e Suíça - incluindo o icônico Festival de Jazz de Montreaux -, entre outros. 

domingo, 15 de agosto de 2021

Caminhoneiros desmentem Sérgio Reis e ameaça de golpe: "não representa nem os artistas, quanto mais os caminhoneiros"

 


A afirmação do cantor Sérgio Reis de que está organizando uma manifestação de caminhoneiros para o dia 7 de setembro em apoio a Jair Bolsonaro foi desmentida pelas principais lideranças da categoria, segundo informou o jornalista Chico Alves, no portal UOL

"A gente desconhece as pessoas que estão ao lado dele", diz Plinio Dias, presidente do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Carga (CNTRC).

"Sérgio Reis não representa nem os artistas, quanto mais os caminhoneiros", acrescentou. 

Segundo Dias, a preocupação dos líderes da categoria é com as melhorias de condições de trabalho e não com pautas políticas. Ele contou que houve reunião na noite de ontem no Porto de Santos com a participação nove lideranças nacionais para tratar da situação dos motoristas autônomos e todos os presentes foram contrários ao ato do dia 7 de setembro

"Ninguém conhece esse tal de Zé Trovâo e esse tal de Chicão Caminheiro, que aparecem nos áudios de WhatsApp convocando para a manifestação", afirma o presidente do CNTRC. "Os caminhões que vão participar são bancados pelo agronegócio".

Mesmo representantes da categoria que já apoiaram Bolsonaro desmentem que os caminhoneiros vão participar de manifestações nesse dia. É o caso de Wallace Landim, o Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de VeículosAutomotores (Abrava). "Não nos envolvemos com política, nem a favor de governo ou contra governo, nem a favor do STF ou contra o STF", diz ele. "Quero deixar claro que não participamos disso".

Saiba mais 

Um áudio atribuído ao cantor  Sérgio Reis mostra o bolsonarista ameaçando um golpe no país no dia 7 de setembro e dizendo também que é financiado para poder colocar em prática a ação antidemocrática.

Na gravação,  que viralizou nas redes neste domingo (15), Reis ainda diz que se o Senado não acatar os pedidos “populares” de impeachment contra os ministros do STF, eles irão "quebrar tudo”.

Apesar do apelo do bolsonarista, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), não dará andamento aos pedidos de impeachment prometidos por Jair Bolsonaro contra os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).


 


sábado, 24 de abril de 2021

Encontrada na Tunísia, nova cepa do coronavírus já representa de 5% a 10% das infecções no país

 


O anúncio ocorreu um dia após as autoridades dizerem que o sistema de saúde da Tunísia estava à beira do colapso devido ao enorme número de casos impulsionado pela variante britânica.

Foi descoberta na Tunísia uma nova cepa do SARS-CoV-2, anunciou em comunicado na sexta-feira (23) o Ministério da Saúde do país.

"A nova cepa está sendo estudada, e sua fonte ainda não foi descoberta. Não é a cepa brasileira, sul-africana ou britânica", disse Faouzi Mehdi, diretor do órgão, citado pela emissora Mosaique FM, observando que vai recorrer à OMS para determinar seu tipo.

Al-Hashemi al-Wazir, membro do Comitê Científico de Combate ao Coronavírus, que assessora o governo na luta contra a pandemia, afirmou à emissora Shems FM que entre 5% e 10% dos pacientes infectados tinham a nova cepa, sendo que 80% dos casos ativos contraíram a variante do Reino Unido.

Isso levou Jalila bin Khalil, porta-voz da organização, a confirmar à agência emiradense Al-Arabiya que o comitê avaliará a situação sanitária e tomará novas medidas, que poderiam incluir o fechamento das fronteiras, bem como limitações ao trânsito de cidadãos.

Na quinta-feira (22) Amenallah Messadi, também do comitê, relatou à agência Reuters que o sistema de saúde nacional estava à beira do colapso após um aumento de casos impulsionado pela variante britânica do coronavírus.

O portal Worldometer registra 296.843 casos da COVID-19 na Tunísia até sexta-feira (23), bem como uma tendência de subida nos casos ativos desde 22 de março. Na quinta-feira (22) o país ultrapassou as 10.000 mortes.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Tecnologia militar revolucionária ATLAS dos EUA representa ameaça para tanques russos?

 


Os EUA apresentaram a nova tecnologia revolucionária ATLAS, que pode facilitar o trabalho das tripulações de tanques e reduzir ao mínimo o tempo entre a detecção do alvo e sua destruição completa. Os criadores do sistema acreditam que os tanques norte-americanos com ATLAS são capazes de derrotar os tanques russos Armata.

O sistema auxiliado de pontaria e letalidade avançado ATLAS (Advanced Targeting and Lethality Aided System, em inglês) é baseado em sensores modernos e algoritmos de aprendizado de máquina, automatizando a detecção de alvos e destruição deles.

A tecnologia ATLAS foi desenvolvida pelo Centro de Comando, Controle, Comunicações, Computadores, Cibernética, Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (C5ISR Center, na sigla em inglês) do Comando de Desenvolvimento de Capacidades de Combate do Exército dos EUA.

"A assistência que estamos fornecendo aos soldados acelerará o tempo de engajamento [e] lhes permitirá atacar múltiplos alvos no mesmo tempo que eles hoje precisam para destruir um só alvo", explicou aos jornalistas o chefe do projeto Dawne Deaver.

Automatização não substituirá completamente o ser humano, mas facilitará a vida dele. A decisão de atacar o alvo será tomada pelo comandante, tal como antes, comentou Deaver.

Detectar os alvos

Os militares demostraram o sistema em ação no campo de provas de Aberdeen, no estado de Maryland. O sistema foi instalado no tanque leve experimental Griffin I, armado com canhão automático de 50 milímetros.



Tanque Griffin da empresa de defesa dos EUA General Dynamics

Ao ligar o sistema, os sensores infravermelhos e optoeletrônicos, localizados na torre de tiro do tanque de guerra, começam a girar, sondando a área. Os dados chegam ao processador central. Usando os algoritmos de aprendizado de máquina, os alvos são detectados automaticamente, são identificados seus tipos, velocidades e distâncias.

A informação visual é transmitida à tela de toque do comandante do carro de combate em tempo real. Ele apenas tem de tocar na imagem com o tanque inimigo e o resto será feito pela inteligência artificial.

O sistema ATLAS vira a torre de tiro, aponta o canhão, determina a distância, calcula os parâmetros de balística e propõe o tipo de munição e regime de fogo mais convenientes.

De acordo com os militares dos EUA, ATLAS reduzirá em três vezes o tempo desde o momento de detecção do alvo até o momento de destruição completa dele. O sistema ainda está em desenvolvimento, segundo o Pentágono. Cerca de 40 tripulações estão experimentando a tecnologia ATLAS.

Rede única

A característica principal do sistema é a inteligência artificial. A aplicação da inteligência artificial nos equipamentos terrestres, marítimos e aéreos é base do conceito norte-americano da "guerra em mosaico", com automatização máxima das operações de combate e uso massivo de sistemas não tripulados em conexão com os humanos.

Exército dos Estados Unidos experimentou esta estratégia em setembro no treinamento chamado Projeto Convergência, no campo de provas no deserto de Yuma. Os militares tentaram juntar todas as forças e tecnologias em uma rede única em que os soldados recebiam a inteligência em tempo real e sem intermediários enviavam aviação e armas de precisão contra os alvos.

A iniciativa ATLAS do Exército dos EUA modernizará um elemento do carro de combate que permaneceu praticamente inalterado nas últimas décadas: o processo de detectar o alvo, apontar e disparar.

A Rússia também desenvolve sistemas deste tipo para usar inteligência artificial.

"Projetos deste tipo também são desenvolvidos na Rússia. Trata-se principalmente de sistemas de controle de tropas. Inteligência artificial é uma área muito promissora", explicou em entrevista à Sputnik o analista militar Mikhail Khodarenok.

Globalmente, a inteligência artificial pode revolucionar a área militar de modo comparável à invenção da pólvora, comentou Khodarenok.

Derrotar os tanques russos Armata

De acordo com os desenvolvedores, os tanques norte-americanos Abrams com o sistema ATLAS seriam capazes de se opor aos tanques russos T-14 Armata. Esta declaração pode ser contestada. Os mais novos carros de combate russos são superiores aos dos EUA em uma geração e possuem uma proteção elevada contra munições perfurantes subcalibre padronizadas do Exército dos EUA.

Os tanques T-14 são capazes de incapacitar todo o tipo de material blindado pesado dos países da OTAN através da blindagem frontal. O sistema eletrônico permite detectar os alvos a distâncias nas quais os tanques do provável inimigo não os podem atingir.

Os tanques T-14 possuem radar com antena de matriz ativa faseada, capaz de detectar dezenas de alvos terrestres e aéreos e transmitir informação ao computador de bordo, que escolhe automaticamente os meios de ataque.



© SPUTNIK / MIKHAIL VOSKRESENSKY / FOTO HOST AGENCY
Tanques T-14 Armata e T-90M Proryv passando pela Praça Vermelha na Parada da Vitória, Moscou, 24 de junho de 2020

Os bombardeiros táticos Su-34 dirigem automaticamente os pilotos aos alvos e indicam quando devem ser largadas as bombas. A infantaria russa tem sistemas de reconhecimento e indicação de alvos, que ajudam a transmitir rapidamente informação sobre a situação no terreno ao quartel-general.

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